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08 out 2020

POLÍTICA E FUTEBOL


MUDANÇA DE ESTRATÉGIA

De tanto quebrar a cara dizendo que não governaria na base do troca-troca, o presidente Bolsonaro, pelas atitudes que, visivelmente, resolveu adotar de alguns dias para cá, parece ter se dado conta de que muito do que acontece na POLÍTICA guarda uma razoável SEMELHANÇA com o muito daquilo que acontece no campo do FUTEBOL. 


CENTRÃO

Ao ver que suas boas propostas não conseguiam avançar por falta de um MEIO DE CAMPO habilidoso, do tipo que é capaz de proporcionar boas jogadas/assistências, as quais, dependendo da qualidade dos atacantes, se transformem em reais oportunidades de gols, o presidente Bolsonaro bateu na porta do CENTRÃO e depois de algumas negociações fez as contratações que julga necessárias para a obtenção das importantes e indispensáveis vitórias. 


MEIO-CAMPO

O que se percebe que é que o tal CENTRÃO foi muito hábil ao garantir a aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA, ainda que a mesma tenha sofrido graves mutilações. A partir daí, independente de PANDEMIA, quase todas as propostas que o Executivo enviou ao Congresso, ou não foram aprovadas ou, quando muito, lá permanecem engavetadas a espera de uma aproximação com o MEIO DE CAMPO - CENTRÃO-, que tem a necessária habilidade para fazer o JOGO ANDAR. 


CAMPEONATO

Foi preciso, como se vê, que Bolsonaro sofresse inúmeras derrotas para, enfim, se dar conta de que sem um bom MEIO DE CAMPO o seu time não teria a menor condição de fazer gols, vencer os jogos (REFORMAS) e pontuar na tabela do eterno campeonato que congrega os PAÍSES EMERGENTES.


ENTROSAMENTO

A considerar que a mudança de ESTRATÉGIA adotada pelo presidente Bolsonaro ainda é algo recente, toda e qualquer CONCLUSÃO que se pode tirar neste momento é algo pra lá de precipitado. Por ora o que está mais claro é que o time já mostra a possibilidade de entrosamento entre a DEFESA, O MEIO DE CAMPO E O ATAQUE. Coisa que até agora parecia impossível. 


TROCA DE PASSES

Como o povo brasileiro está na TORCIDA, onde muita gente quer que as VITÓRIAS aconteçam, nada melhor do que incentivar os -atletas- aplaudindo as boas jogadas e festejando os gols que precisam acontecer. Ao invés de fazer as críticas quanto ao TROCA-TROCA sugiro que entendam a jogada como TROCA DE PASSES capazes de se transformar em vitórias retumbantes. Que tal?



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07 out 2020

CHAMADA EXTRA


ROMBO IMPAGÁVEL

Se no início do ano, antes de ser anunciada a existência da PANDEMIA, já era público e notório que as contas públicas fechariam 2020 com um DÉFICIT PRIMÁRIO na ordem de R$ 124 BILHÕES, como consta, aliás, na LEI ORÇAMENTÁRIA, hoje, faltando pouco menos de 3 meses para o encerramento do ano, por tudo que o governo se obrigou a fazer para segurar as pontas da nossa empobrecida economia, o ROMBO, para desespero geral, já está por volta de R$ 850 BILHÕES. 


TETO DE GASTOS

Pois, embalados pela flagrante realidade das CONTAS PÚBLICAS, entre os economistas que vivem dando palpite (pouquíssimos são capazes de emitir opiniões corretas e bem fundamentadas) sobre a questão que envolve o TETO DE GASTOS é nítida a falta de consenso e/ou entendimento das medidas que o governo precisa tomar em defesa desta importante REGRA, que estabelece o limite da RESPONSABILIDADE FISCAL. 


