NOS CAPÍTULOS ANTERIORES
Nos capítulos anteriores (1 e 2) da -CAMPANHA DO ESCLARECIMENTO- apontei a -CAUSA -, ou -DIAGNÓSTICO- da fantástica DOENÇA FINANCEIRA que vem destruindo as CONTAS PÚBLICAS, assim como a (única) forma para combater os -DIREITOS ADQUIRIDOS- que, repito, só será possível desde que seja promulgada uma NOVA CONSTITUIÇÃO com este fim.
REVOLUÇÃO FARROUPILHA
Vamos, portanto, para este -CAPÍTULO 3- da -CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO- que, coincidentemente, está sendo lançada no exato momento em que os gaúchos festejam a REVOLUÇÃO FARROUPILHA, onde o -20 DE SETEMBRO- (próxima 6ª feira) é considerada a sua data máxima.
IDEAIS JAMAIS ALCANÇADOS
A propósito, como porto-alegrense, o que me deixa muito triste e pasmo é que o -20 DE SETEMBRO- é a data na qual os gaúchos celebram IDEAIS, nunca alcançados, como o de propor melhores condições econômicas ao Rio Grande do Sul. Incrível este sentimento carregado do mais puro sadomasoquismo, não?
MODELO A TODA TERRA
Como se percebe claramente, pela janela que escancara o lamentável estado das CONTAS PÚBLICAS DO RS, as -FAÇANHAS DO POVO GAÚCHO- não têm a mínima condição de -SERVIR DE MODELO A TODA TERRA-, como o povo gaúcho entoa, emocionado, quando é tocado o Hino Rio-Grandense.
AÇÃO TRANSFORMADORA
Mas, voltando ao tema da CAMPANHA DO ESCLARECIMENTO, que tem como objetivo provocar, além do necessário conhecimento, um sentimento capaz e suficiente para tornar a já célebre e histórica -INDIGNAÇÃO- em uma AÇÃO TRANSFORMADORA dos destinos do País, Estados e Municípios.
POPULISMO DESTRUIDOR
Sabe-se, perfeitamente, que a obra que tem por objetivo MELHORAR a situação financeira do falido SETOR PÚBLICO como um todo é uma tarefa extremamente DIFÍCIL. Diferente, infelizmente, do que acontece, sistematicamente, quando estamos diante da sempre recorrente e viciada vontade para -AUMENTAR AS DESPESAS PÚBLICAS-. Aí, infelizmente, os POPULISTAS, com apoio irrestrito e firme das corporações, tornam esta tarefa, além de FÁCIL, geralmente VITORIOSA.
Amanhã continua...
CAUSA INQUESTIONÁVEL
Inicio este 2º Capítulo da -CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO- partindo do pressuposto de que não há a menor dúvida de que a -CAUSA- da grave doença que vem destruindo, paulatinamente, as finanças do País, Estados e Municípios, INDEPENDENTE DE QUEM SEJA O GOVERNANTE DA VEZ, está na -DESPESA PÚBLICA- , como foi claramente apontada no editorial anterior.
REFÉNS DAS DESPESAS OBRIGATÓRIAS
Ainda que os responsáveis pelo CAOS das CONTAS PÚBLICAS não sejam os atuais governantes (assumiram em 2019) o fato é que isto não tem a menor importância. Até porque todos que se elegeram (País, dos Estados e dos Municípios), ao assumir se tornaram -REFÉNS- das DESPESAS OBRIGATÓRIAS. Ou seja, GOSTEM OU NÃO os escolhidos pelos eleitores estão condenados a cumprir o que manda a lei, independente da disponibilidade de recursos do Tesouro.
REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Considerando que a maior parte das tais DESPESAS OBRIGATÓRIAS, que consomem em torno de 95% da Receita Corrente Líquida, é destinada para o pagamento da FOLHA DE SALÁRIOS dos servidores -ATIVOS E INATIVOS-, há quem esteja apostando todas as fichas na aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA como forma de obter o pretenso EQUILÍBRIO ORÇAMENTÁRIO.
LONGO PRAZO
Pois, para este enorme contingente de crentes, infelizmente dotados de POUCA VISÃO, informo que tudo aquilo que constar na REFORMA DA PREVIDÊNCIA, por melhor que venha a ser, só produzirá EFEITOS NO LONGO PRAZO. Até lá, independente do fato de que muitos brasileiros já estarão em outro mundo, as CONTAS PÚBLICAS (União, Estados e Municípios) continuarão brutalmente DEFICITÁRIAS.
