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18 ago 2020

EDIÇÕES JORNALÍSTICAS SÃO FAKE NEWS


LEI DAS FAKE NEWS

Alguns meios de comunicação, notadamente aqueles de maior circulação, diante da flagrante, notória e inquestionável DIFICULDADE FINANCEIRA que estão enfrentando, muito por força da fantástica LUTA CONCORRENCIAL que travam no dia a dia com as PODEROSAS REDES SOCIAIS, já se colocaram, como se sabe, francamente a favor da LEI DAS FAKE NEWS. 


DEFORMAÇÃO DE OPINIÃO

Como boa parte das empresas de comunicação depende, basicamente, de verbas governamentais para sobreviver, o fato é que na tentativa de se salvar da falência, cujo barulho já é ouvido à distância, resolveram espalhar no MERCADO DA INFORMAÇÃO que muitas, senão todas, das notícias que são ditas e publicadas nas REDES SOCIAIS, ou são inventadas, ou distorcidas. Ambas, obviamente, com o propósito de promover uma DEFORMAÇÃO DE OPINIÃO.


EDIÇÃO JORNALÍSTICA

Ainda que os exemplos não faltem, ao contrário aí estão de forma abundante, o que pouca gente desconhece é que grande parte das MATÉRIAS JORNALÍSTICAS, antes de serem publicadas passam por uma interessada EDIÇÃO, cujo propósito visa DESTRUIR O CONTEXTO da mensagem fornecida por um entrevistado ou de quem disse algo de maior relevância.  


DAR BRILHO

Pois, para quem ainda não percebeu, a EDIÇÃO JORNALÍSTICA (rádio, jornal e TV), significa MONTAR UMA REPORTAGEM após selecionar, hierarquizar e emendar trechos de gravação. Sob o mau e incorreto pretexto de eliminar o que é desnecessário ao entendimento, os meios de comunicação resolvem ESPETACULARIZAR e/ou DAR BRILHO ao que foi dito por algum interlocutor. 


CRIME

Esta prática da -EDIÇÃO-, infelizmente, se tornou comum no jornalismo. Mais: tem servido muito para que: 1- UMA VERDADE VIRE MENTIRA; e, 2- na maioria das vezes UMA MENTIRA VIRE VERDADE. Ontem, por exemplo, na entrevista que concedeu à CNN, o procurador Deltan Dallagnol precisou explicar várias vezes que muita coisa que a imprensa divulgou sobre o que ele declarou ao longo das operações da Lava Jato foi distorcida por força da EDIÇÃO JORNALÍSTICA, Ou seja, para -DAR BRILHO- ao noticiário o contexto foi alterado. Com isto, os leitores, ouvintes e telespectadores resultaram convencidos de que o procurador praticou algum crime. 


FRASE DE ADLAI STEVENSON

A propósito, a frase atribuída ao pensador Adlai Stevenson, que diz: -A IMPRENSA SEPARA O JOIO DO TRIGO E PUBLICA O JOIO-, tem tudo a ver com as EDIÇÕES. Dependendo do espírito e/ou da cor ideológica do jornal e/ou do profissional, o BRILHO serve para enaltecer ou destruir qualquer fato ou declarante.



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17 ago 2020

NO BRASIL LIBERALISMO SEMPRE FOI A GENI


XINGAMENTOS

Com a -DEBANDADA- de alguns LIBERAIS do Ministério da Economia, grande parte daqueles que deram um público -DE ACORDO- com o Plano Econômico -LIBERAL- defendido pelo ministro Paulo Guedes também decidiram DEBANDAR, ou seja, resolveram que é hora de dar FIM AO ENORME SOFRIMENTO que representava, até então, o tal apoiamento. 


ÓPERA BUFA

Este comportamento, aliás, é característica daqueles que não conseguem reunir condições mínimas para o CONVENCIMENTO. Como tal, como bem diz o pensador Roberto Rachewsky, reagem embalados pela veia do OPORTUNISMO, o que revela total desconhecimento dos PRINCÍPIOS. Assim, basta um ruído no final do corredor para que, imediatamente, os OPORTUNISTAS comecem a JOGAR PEDRAS NA GENI, que nesta ÓPERA BUFA da realidade brasileira, é o LIBERALISMO ECONÔMICO.  