CHAMADA EXTRA

Ora, em bom e claro idioma português, é preciso entender de uma vez por todas que, da mesma forma como acontece em qualquer condomínio, o governo, que NÃO TEM PODER ALGUM para REDUZIR DESPESAS OBRIGATÓRIAS, notadamente DESPESAS COM FOLHAS DE PAGAMENTO DE SERVIDORES - ATIVOS E INATIVOS- , mesmo contrariando a vontade dos já esfolados PAGADORES DE IMPOSTOS, só tem uma saída: PROMOVER UMA CHAMADA EXTRA.


GRANDE CAUSA DO DESEQUILÍBRIO FISCAL

Volto a afirmar: - É uma perda de tempo e de saúde ficar gritando e jogando pedras nas surradas CONSEQUÊNCIAS, enquanto a GRANDE CAUSA do já crônico DESEQUILÍBRIO FISCAL do nosso país segue absolutamente intacto.

Aliás, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não cansa de repetir que o DÉFICIT DAS CONTAS PÚBLICAS deriva:

1- da astronômica conta da PREVIDÊNCIA SOCIAL, cuja reforma só vai garantir algum refresco (não se trata de solução do problema) daqui a alguns anos;

2- da FOLHA DE PAGAMENTO DOS SERVIDORES -ATIVOS E INATIVOS- que pelos altos privilégios, tipo EMPREGO GARANTIDO E SALÁRIOS INCONCEBÍVIES, totalmente INTOCÁVEIS-; e,

3- o pagamento dos JUROS DA DÍVIDA (esta conta, felizmente, diminuiu muito graças à forte REDUÇÃO DA TAXA SELIC.   


DESONERAÇÃO DA FOLHA

Além do grave problema do DÉFICIT PÚBLICO, que se agravou sobremaneira depois de anunciada a PANDEMIA, como informei no primeiro bloco deste editorial, que provocou um forte DESEMPREGO, o governo e todos aqueles que são dotados de um mínimo de discernimento sabem que os TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES IMPOSTAS ÀS FOLHA DE SALÁRIOS precisam ser DESONERADOS. Mesmo que alguns maus pensadores duvidem dos efeitos positivos da necessária DESONERAÇÃO, uma coisa é pra lá de certa e verdadeira: MANTENDO A ONERAÇÃO DAS FOLHAS, a TAXA DE DESEMPREGO não dará o refresco necessário. 


RESUMO

Resumindo: gostem ou não, o fato é que a pesada CONTA precisa ser ADMINISTRADA. Esqueçam a possibilidade de PAGAR A CONTA. Agora é preciso pensar na forma como ela pode ser ROLADA. Para começar é preciso abrir o mercado para INVESTIMENTOS. Para tanto se faz necessário agilizar as PRIVATIZAÇÕES e aprovar de forma correta os MARCOS REGULATÓRIOS do Gás, do Petróleo, da Energia Elétrica, da Cabotagem, etc. Já no que diz respeito ao combate da GRANDE CAUSA, volto a repetir: sem uma NOVA CONSTITUIÇÃO, do tipo que retire de uma vez por todas as Cláusulas Pétreas, o povo vai continuar na sua saga de atacar implacavelmente as CONSEQUÊNCIAS. 


ESPAÇO PENSAR +

No Espaço Pensar+ de hoje: REFLEXÕES SOBRE O MODELO AMERICANO  - por Hélio Beltrão - publicado no Jornal do Comércio - https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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06 out 2020

JANTAR OU SANTA CEIA?


UM ENCONTRO E TANTO

Cercado de grande expectativa, o jantar que o ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, ofereceu na sua residência com o propósito de promover uma necessária reconciliação entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi encerrado de forma alvissareira.


CACHIMBO DA PAZ

Na medida em que a fumaça branca do CACHIMBO DA PAZ tomava conta do ambiente festivo, Maia e Guedes tratavam de formalizar mútuos pedidos de desculpas pelos excessos verbais que ambos protagonizaram dias atrás e, ato contínuo, passaram a anunciar, com boa disposição, que esta UNIÃO precisa resultar em esforços capazes de vencer as sérias dificuldades que o Brasil está passando, muito agravadas depois do surgimento da PANDEMIA.


