A FELIZ CONVIVÊNCIA COM CRISES
O comportamento -sereno e manso-, que o povo brasileiro em geral revela no seu cotidiano, dá a entender, claramente, que a convivência com as mais variadas e incríveis CRISES é algo que provoca prazer, pouco importando as CONSEQUÊNCIAS que as mesmas impõem no dia a dia, principalmente, aos mais atingidos. Esta atitude -CONSERVADORA-, que se traduz pelo hábito de convivência prazerosa, evidencia que as CRISES precisam se manter intactas e, se possível for, que venham outras mais, pois todas serão bem recebidas como se fossem novos filhos.
HISTERIA COLETIVA
Dentro deste clima de paixão por CRISES, a chegada do vírus COVID-19 resultou numa nova e flagrante crise: a CRISE DO HISTERISMO COLETIVO, a qual contou, e segue contando, com a forte e decisiva ajuda, monumental, dos MEIOS DE COMUNICAÇÃO. Pois, hoje cedo, ao ler o texto - COMO SE ESPALHA A HISTERIA COLETIVA - ENTENDENDO O MOMENTO ATUAL-, obra do jornalista Jefferson Severino, especialista em turismo, as minhas convicções aumentaram ainda mais. Eis aí alguns trechos:
ADMIRÁVEL GADO NOVO
- Quando ouço a música “Admirável Gado Novo” do poeta Zé Ramalho, percebo claramente o quanto os “meios de comunicação de grande massa” desinformam e criam um pânico generalizado sem precedentes. Neste feriadão de final de ano vi gente correndo na praia de máscara (respirando CO2), tomando banho de praia de máscara, pedalando de máscara e até na piscina de máscara. Além disso, todos vemos gente dirigindo sozinhos ou em família, com máscaras!!!!
VIDA DE GADO
De fato, uma verdadeira vida de gado. Isso sem contar aqueles que estão em casa. Não saíram pra nada e mesmo assim se contaminaram. Trata-se de uma histeria coletiva, ou “doença sociogênica em massa”, é fascinante. Casos de histeria coletiva são documentados desde a Idade Média. Deixe-me mencionar apenas alguns dos casos mais recentes, como é o caso da peça de rádio de Orson Welles, GUERRA DOS MUNDOS, que foi transmitida em 1938, logo após o suspense do Acordo de Munique, cuja peça supostamente causou pânico entre seus ouvintes, que pensavam estar sob o ataque de marcianos. Outro caso intrigante trata de um episódio exibido na televisão de Portugal -MORANGOS COM AÇÚCAR-, no qual os personagens foram infectados por um vírus fatal. Após o programa, mais de 300 alunos relataram sintomas semelhantes aos vivenciados pelos personagens do programa de TV, como erupções na pele e dificuldade para respirar. Algumas escolas até fecharam. O Instituto Nacional de Emergências Médicas de Portugal concluiu que o vírus, na real, não existia, e os sintomas eram causados?? por HISTERIA COLETIVA.
EFEITOS PLACEBO E NOCEBO
Da mesma forma, no voo 203 da Emirates em setembro de 2018, dezenas de passageiros começaram a acreditar que estavam doentes após observar outros passageiros com sintomas semelhantes aos da gripe. Como consequência do pânico, todo o voo foi colocado em quarentena. No final, apenas alguns passageiros tiveram um resfriado comum ou uma gripe sazonal.
É bem sabido que existem efeitos NOCEBO, que são opostos aos efeitos do PLACEBO. Devido ao efeito PLACEBO, uma pessoa se recupera de uma doença porque ela espera se recuperar. Ao contrário, quando sofremos o efeito NOCEBO, adoecemos apenas porque esperamos adoecer. Em uma profecia autorrealizável, a expectativa pode causar o sintoma. A ansiedade e o medo exacerbam esse processo.
SINTOMAS
A HISTERIA COLETIVA pode causar sintomas nas pessoas. Além disso, seja ela coletiva ou não, faz com que as pessoas se comportem de maneiras que pessoas prudentes não afetadas pela histeria considerariam absurdas. Está aberto para pesquisas empíricas investigar se e em que extensão o mundo tem sofrido histeria coletiva durante a epidemia de covid-19. Todos nós vimos pessoas acumulando papel higiênico, usando máscaras enquanto dirigiam sozinhas ou ouvimos histórias de pessoas que praticamente não saíram de suas casas por meses. Também conhecemos pessoas que têm medo do vírus, embora seu próprio risco de morte seja minúsculo.