LIBERALISMO E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL

Pois, aproveitando este tema, eis o texto escrito pelo economista Aod Cunha, publicado no Infomoney de hoje, com o título - LIBERALISMO E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL. No debate sobre o nível de desigualdades sociais no Brasil, Aod entende que -parece descabido imputar ao liberalismo o resultado de décadas de práticas de políticas públicas que são contrárias à recomendação liberal. 


TEXTO DO AOD CUNHA

Diz Aod Cunha: - Há duas semanas, os xingamentos racistas de um morador de um bairro de classe média alta de Valinhos (SP) ganharam destaque nas redes sociais. O morador, Mateus, ao se irritar com a presença de um motoboy, também chamado Mateus, disse que esse último tinha inveja dele, por sua pele branca e pela sua condição de riqueza material superior.

Muito se falou sobre a abjeta fala e os gestos racistas, como se esperaria. Mas talvez pouca atenção tenha se dado a forma como o agressor procura se vangloriar de sua pretensa condição superior, quando o motoboy pergunta se aquela casa era fruto do seu trabalho ou se era fruto do trabalho do seu pai. Então o agressor diz que ele já havia nascido assim e que o motoboy nunca teria o que ele tem. A agressão foi repugnante, mesmo com as alegações posteriores de que o condômino sofria de algum tipo de transtorno mental.

Mas as palavras ditas refletem uma dura realidade sobre o nível de desigualdade no Brasil: ele é muito menos explicado pelos diferentes níveis de esforço e mérito e muito mais pelos diferentes níveis de acesso ao desenvolvimento humano e oportunidades ao longo da vida.


NASCER RICO OU POBRE

Nascer rico ou pobre no Brasil, ou ganhar na loteria da vida, como já disse Naércio Menezes (“A loteria da vida”, Valor Econômico, 17/08/2018), faz sim muito mais diferença do que faz na maioria de outros países. E faz diferença há tanto tempo que não basta apenas pensar em como reduzi-la para os que nascem hoje. É preciso tentar amenizar o estrago feito ao longo de algumas gerações de brasileiros.

Por outro lado, sem uma discussão rigorosa sobre o que causa tamanha desigualdade social no Brasil e sobre a avaliação de políticas públicas, boas intenções podem nunca mudar essa realidade. Há conexão entre liberalismo econômico e desigualdade de renda no Brasil?

Seguidamente o leitor deve escutar que a desigualdade de renda no Brasil está ligada a políticas liberais ou neoliberais, argumento usado por quem critica a visão de uma sociedade baseada em regras de competição e meritocracia.


IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

Esse tipo de argumento quase sempre procura fazer uma associação direta entre a defesa de políticas públicas ligadas à responsabilidade fiscal, regras de concorrência e respeito às liberdades individuais de um lado, e a narrativa de que aquela defesa despreza a situação de vulnerabilidade dos mais pobres numa sociedade, de outro lado.

O que o argumento acima parece desconsiderar é a base real das políticas públicas adotadas no Brasil nas últimas décadas, muito longe de refletir o pensamento liberal clássico ou mesmo o que se entende por neoliberalismo.

No período militar, de 1964 a 1985, o domínio foi dos planos nacionais de desenvolvimento coordenados e executados pela máquina estatal, numa economia pouco aberta ao exterior e altamente dependente do investimento público. Nada mais afastado do que o pensamento liberal defende.

No atual período democrático, passamos a viver sob o regime da Constituição de 1988, a chamada “Constituição cidadã”, na qual ficou expresso não só uma série de largos direitos que o cidadão deveria esperar serem garantidos pelo Estado, mas também uma definição detalhada de funções e políticas que deveriam expressamente ser executadas pelos diferentes níveis de governo.