DISPOSIÇÃO PARA AS REFORMAS

Aproveitando o bom momento de felicidade, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre se adiantaram dizendo que estão vivamente dispostos a acelerar a tramitação das necessárias REFORMAS - TRIBUTÁRIA E ADMINISTRATIVA -. Mais: se comprometeram em colocar em pauta, o mais breve possível, os importantes MARCOS REGULATÓRIOS do PETRÓLEO, do GÁS, da CABOTAGEM e do SETOR ELÉTRICO, que podem atrair INVESTIMENTOS VOLUMOSOS PARA O PAÍS. 


OTIMISMO COM CAUSA

Mesmo que devemos deixar de lado a SANTA INGENUIDADE, resultante do excessivo OTIMISMO que normalmente toma conta de quem precisa acreditar em coisas do tipo -DESTA VEZ TUDO VAI DAR CERTO-, o fato é que houve, sim, uma MANIFESTAÇÃO DE VONTADE. Se ela vai prosperar, só o tempo e devida pressão podem dar a resposta. Entretanto, se não rolasse a DISPOSIÇÃO que foi selada com a reconciliação entre os Poderes Executivo e Legislativo, aí não teríamos nada a comemorar ou mesmo acreditar como possível. 


TOMA LÁ DA CÁ

Pois, enquanto o CACHIMBO DA PAZ passava de mão em mão, os críticos do presidente, notadamente a MÍDIA ABUTRE, cuidavam de apontar que o presidente Jair Bolsonaro trai seus eleitores por aderir ao famoso - TOMA LÁ DA CÁ-. Ora, esses que agora criticam são os mesmos que sempre afirmaram que o grande defeito de Bolsonaro é não saber negociar. Mais: sempre disseram que o jeitão do presidente, de querer impor suas vontades no Congresso, é jogar fora a oportunidade de fazer um bom governo. 


PREÇO A SER PAGO

Pois, na minha opinião, é mais do que necessário que Bolsonaro faça o máximo que tiver ao seu alcance para que as REFORMAS ACONTEÇAM. Antes que digam que o CUSTO DA NEGOCIAÇÃO pode ser alto sugiro que façam as contas. Vão perceber que o preço da APROVAÇÃO DE BONS PROJETOS é infinitamente menor do que o eventual PREÇO que deve ser PAGO para a obtenção de um bom resultado.



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05 out 2020

STF: UMA EFICIENTE FÁBRICA DE INJUSTIÇAS


PRODUTIVIDADE

Nem a PANDEMIA, que paralisou por completo praticamente todas as atividades do SETOR PÚBLICO, ainda que nenhum servidor deste nosso imenso Brasil tenha sido minimamente prejudicado, quer por perda de emprego, quer por redução salarial, uma coisa precisa ser dita e reconhecida: os ministros do STF, notadamente Gilmar Mendes, tem mostrado um nível absurdo de invejável PRODUTIVIDADE, algo totalmente sem precedentes em lugar algum deste mundo. 


TÁBUA DE SALVAÇÃO

Esta fantástica capacidade PRODUTIVA, no entanto, é pautada de forma pronta, firme e francamente decisiva, 24 horas por dia, 7 dias por semana, com o propósito de PRODUZIR ENORMES INJUSTIÇAS. Em se tratando de INVESTIGADOS E/OU PRESOS por atos comprovados de CORRUPÇÃO, aí o ministro Gilmar Mendes é tido e havido como verdadeira TÁBUA DE SALVAÇÃO DE CRIMINOSOS.  