DIREITOS ADQUIRIDOS E CLÁUSULAS PÉTREAS
O pior de tudo é que a grande maioria das tais -DESPESAS OBRIGATÓRIAS-, se mostram em forma de GASTOS COM PESSOAL, que estão plenamente garantidas pela CONSTITUIÇÃO NADA CIDADÃ por -DIREITOS ADQUIRIDOS-, blindados por -CLÁUSULAS PÉTREAS-. Isto significa que estas DESPESAS/DIREITOS só podem ser retirados se esta vontade for colocada numa NOVA CONSTITUIÇÃO.
DE NOVO: -DIREITOS ADQUIRIDOS- E -CLÁUSULAS PÉTREAS- não são passíveis de modificação por PECs - Projetos de Emenda Constitucional. Só numa NOVA CONSTITUIÇÃO.
O CALOTE ESTÁ A CAMINHO
Como pode ser constatado, independente de questões ideológicas, enquanto não for atacada esta verdadeira -CAUSA- que provoca o constante a crescente CAOS FINANCEIRO, os recursos arrecadados dos pagadores de impostos jamais serão suficientes para brecar o crônico ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS.
Mais: usando os recursos obtidos com a venda de ativos para pagar -DESPESAS de PESSOAL, como pretende o governo do RS com a venda de ações do Banrisul, em pouco tempo não haverá mais nada para financiar os GASTOS DE GOVERNO. Ou seja, sem atacar o problema, não há como evitar o CALOTE.
CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO
Da mesma forma como se fazem necessárias as CAMPANHAS DE VACINAÇÃO, que têm o propósito de imunizar e/ou impedir o avanço das doenças virais, vejo como necessário uma CAMPANHA com o propósito de ESCLARECER onde se situa o REAL E GRANDE PROBLEMA que faz com que as FINANÇAS PÚBLICAS do País, dos Estados e dos Municípios se mantenham cada dia mais DEFICITÁRIAS.
O PROBLEMA ESTÁ NA DESPESA
Pelo que se ouve e lê nos meios de comunicação, muita gente, de forma pra lá de equivocada, dá demonstrações de que está convencida de que a SOLUÇÃO FINANCEIRA DO SETOR PÚBLICO passa, inicialmente, pelo equacionamento da DÍVIDA PÚBLICA e pelas PRIVATIZAÇÕES, quando, na real, o GRANDE PROBLEMA está na DESPESA PÚBLICA.
SANEAMENTO
Pois, esta CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO, que inicio hoje, está aberta para divulgar conteúdos produzidos por quem realmente estuda e se preocupa com o problema -DESPESA PÚBLICA- e, a partir daí propõe quais medidas precisam ser tomadas para um devido SANEAMENTO das CONTAS PÚBLICAS.
DÍVIDA PÚBLICA
Para começar, usando o Estado do Rio Grande do Sul (que não é diferente do que acontece na grande maioria dos Estados) como exemplo, vejam que a DÍVIDA PÚBLICA DO RS (que já supera R$ 73 BILHÕES), não é o grande PROBLEMA. Até porque governo gaúcho, por força de liminar do STF, desde agosto de 2017, deixou de honrar as parcelas mensais da dívida renegociada com a União, e mesmo assim o ROMBO só aumenta.
DESESTATIZAÇÃO
No caso das PRIVATIZAÇÕES, por mais que seja necessária a venda de todas as estatais, por duas razões:
1- decididamente não é atribuição do Estado ser empresário; e,
2- sem investimentos que precisam ser aportados pelo acionista controlador -falido-, o patrimônio se desvaloriza e/ou perde valor, não é aí que reside o PROBLEMA.
NÃO RESOLVERIA O PROBLEMA
Vejam que, mesmo DESESTATIZANDO tudo que é de propriedade do Estado do RS, por mais que seja -IMPORTANTE e NECESSÁRIO- o valor obtido com a venda dos ativos não RESOLVE O PROBLEMA DAS FINANÇAS DO RS. Até porque se o montante for usado para CUSTEAR DESPESAS CORRENTES, o dinheiro se esgotará em pouco tempo; e/ou se for usado para abater parte da DÍVIDA, o impacto -atual- seria pequeno.
SEGUNDO CAPÍTULO
Como se vê, claramente, o real e grande problema está na DESPESA. Este assunto fica para o - CAPÍTULO 2- da CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO. Aguarde.