Mesmo com diferentes orientações nos governos que se seguiram a 1988, a diretriz constitucional se materializou em gastos públicos e carga tributária total crescentes (com desonerações fiscais igualmente crescentes), além da continuidade de um Estado brasileiro fortemente regulador dos mercados privados.

Talvez um ponto justo de crítica com o pensamento liberal no Brasil, que também assumo como autocrítica, é a demora para se colocar o tema da desigualdade de renda como preocupação central da política econômica e do conjunto das políticas públicas por quem defende o liberalismo econômico.

O que parece descabido no debate sobre o nível de desigualdades sociais no Brasil é imputar ao liberalismo o resultado de décadas de práticas de políticas públicas completamente dissociadas da recomendação liberal.

Mas há conexão entre liberalismo e desigualdade de renda?

O pensamento econômico liberal compreende uma evolução e uma variedade bastante diversificada na literatura.

Há o liberalismo econômico clássico de Hume, Smith e Ricardo, e seus seguidores no século XVII e XVIII, a escola austríaca de Mises (1881-1973) e os seguidores da escola de Chicago de Milton Friedman (1912-2006) que, a partir da década de 80 e 90, ficaram conhecidos como “o pensamento neoliberal”.

Muito embora existam diferenças de estruturas de pensamento entre diferentes representantes do pensamento liberal, um traço comum é que há uma parte da desigualdade de renda que é aceita e que reflete um sistema saudável de recompensas pelos diferentes esforços e pela competição dos indivíduos para a geração e distribuição de bens e serviços. É aquela parte da desigualdade que se explica pelo mérito e pelo esforço do indivíduo.

Por outro lado, intervenções sistemáticas do Estado que alteram os incentivos para a alocação de trabalho e capital podem aumentar de maneira indesejada as desigualdades de renda, ao invés de diminuí-las.

Mais grave ainda são as intervenções que, sob o pretexto de introduzirem estímulos para indivíduos ou grupos econômicos, criam mais concentração de renda. São exemplos os subsídios fiscais que tendem a ser alocados para grupos com maior poder de pressão, não raro exatamente aqueles que já têm maior poder econômico.

Que desigualdades então devem ser objeto da ação pública, segundo boa parte do pensamento liberal?

O primeiro conjunto é o universo de intervenções públicas que vão no sentido de criar privilégios justamente para aqueles já têm maior poder econômico e político. É o que Luigi Zingales chama de “capitalismo de compadrio” no seu livro Capitalismo para o Povo. Evitar e combater os privilégios é o melhor que se pode fazer.

O segundo conjunto exige a ação do Estado, direta ou indiretamente, para que indivíduos, ao nascer e ao longo de sua vida, tenham condições de desenvolvimento de suas capacidades humanas, independente da condição material de suas famílias.

É a busca pela igualdade mínima de oportunidades de saúde, educação, segurança física e emocional, que poderá aumentar não só o desenvolvimento do capital humano de uma nação, mas também permitirá que o bom funcionamento dos mercados gere desigualdades de renda que fiquem mais restritas às diferentes distribuições de esforços e talentos dos indivíduos e empresas.

De um ponto de vista mais moderno do liberalismo, John Rawls expressa bem a busca pela compatibilização das liberdades individuais, a igualdade de oportunidades e o senso de comunidade.

Ao longo de Uma Teoria da Justiça (1971), Liberalismo Político (1993) e O Direito dos Povos (1999), Rawls procura mostrar como é possível haver um contrato social no qual se respeite as liberdades individuais, o funcionamento de mercados concorrenciais e uma preocupação legítima e louvável com os mais desfavorecidos na sociedade.

Mais do que isso, Rawls enxerga nesta última preocupação a essência da preservação de uma sociedade livre.

Uma agenda liberal para a redução das desigualdades no Brasil

É perfeitamente compatível uma agenda de preservação das liberdades individuais e econômicas, com respeito às regras de mercado, e a priorização de políticas públicas para a redução da pobreza e das desigualdades sociais.