NOTÍCIAS NEGATIVAS
Embora a investigação da possibilidade de uma histeria corona coletiva seja certamente interessante, gostaria de me concentrar aqui em outra questão mais fundamental. Ou seja, até que ponto a existência do Estado pode exacerbar as histerias coletivas. Certamente, pode haver casos de histeria coletiva em uma sociedade livre, devido ao viés de negatividade do cérebro humano. Nós nos concentramos em notícias negativas e sofremos estresse psicológico quando pensamos que não temos controle. Isso pode acontecer também em uma sociedade livre, quando prevalecem notícias negativas. Ainda assim, em uma sociedade livre existem certos mecanismos e limites autocorretivos que tornam mais difícil para uma histeria coletiva sair do controle.
Como mecanismo corretivo, existem estratégias bem conhecidas para reduzir o medo e a ansiedade. Em uma sociedade livre, as pessoas são livres para fazer uso dessas estratégias. Pode-se liberar a tensão do corpo por meio de esportes e exercícios. Além disso, é essencial se distrair das notícias negativas e se socializar. Em uma sociedade livre, essas distrações são abundantes.
É verdade que a histeria pode levar as pessoas a infligir enormes danos a si mesmas e aos outros. No entanto, em uma sociedade livre, existe um limite essencial para a destruição causada pela histeria coletiva e esses são os direitos de propriedade privada. Em uma sociedade livre, a histeria coletiva não pode levar a uma violação massiva dos direitos de propriedade privada pelo Estado simplesmente porque o Estado não existe.
Além disso, enquanto qualquer pessoa com histeria de saúde pode fechar voluntariamente seu negócio, usar uma máscara ou ficar em casa, em uma sociedade livre ninguém pode forçar os outros, que não sucumbem à histeria, a fechar seus negócios, usar máscaras ou quarentena. Uma pequena minoria que continua a viver sua vida normal e é livre para fazê-lo pode ser um alerta para aqueles que sucumbiram à histeria coletiva, especialmente os casos limítrofes. Imagine que um pequeno grupo de pessoas continua a fazer compras, a trabalhar, a respirar livremente, a encontrar-se com amigos e familiares e não morre. Então, outros podem seguir seu exemplo e o grupo de histéricos diminui.
Embora a destruição infligida pela histeria coletiva seja limitada pelos direitos de propriedade privada em uma sociedade livre, tais limites não existem quando há um Estado. [4] Na verdade, um grupo bem organizado que sucumbiu à histeria coletiva pode obter o controle do aparelho de Estado e impor medidas ao resto da população e infligir danos inauditos. A possibilidade de histeria coletiva é uma razão importante pela qual a instituição do Estado é tão perigosa.
Além disso, embora em uma sociedade livre existam mecanismos que reduzem o pânico coletivo, a histeria coletiva pode ser exacerbada pelo Estado por várias razões:
1- o Estado pode e, como é o caso da epidemia COVID-19, proíbe e restringe as atividades que reduzem medo e ansiedade, como esportes e diversão. O Estado na verdade promove o isolamento social, contribuindo para a ansiedade e tensão psicológica, ingredientes que estimulam a histeria coletiva.
2- o Estado adota uma abordagem centralizada para lidar com a fonte da histeria; no nosso caso, a ameaça percebida por um vírus. Como consequência, não há nenhuma ou há muito pouca experimentação para resolver o problema, porque o Estado impõe sua solução. Pessoas que não sucumbiram à histeria e se opõem à abordagem do Estado são reprimidas. Elas não podem demonstrar formas alternativas de enfrentar a “crise”, porque essas formas alternativas são proibidas pelo Estado. Como consequência, o pensamento de grupo aumenta e a histeria se alimenta, pois nenhuma alternativa é mostrada às pessoas.
3- em um Estado, a mídia é frequentemente politizada. Os meios de comunicação e as plataformas de mídia social mantêm relações estreitas com o Estado. Os meios de comunicação podem ser de propriedade direta do Estado, como canais de TV públicos, podem precisar de licenças estatais para operar, podem buscar agradar agências estatais ou simplesmente empregar pessoas que foram educadas em escolas estatais. Essas agências de notícias e plataformas de mídia social se envolvem em massivas campanhas de notícias negativas, intencionalmente assustam as pessoas e suprimem informações alternativas. Se as pessoas ouvirem, assistirem ou lerem histórias negativas e unilaterais durante todo o dia, seu estresse psicológico e ansiedade aumentam. A histeria coletiva patrocinada por um setor tendencioso da mídia pode ficar fora de controle.