CONFUSÃO
Por tudo que leio nas redes sociais percebo que um grande número de brasileiros confunde -REFORMA TRIBUTÁRIA- com -REFORMA FISCAL-. Pois, a título de esclarecimento, informo que a REFORMA TRIBUTÁRIA, que há muitos anos vem sendo discutida, tem como propósito SIMPLIFICAR o recolhimento dos impostos e não a REDUÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA.
SURPREENDIDOS
Mais do que sabido, a tarefa de pagar impostos, além de muito complexa é extremamente dispendiosa para quem se aventura na arte de produzir qualquer mercadoria ou serviço. Mais: que até aqueles que se esforçam para fazer tudo que imaginam como correto, dentro da lei, não raro se veem surpreendidos por agentes fiscais da Fazenda Pública que interpretam as leis tributárias de forma totalmente diversa.
DUAS PROPOSTAS
Como os leitores devem estar lembrados, recentemente publiquei duas análises feitas pelo pensador Paulo Rabello de Castro a respeito das propostas de REFORMA TRIBUTÁRIA que estão sendo discutidas no Legislativo: uma, do economista Bernard Appy, que é defendida pelo deputado Baleia Rossi; outra, do ex-deputado e economista Luiz Carlos Hauly, cujo projeto foi produzido pelo MBE - Movimento Brasil Eficiente.
REDUZIR O CUSTO
Pois, independente daquilo que cada um defende, o fato é que ambas têm como objetivo tornar o recolhimento de impostos uma tarefa SIMPLES e, portanto, bem mais econômica para quem produz e consome. Esta pretendida SIMPLIFICAÇÃO, se atender aos princípios de bom senso e inteligência tributária pode DIMINUIR SUBSTANCIALMENTE os valores que são destinados para o cumprimento das obrigações fiscais.
CUSTO ELEVADO
Observem que o Brasil, infelizmente, é o país onde se gasta mais tempo para lidar com a burocracia tributária no mundo. De acordo com recente relatório divulgado pelo Banco Mundial, as empresas brasileiras gastam, em média, 1.958 horas por ano para cumprir todas as regras do Fisco.
Mais: segundo pesquisa feita pelo IBPT -Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário- no ano de 2016, a estrutura de tecnologia e recursos humanos que as empresas precisam montar para lidar com a BUROCRACIA TRIBUTÁRIA consome cerca de 1,5% do seu faturamento anual. Isso significa um gasto de cerca de R$ 60 BILHÕES somente para calcular e pagar impostos.
SÓ A REFORMA TRIBUTÁRIA ESTÁ NO RADAR
Portanto, o que precisamos perseguir nesta pretensa REFORMA TRIBUTÁRIA é que ela produza a economia integral, tanto do TEMPO dispendido quanto no CUSTO FINANCEIRO. Se isto realmente acontecer, as mercadorias e serviços produzidos ficarão bem mais competitivos.
Como se vê, o que está sendo discutido é apenas e tão somente a -REFORMA TRIBUTÁRIA-, que propõe uma necessária REDUÇÃO DE CUSTOS para o SETOR PRIVADO.
A também necessária -REFORMA FISCAL-, que deveria atacar o ELEVADO CUSTO DO SETOR PÚBLICO, infelizmente, não está no radar do Poder Legislativo.
O PROBLEMA FISCAL É DESCONHECIDO
Recentemente, o IBGE publicou uma nota oficial dando conta de que a população brasileira está estimada em 209 milhões. Pois, deste enorme contingente, sem medo de errar, apenas pouco mais de 100 brasileiros enxergam o dramático, e sempre crescente, DÉFICIT DAS CONTAS PÚBLICAS, tanto da União quanto dos Estados e Municípios com olhos de preocupação.
ENDIVIDAMENTO PÚBLICO
A grande maioria dos brasileiros não sabe, por exemplo, que o ENDIVIDAMENTO PÚBLICO, que em julho deste ano atingiu a marca de 77% (fora os títulos que estão na carteira do BC), já garante que, em 2020, independente da REFORMA DA PREVIDÊNCIA (única que tem chance real de ser aprovada até o final de 2019), estará beirando os 85%.
EFEITOS NO LONGO PRAZO
Vale aí um esclarecimento, ainda que o universo dos habitantes do nosso empobrecido Brasil seguirá dando pouco ou nenhuma importância: - a economia que a REFORMA DA PREVIDÊNCIA propõe, ainda que deva ser festejada, não produzirá efeito no curto e médio prazos. Quando muito, no longo prazo.