Como comentamos em artigos recentes aqui ( “A captura do Estado e a desigualdade de renda no Brasil” e “O oásis do funcionalismo público brasileiro”), deveríamos começar o combate às desigualdades evitando que o Estado brasileiro as aprofunde.

São inúmeros exemplos onde a política tributária, educacional e um amplo conjunto de gastos públicos privilegiam justamente os mais favorecidos no Brasil. O que isso tem de liberalismo econômico? Nada.

Parar de fazer a coisa errada e dar tratamento igual aos iguais já é um primeiro passo importante. Mas é preciso ir além.

É preciso direcionar os maiores esforços do Estado para aqueles que mais precisam. Se educação, saúde e moradia de boa qualidade são importantes para o desenvolvimento de qualquer cidadão, são ainda mais importantes para aqueles que não tiveram a sorte de nascer numa família estruturada e com boas condições financeiras.

Além disso, o desenho de políticas públicas que melhoram o acesso ao desenvolvimento humano não depende apenas de mais recursos. Como também já mostramos nos artigos aqui citados, falta ao país introduzir a prática sistemática de avaliação de resultados das políticas públicas.

Nosso maior problema não é o de poucos recursos para a educação, saúde e seguridade social, por exemplo. O problema mais grave é que raros são os programas que são avaliados periodicamente e ainda mais raros aqueles que sofrem modificações por insuficiência de desempenho.

Enquanto temos uma das mais altas cargas tributárias entre países de renda média, ao mesmo tempo chegamos a 4,5% do PIB em incentivos fiscais no governo de Dilma Rousseff. Por que ainda concedemos R$ 320 bilhões em incentivos fiscais anualmente?

Aqui, ainda mais do que no caso da educação e da saúde, quase nada medimos sobre benefícios que concedemos com recursos arrecadados de toda a população, incluindo a parcela mais pobre dessa.

Uma agenda de combate às desigualdades sociais no Brasil inicia com o reconhecimento de que o nível de desigualdade no Brasil é um problema grave. É um problema grave para o desenvolvimento econômico e para o convívio social, na linha do que Rawls propôs em termos do contrato social de uma sociedade livre.

Posta como prioridade, a redução das desigualdades sociais passa por pararmos de conceder benefícios maiores do Estado para os que menos precisam e direcionar mais recursos para os mais vulneráveis.

Passa também por avaliarmos cada centavo gasto em educação, saúde e outros programas sociais. Só assim saberemos quando gastamos pouco ou mal e se estamos impactando da forma adequada aqueles que mais precisam.

No Brasil do motoboy Mateus, a loteria de nascer pobre ou rico ainda é o principal determinante do sucesso na vida. Dar mais chances ao esforço e ao mérito é o papel de políticas públicas que persistentemente avaliem a inclusão social.

Essa direção está muito mais próxima de um moderno liberalismo, que valoriza a igualdade de oportunidades, do que do conjunto de políticas públicas que já foram praticadas até aqui.


ESPAÇO PENSAR +

No Espaço Pensar + de hoje temos a estreia do Pensador Abrahão Finkelstein - A ARMADILHA PERFEITA - e artigo de Percival Puggina - TEMAS SENSÍVEIS E TIRANIA TOGADA. https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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14 ago 2020

A CARTA DE DESPEDIDA DE SALIM MATTAR


RAZÕES APONTADAS

Na sua CARTA DE DESPEDIDA, o LIBERAL, e agora ex-secretário especial de DESESTATIZAÇÃO E DESINVESTIMENTO do Ministério da Economia, Salim Mattar, diferente de outros que também caíram fora do governo, ressaltou que continuará apoiando suas pautas, mas que decidiu sair porque a CONTA ENTRE ESFORÇO E RESULTADO OBTIDO ERA NEGATIVA. 