GILMAR MENDES JÁ GANHOU

Na real, os ministros do STF dão uma clara impressão de que estão participando de um concurso para ver qual deles é o mais PRODUTIVO na tarefa de SOLTAR CRIMINOSOS e/ou SUSPEITOS POR CRIMES DE CORRUPÇÃO. Entretanto, sendo verdadeira a eventual existência de uma competição, uma coisa é praticamente CERTA E DEFINTIVA: por antecipação, o vencedor é o ministro Gilmar Mendes. Ele, simplesmente, é o mais EFICIENTE E EFICAZ entre os 11 ministros. Um verdadeiro SHOW! Já ganhou!


O CARA É FERA

Confesso que às vezes fico com a clara impressão de que Gilmar Mendes pede aos agentes da POLÍCIA FEDERAL para que entrem em ação, nas mais diversas OPERAÇÕES, para que possa mostrar a sua enorme capacidade de trabalho que resulta em SOLUÇÕES IMEDIATAS para o BEM DO CRIME e, por consequência, da soltura dos CRIMIOSOS. Aqui entre nós: - O cara é FERA!


AMPLO DOMÍNIO SOBRE A LAVA JATO

A título de informação, o PLACAR DE SOLTURAS informa que Gilmar Mendes, por ter amplo domínio sobre os casos da LAVA JATO, não tem como ser ultrapassado por qualquer outro ministro. Neste final semana, para manter e/ou ampliar a PRODUTIVIDADE, o péssimo ministro suspendeu as INVESTIGAÇÕES DE ADVOGADOS DE LULA NO “ESQUEMA” DO SISTEMA “S”. Tal decisão, como se sabe, LIVRA A CARA dos advogados investigados por corrupção, com ênfase para Cristiano Zanini e Roberto Teixeira, ambos advogados do CRIMINOSO-MOR, Luiz Inácio Lula da Silva. 


NATA PREDILEÇÃO

Há quem imagine que a decisão tomada por Mendes foi baseada na demanda feita pelos Conselhos Seccionais da OAB do DF, de SP, de AL e do RJ. Mas, a considerar a sua nata predileção por SOLTURA DE CRIMINOSOS é difícil acreditar nesta motivação. 



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02 out 2020

CENÁRIO CAMBIAL PARA 2021


OPINIÃO DA RC CONSULTORES

Os economistas Paulo Rabello de Castro e Marcel Caparoz, ambos da RC CONSULTORES (rcconsultores.com.br) produziram um importante conteúdo que traça um CENÁRIO CAMBIAL PARA 2021. Como estamos iniciando o mês de outubro, quando muitas empresas tratam de construir as bases do PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E ORÇAMENTÁRIO para o novo ano que se aproxima, creio que a opinião da RC pode contribuir para a execução desta importante tarefa. Eis:


A MAIOR DESVALORIZAÇÃO JÁ REGISTRADA

As economias emergentes sofrem neste momento um processo de forte desvalorização de suas moedas nacionais, influenciadas em parte pelos impactos econômicos gerados pela pandemia da Covid-19. O Brasil tem se destacado por registrar uma das maiores desvalorizações de moedas frente ao dólar. Em 12 meses, a queda do Real já é de 36%. Em relação ao topo histórico da cotação nominal, que atingiu R$/US$ 5,94 em 13/05/2020, a cotação atual de R$/US$ 5,6 está apenas 5,4% abaixo daquele patamar máximo. Toda esta volatilidade prejudica diretamente o planejamento produtivo das empresas do país.


INÍCIO EM 2020

O forte movimento de desvalorização do Real, que teve início nos primeiros meses de 2020, não era esperado por grande parte dos economistas. Ainda mais com a velocidade e intensidade da desvalorização registrada. Em janeiro/20 a cotação ainda estava na faixa de R$/US$ 4,00, saltando para R$/US$ 6,00 em apenas quatro meses. Em relação à cotação de nov/19, a perda de valor é da ordem de 42%. Uma variação cambial tão significativa sempre cobra um preço em inflação futura. Desta vez não será diferente. Em compensação, as desvalorizações no Brasil trazem impulso produtivo, especialmente na indústria. Esse é o lado positivo, desde que a volatilidade do câmbio não seja tão acentuada.