DESPESAS DE PESSOAL
Vejam que enquanto o Estado brasileiro -União, Estados e Municípios- continuar refém das DESPESAS OBRIGATÓRIAS, que já beiram 96% do PIB, onde as DESPESAS DE PESSOAL DO SETOR PÚBLICO (ativos e inativos) representam a sua maior parte, a economia brasileira seguirá sufocada e impedida de crescer.
PEC 438
Se alguém imagina que o Brasil conseguirá sair desta enorme encrenca, que leva o nome de -DESPESAS OBRIGATÓRIAS-, sugiro que antes de tudo comece a ajudar o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ) apoiando a PEC 438/2018.
Pela tal PEC 438/2018, quando as operações de crédito atingirem 95% das despesas de capital, o governo já poderá SUSPENDER REAJUSTES, CONCURSOS E CRIAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS, além de LIMITAR BENEFÍCIOS FISCAIS.
PROPOSTA
Em caso de excesso de operações de crédito, que é a situação atual, o Executivo poderá também REDUZIR SALÁRIOS DOS SERVIDORES pelo prazo de um ano com redução de jornada; INTERROMPER O PAGAMENTO DO ABONO SALARIAL DO PIS/PASEP no ano seguinte; EXONERAR SERVIDORES NÃO ESTÁVEIS; e AUMENTAR A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, entre outras ações.
MÃOS À OBRA
Atenção: não estou dizendo que acredito que depois de aprovada (se é que isto vai acontecer) os governantes aplicarão a lei. Duvido. Entretanto, o que me resta neste momento, é apoiar a PEC 438 para que possa testar se os nossos governantes aplicarão a lei. Portanto, mãos à obra pela aprovação da PEC 438!
DAR PUBLICIDADE AO EVENTO
Da mesma forma como acontece com qualquer evento, para que o mesmo desperte interesse do público seus promotores tratam de dar ampla e repetitiva publicidade, com ênfase quanto ao tema, participantes, data, local e horário. Assim, mesmo aqueles que não mostram interesse ao menos ficam sabendo da existência do evento.
CIRCO DOS HORRORES
Como o nosso Brasil todo - União, Estados e Municípios-, está no palco do CIRCO DOS HORRORES, com destaque monumental ao crescente ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS, o que nos resta é dar uma publicidade constante e repetitiva até que todos os brasileiros, independente da manifestação de interesse, saibam do quanto e como estão sendo prejudicados.
EVENTOS DIVERSOS
Observem que, diariamente, acontecem os mais diversos eventos voltados para expor as dificuldades terríveis que o Brasil mostra, de forma crônica, para enfrentar, por exemplo, a ALTA CARGA TRIBUTÁRIA; o já eterno BAIXO CRESCIMENTO; a elevada TAXA DE DESEMPREGO, etc. etc...
CONSEQUÊNCIAS
O que praticamente não se ouve nestes pra lá de corriqueiros eventos é que esses gravíssimos problemas, e outros mais, não passam de puras CONSEQUÊNCIAS. Ou seja, enquanto as CAUSAS não forem devidamente atacadas e DEBELADAS, o CIRCO DOS HORRORES, gostem ou não, seguirá em cartaz, apavorando os mais incautos.
DESPESAS OBRIGATÓRIAS
Volto, portanto, pela enésima vez, a lembrar que as DESPESAS PÚBLICA -OBRIGATÓRIAS-, ou seja, aquelas que os governantes não têm o menor PODER para cortar já estão na ordem de 95% do total arrecadado em impostos. A grande maioria delas, é importante repetir exaustivamente, é DESPESA DE PESSOAL (servidores ATIVOS E INATIVOS).
DESPESAS PASSÍVEIS DE CORTE
Assim, as DESPESAS DISCRICIONÁRIAS, ou seja, as únicas que os governantes têm o real PODER de cortar não passam de 5%. Detalhe importante: justamente aquelas despesas que são consideradas RELEVANTES para o bem do sofrido povo brasileiro.
PARA TODO O SEMPRE
Resumindo: enquanto as DESPESAS OBRIGATÓRIAS seguirem BLINDADAS, não há como mudar o espetáculo que vem sendo apresentado, em número cada vez mais crescente de sessões diárias, no CIRCO DOS HORRORES. Ou tratamos de atacar as CAUSAS, ou vamos continuar indignados para todo o sempre.