DIFICULDADES PARA DESEMPENHAR O PAPEL DE SERVIDOR PÚBLICO

Ainda que no editorial de ontem já tenha manifestado a minha opinião quanto às terríveis dificuldades que os -raros- LIBERAIS têm quando se propõem a desempenhar o papel de SERVIDOR PÚBLICO, ou EMPREGADO DE ESTATAIS, volto ao tema com algumas complementações que julgo oportunas, notadamente depois de ler as narrativas de alguns analistas.


INTOLERANTES

Na real é preciso que os leitores saibam que ser LIBERAL não é tarefa nada fácil. Em primeiro lugar, só pode ser considerado LIBERAL quem é INTOLERANTE. Como tal, ao não tolerar a existência de PRIVILÉGIOS exige DECISÕES rápidas e eficientes para que TODOS SEJAM TRATADOS DE FORMA IGUAL. Nada diferente, aliás, do que está escrito na Constituição Federal, que só não é cumprida porque as CORPORAÇÕES mandam mais do que manda a Lei.  


TRAIDOR

Mais: LIBERAL é um sujeito AUTÊNTICO. Como tal NÃO TEM MALANDRAGEM NO CORPO. Ou seja, não é ESPERTO, não é BOM DE NEGÓCIO. Com ele é TUDO OU NADA. Se for flagrado, principalmente por outros LIBERAIS, admitindo que precisa ceder para levar vantagem mais adiante, é imediatamente EXCOMUNGADO. Ou seja, passa a ser um sujeito INTOLERANTE ou, muitas vezes, um TRAIDOR. 


ÊXITO É DEPENDENTE DO NÚMERO DE LIBERAIS

Nesta breve observação sobre o que caracteriza o comportamento de um LIBERAL, a conclusão que precisa ser extraída é pra lá de óbvia: As propostas LIBERAIS só serão exitosas no nosso empobrecido Brasil quando houver um bom número de LIBERAIS a ocuparem postos-chaves em todos os PODERES DA NOSSA POBRE E DESENCANTADA REPÚBLICA. Até que isto se torne uma realidade, o que vamos assistir são pedidos de demissões carregados de frustração daqueles poucos que aceitam cargos aqui e ali. 


ESPAÇO PENSAR +

No Espaço Pensar + de hoje : LIBERAL POR CONVENIÊNCIA? Não, obrigado!  - por Roberto Rachewsky - https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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13 ago 2020

LIBERALISMO AINDA É MUITO DESCONHECIDO NO BRASIL


CULTURA LIBERAL

Desde que me descobri como LIBERAL, sentimento que foi despertado durante o meu período estudantil, me tornei um intransigente DEFENSOR e/ou PREGADOR DA LIBERDADE INDIVIDUAL. Mais: percebi que a cultura LIBERAL só poderia vingar no nosso empobrecido Brasil a partir de duas premissas:

1- com um significativo aumento no número de LIBERAIS; e,

2- promovendo constantes ESCLARECIMENTOS sobre os fundamentos do LIBERALISMO: DIREITO À VIDA, À LIBERDADE, À PROPRIEDADE E À BUSCA DA FELICIDADE.


CULTURA POPULISTA

Pois, ao longo do tempo, por mais que tenha me esforçado, e seguindo na mesma toada, estou convencido de que o número de LIBERAIS ainda é ínfimo e, por conseguinte, os ESCLARECIMENTOS não foram suficientes para mudar, minimamente, a cultura POPULISTA, que se instalou com a chegada dos portugueses que aqui chegaram a partir do ano de 1500, repleta de PRIVILÉGIOS para poucos e IMPUNIDADE para outros tantos.  


LIÇÕES DE IMBECILIDADE

O curioso é que as LIÇÕES DE IMBECILIDADE que foram sendo ministradas não só nas escolas públicas do país, mas principalmente estas, deram um espetacular resultado: até hoje o LIBERALISMO segue sendo ensinado como algo extremamente danoso para a sociedade. Mais: uma séria ameaça aos defensores do COLETIVISMO, cujos adeptos (maioria do povo) pregam, incessantemente, que o COLETIVO, o bem estar geral, o crescimento da nação, a proteção da sociedade, a revolução das classes oprimidas, a ascensão social, etc., são mais importantes e falam mais alto que as necessidades individuais de cada pessoa que compõe estes coletivos.