O PAPEL DAS EXPECTATIVAS

As expectativas econômicas e políticas no Brasil eram otimistas após a formação do novo Ministério da Economia. O mercado passou a contar com o avanço quase certo das REFORMAS ESTRUTURAIS, como a PREVIDENCIÁRIA, ADMINISTRATIVA E A TRIBUTÁRIA. Seria um ponto de virada, com um novo ambiente de negócios no país, com mais eficiência e competitividade, reforçando as iniciativas reformistas da gestão anterior, do presidente Michel Temer. As promessas eram muitas, os discursos sobre grandes privatizações e concessões animavam ainda mais. Era questão de tempo para a retomada dos investimentos e dos empregos.


O RUÍDO POLÍTICO ABASTECEU O APETITE ESPECULATIVO NO REAL

Não foi o que aconteceu. A ficha, no entanto, demorou a cair. A pandemia da Covid19 contribuiu para tal constatação do mercado e acelerou um processo de perda de credibilidade do ministro-chave do governo. A equipe econômica praticamente se desfez, restando com prestígio os presidentes do Banco Central e da Caixa. A RC Consultores já alertava para as dificuldades de o Ministério da Economia operar em 2019 sem fundamentos firmes e um plano claro a seguir. Isso ficou nítido nos embates em torno da reforma da previdência cujo conceito central - de capitalização de contas de contribuição - foi se perdendo no caminho. A partir da verificação de equívocos graves na PEC da reforma previdenciária a RC se posicionou de modo crítico e fez sugestões práticas de aperfeiçoamento. Nenhuma delas teve sucesso. Acabou sendo aprovada uma REFORMA INEFICAZ E INJUSTA, que NÃO RESOLVERÁ os problemas cruciais de FUNDING PREVIDENCIÁRIO, mas que fomenta o abandono das contribuições regulares em prol de outros planos subsidiados de benefícios (tipo MEI, Simples e Funrural) cujas vantagens permaneceram intactas.

Assim, essa reforma enviesada, já sinalizava, em 2019, como seria o padrão de atuação do governo. Dito e feito. Na reforma seguinte, a TRIBUTÁRIA, o governo insistiu numa CPMF (e ainda insiste) em vez de enxergar a urgência de uma REFORMA ABRANGENTE. A pandemia deixou claro o descompromisso com a contenção de gastos no campo fiscal e a falta de sensibilidade para a urgência de ampliar o socorro creditício às empresas. O governo se abraçou ao auxílio emergencial com o qual criou uma ponte de cunho populista para alcançar seu público de apoio. A menção ao descolamento do discurso original do "Posto Ipiranga" do governo explica, EM GRANDE MEDIDA, a intensidade da desvalorização cambial de 2020. A direção era dada, mas a intensidade da queda do Real não. O ruído político abasteceu o apetite especulativo no Real.


O QUE DEVE ACONTECER

Os próximos passos do câmbio estão na mão do Banco Central. O DESEQUILÍBRIO FISCAL AGUDO dificulta sobremaneira a missão do Banco, mas a defesa da moeda é objetivo primário da instituição. A condução da política monetária deve ser voltada para garantir este objetivo. Intervenções mais efetivas no mercado, com uma sinalização adequada sobre eventual elevação do nível de juros é imprescindível. As dificuldades atuais para rolagem da dívida pública por parte do Tesouro Nacional, com o aumento da inclinação da curva futura de juros e da forte alta dos preços no atacado, escancaram o desequilíbrio da política monetária de curto prazo. O Banco Central ficou "vendido" pela falha estrutural da política econômica interna. Neste sentido, considerando todos os fundamentos discutidos até aqui, a RC Consultores acredita que uma elevação da taxa de juros SELIC para o patamar de 4,0% a.a., com início no 1º semestre de 2021, aliada a intervenções efetivas e pontuais do Banco Central no mercado cambial permitirão uma cotação da taxa de câmbio na faixa de R$/US$ 5 a 5,50 (com mediana em R$5,10) até o final de 2021.