NÚMERO DE LIBERAIS SEGUE BAIXO

Ora, como não cresce de forma suficiente o número de LIBERAIS, e muita gente que se diz LIBERAL desembarca imediatamente da doutrina quando vê que está prestes a perder certos PRIVILÉGIOS, o fato de produzir ESCLARECIMENTOS não basta para fazer valer todos os FUNDAMENTOS que definem o LIBERALISMO. Ou seja, todos concordam até que....


ATAQUE INTENSO CONTRA OS LIBERAIS

Agora, com a tal da -debandada- dos secretários -LIBERAIS- da LIBERAL equipe econômica do governo, chefiada pelo liberal ministro Paulo Guedes, o que mais se viu foi um ataque intensivo da mídia contra os LIBERAIS, dizendo a todo momento que os LIBERAIS são bons para propor medidas LIBERALIZANTES, mas são incapazes de colocá-las em prática. Na realidade, estas pedras deveriam ser desferidas às CORPORAÇÕES - que não querem que elas aconteçam. De novo: CORPORAÇÕES tanto do SETOR PÚBLICO quanto do viciado SETOR PRIVADO.


FÓRUM DA LIBERDADE

Volto a repetir: enquanto o número de LIBERAIS não mostrar um efetivo crescimento, e depois disso os adeptos se recusarem a entrar na política, com o firme propósito de defender os FUNDAMENTOS DO LIBERALISMO, de nada adianta o esforço. Vejam , por exemplo, o que acontece em Porto Alegre, sede do renomado FÓRUM DA LIBERDADE, evento organizado e apresentado pelo Instituto de Estudos Empresariais, uma instituição formadora de LIBERAIS: nenhum LIBERAL se apresentou para concorrer como candidato para PREFEITO DA CAPITAL DO RS. Pode? Vejo muita gente boa de bico para criticar, mas na hora do baile não se apresentam para dançar. 


ESPAÇO PENSAR +

No Espaço Pensar + de hoje : INSTITUTO de FORMAÇÃO de LÍDERES - por Roberto Rachewsky - https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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12 ago 2020

O ABANDONO DA LUTA


DEBANDADA

Não são poucos os temas que me proponho a comentar e/ou analisar nos meus editoriais. Entretanto, ao tomar conhecimento da saída dos liberais - Salim Mattar, secretário de DESESTATIZAÇÃO, e Paulo Uebel, secretário de DESBUROCRATIZAÇÃO, este tema goza de ALTA PRIORIDADE para ser abordado e, se possível, compreendido pelos leitores que foram pegos de surpresa com a notícia da DEBANDADA, como classificou o ministro Paulo Guedes.  


TIME DAS CORPORAÇÕES

Pois, para começar, é importante lembrar que no início do governo Bolsonaro, lá em janeiro de 2019, escrevi dizendo que as PRETENSÕES LIBERAIS defendidas pela equipe econômica, como bem consta no Plano de Governo que elegeu o presidente Jair Bolsonaro, iriam BATER DE FRENTE com as PRETENSÕES do PODEROSÍSSIMO TIME DAS CORPORAÇÕES.  


PITADA DE PESSIMISMO

Senti, naquela ocasião, que a minha afirmação teve uma repercussão ruim junto a vários e fiéis leitores. Alguns, inclusive, enviaram mensagens dizendo que o meu texto continha PITADAS INCABÍVEIS DE PESSIMISMO, uma vez que O governo Bolsonaro foi eleito por defender um ousado PLANO DE DESBUROCRATIZAÇÃO E DE DESESTATIZAÇÃO. 


AJUDA DOS ÁRBITROS

Se a saída de Mansueto, por mais que já estivesse combinada, exalou um cheiro de DESCONFIANÇA, agora, com a queda de Mattar e de Uebel, fica evidente que o TIME DAS CORPORAÇÕES está dando de goleada. Mais: além de jogadores muito fortes, o TIME DAS CORPORAÇÕES vem recebendo, desde sempre, uma fantástica AJUDA dos ÁRBITROS. Observem que além de paralisar o jogo a todo momento, ainda tomam decisões absurdas visando impedir até as intenções de ataque dos LIBERAIS, pouco importando que a torcida exige um jogo justo.


PERSISTÊNCIA

Pois, por mais que não esteja surpreso com o resultado do JOGO, como já havia previsto lá no início de 2019, o que me impressiona é o ABANDONO DA LUTA. Vejam, por exemplo, o meu caso: mesmo sabendo das dificuldades, que não são poucas nem leves, sigo focado, com muita persistência, produzindo conteúdos que têm como propósito ESCLARECER o quanto o povo brasileiro é vítima dos PRIVILÉGIOS conferidos aos SERVIDORES PÚBLICOS e EMPREGADOS DE ESTATAIS, considerados de PRIMEIRA CLASSE. 


ADMISSÃO DA DERROTA

Confesso que, mesmo levando em boa consideração o que disseram os dois secretários para justificar suas saídas da equipe econômica, vi, infelizmente, que ambos admitiram a derrota frente ao TIME DAS CORPORAÇÕES bem antes do jogo terminar. De novo: eles não podem dizer que não sabiam com quem estavam tratando. Ou seja, mesmo quando admito que a probabilidade de ser derrotado é grande, ainda assim sigo lutando. 



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11 ago 2020

POVO COMPROVADAMENTE TESTADO


TESTE ENCERRADO

Se, em algum momento, as decisões estapafúrdias tomadas  pelos ministros da Suprema Corte, as quais, decididamente, contrastam com aquilo que o chamado MUNDO CIVILIZADO entende por JUSTIÇA, foi entendida como uma PEGADINHA, com o propósito de TESTAR A POPULAÇÃO para descobrir o LIMITE DA INDIGNAÇÃO DO POVO, esta tarefa/sensação foi dada por encerrada, definitivamente,  no dia 2 de agosto. 


PRESCRIÇÃO

No dia 2/8, para quem não sabe, a maioria dos ministros do STF votou pela prescrição, em cinco anos, de ações de ressarcimento aos cofres públicos contra agentes que cometam ato de IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.


CINCO ANOS

Traduzindo, isto significa que uma vez mantido o entendimento da maioria (seis ministros votaram pela prescrição), um processo só poderá ser iniciado até CINCO ANOS a partir da data em que foi descoberto o fato apontado como irregular. Ou seja, só dentro do prazo de CINCO ANOS o Estado poderá entrar com ações para DEVOLUÇÃO DO DINHEIRO ROUBADO. Que tal?


IMPUNIDADE

Ora, como o STF não julgou nenhuma ação da tropa de bandidos da Lava Jato que já foram condenados em PRIMEIRA E SEGUNDA INSTÂNCIA, o que comprova uma explícita adoração e compromisso com a IMPUNIDADE, fica claro que a ordem é deixar passar CINCO ANOS para eximir os condenados de DEVOLVER O QUE FOI ROUBADO. 


APENAS INDIGNADO

Se muita gente ainda carregava a esperança de que a qualquer momento a crescente INDIGNAÇÃO estava amadurecendo a possibilidade de se transformar em AÇÃO, como nada aconteceu depois de passados pouco mais de uma semana desta fantástica decisão dos SEIS MINISTROS, tudo leva a crer que o resultado do TESTE foi revelador: o brasileiro prefere ser apenas e tão somente um POVO INDIGNADO. Nada mais do que INDIGNADO. Pode? 


ESPAÇO PENSAR +

No Espaço Pensar + de hoje:  IDEOLOGIA DO CEMITÉRIO - "O “Partido Funerário Brasileiro” e a volta do distanciamento social - por J.R.Guzzo e  SURTOS - por Roberto Rachewsky - Acesse o link https://www.pontocritico.com/espaco-pensar .



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