Uma observação final: o timing é tudo, na atuação futura do Banco. Estamos nas vésperas de eleições. Passado esse calendário político o BC precisa agir. O custo da ação de ajuste nos juros será tanto maior quanto maior for a demora em agir. E a mediana de R$5,10 para o câmbio em 2021 não comporta tal demora.


ESPAÇO PENSAR +

No Espaço Pensar + de hoje: O PRESIDENTE JAIR BOLSONARO VAI SE ARREPENDER DE KASSIO NUNES NO SUPREMO. CEDO OU TARDE - por J.R.Guzzo - para ler acesse o link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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01 out 2020

CARTADA FINAL


PRECATÓRIOS

Ontem, depois de ser xingado por todos os cantos do país, o ministro Paulo Guedes, em entrevista coletiva à imprensa, afirmou, categoricamente, que NUNCA FOI PROPOSTA DA EQUIPE ECONÔMICA romper o TETO DE GASTOS PÚBLICOS. Assim, emendou o ministro, não tem o menor cabimento a utilização de recursos que deveriam ser utilizados para o pagamento de PRECATÓRIOS para atender o Programa -RENDA CIDADÃ-. 

 


DESPESA PERMANENTE PRECISA SER COBERTA POR RECEITA PERMANENTE

Guedes afirmou que a EQUIPE ECONÔMICA está estudando uma maneira que consiga promover a FUSÃO DE 27 PROGRAMAS já existentes como forma de consolidar um programa de transferência de renda mais robusto, que represente uma ATERRISSAGEM APÓS O FIM DO AUXÍLIO EMERGENCIAL NESTE ANO. Mais: afirmou que o RENDA CIDADÃ, por ser uma DESPESA PERMANENTE, vai, da mesma forma, exigir RECURSOS PERMANENTES. 


ESTAMOS AQUI PARA HONRAR COMPROMISSOS

Na real, por tudo que Paulo Guedes afirmou ao longo da coletiva, fiquei com a impressão de que o ministro resolveu dar uma CARTADA FINAL na sua relação com o governo Bolsonaro. Até porque entrou em conflito com o que disse, anteriormente, o senador Márcio Bittar, relator da Lei de Orçamento de 2021. - "Se queremos respeitar o TETO DE GASTOS temos que passar lupa em todos eles. Para completar Guedes disse que usar RECURSOS DOS PRECATÓRIOS não é limpo nem saudável. NÓS NÃO FAREMOS ISSO. Não se trata de buscar recursos para financiar isso, muito menos recursos de uma dívida LÍQUIDA E CERTA, que JÁ TRANSITOU EM JULGADO. ESTAMOS AQUI PARA HONRAR COMPROMISSOS. 


BOATO

Ainda não vi a reação do CENTRÃO quanto às declarações do ministro Paulo Guedes, mas tudo leva a crer que o seu tempo no governo Bolsonaro está praticamente esgotado. Ainda mais se for considerada a quase total impossibilidade de uma boa convivência governamental com o complicado presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Aliás, ontem, o fraco parlamentar entrou em crise quando soube que Guedes mencionou que circula no mercado um BOATO que dá conta de que o presidente da Câmara teria fechado um acordo com a esquerda para não pautar as PRIVATIZAÇÕES. 


A QUEDA

Completamente desnorteado, ao tomar conhecimento da provocação feita por Guedes, que parece ser muito bem fundamentada (afinal as privatizações simplesmente não andam no Legislativo) o presidente da Câmara disse, aberta e claramente, que -Paulo Guedes está desequilibrado. Como tal recomendou que Guedes assista o filme -A QUEDA-, que retrata a derrocada de Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial. Que tal?



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