4- notícias negativas de uma fonte confiável são especialmente prejudiciais para a saúde psicológica e produzem ansiedade. Se existe na sociedade uma instituição de poder total como o Estado que intervém na vida das pessoas desde o nascimento até a morte[5], as declarações de seus representantes ganham peso. Muitas pessoas atribuem grande autoridade a esses representantes e às advertências das instituições estatais. Portanto, quando um médico como Anthony Fauci fala em nome do Estado e diz às pessoas para se preocuparem e usarem máscaras, torna-se mais fácil desenvolver uma histeria coletiva do que seria em uma sociedade descentralizada.
5- o Estado às vezes deseja ativamente instilar medo na população, contribuindo assim para a produção de histeria coletiva. Na verdade, durante os primeiros meses da epidemia de corona, um documento interno do Departamento do Interior da Alemanha vazou para o público. No estudo, os especialistas recomendam que o governo alemão instale o medo na população alemã. O artigo recomenda aumentar o medo por meio de três medidas de comunicação. Em primeiro lugar, as autoridades devem enfatizar os problemas respiratórios dos pacientes covid-19, porque os seres humanos têm um medo primordial da morte por asfixia que pode facilmente desencadear o pânico.
Em segundo lugar, o medo também deve ser instilado nas crianças. As crianças podem ser infectadas facilmente quando se encontram com outras crianças. Elas deveriam ser informadas de que, quando elas, por sua vez, infectassem seus pais e avós, estes poderiam sofrer uma morte dolorosa em casa. Essa medida pretende invocar sentimentos de culpa. Terceiro, as autoridades devem mencionar a possibilidade de danos irreversíveis de longo prazo desconhecidos após uma infecção corona e a possibilidade de morte súbita de pessoas que já foram infectadas. Todas essas medidas visavam aumentar o medo na população. O medo, afinal, é a base do poder de todo governo.
Como H.L. Mencken colocou: “Todo o objetivo da política prática é manter a população alarmada (e, portanto, clamando para ser conduzida à segurança), ameaçando-a com uma série infinita de monstros, todos eles imaginários”.
Resumindo: a histeria coletiva é possível em uma sociedade livre, mas existem mecanismos de autocorreção, e o dano que essa histeria pode infligir é limitado pela aplicação dos direitos de propriedade privada. Pelo contrário, o Estado amplifica e exacerba o pânico coletivo, causando uma devastação tremenda. O que são surtos locais, limitados e isolados de histeria coletiva em uma sociedade livre, o Estado pode converter em uma histeria coletiva global.
Infelizmente, não há limite para o dano que a histeria coletiva pode causar à vida e à liberdade se tomar conta do governo, já que o Estado não respeita a propriedade privada. A violação inescrupulosa das liberdades básicas durante a epidemia corona é um exemplo disso. Portanto, a possibilidade de histeria coletiva é outra razão pela qual o Estado é uma instituição tão perigosa de se ter.
MOVIMENTO -FORA BOLSONARO-
Desde o momento em que foi dada por encerrada a apuração dos votos que elegeram Jair Bolsonaro como presidente do Brasil, seus opositores deram início, com forte apoio da MÍDIA ABUTRE, a um MOVIMENTO com o -confessado- propósito de CASSAR, o mais rápido possível, a CHAPA VENCEDORA, ou seja, de uma só tacada tirar o presidente Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão.
APOIOS IMPORTANTES
Vale lembrar, e repetir à exaustão, que na medida em que o governo Bolsonaro tratava de dar seguimento ao programa que -vendeu- aos eleitores durante a campana eleitoral, o MOVIMENTO DA OPOSIÇÃO jamais deu trégua: seguiu, e segue como nunca, focado no IMPEACHMENT do presidente. Como se viu ao longo de 2020, as FORÇAS DO MAL, lideradas pela MÍDIA ABUTRE, que não se conforma com a perda de BILHÕES DE REAIS em publicidade governamental, e pelo indescritível presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ganharam o apoio do STF, cujos 11 ministros, de forma monocrática ou mesmo colegiada, resolveram acumular as FUNÇÕES DOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA sem ser minimamente incomodados.
IMPEACHMENT
Ora, para que fique bem claro, a atitude de pedir e/ou exigir o IMPEACHMENT do presidente deveria caber aos seus eleitores, apontando como motivo o DESCUMPRIMENTO DAS PROMESSAS FEITAS DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL. Pois, o que estamos vendo é o contrário: os OPOSITORES, motivados pela possível perda de privilégios e certos DIREITOS NOJENTOS E INCONCEBÍVEIS, se mostram indignados e insatisfeitos com as pretensões do governo, que não consegue colocar em prática o que prometeu.
NOTA PÚBLICA EMITIDA PELA PGR
Pois, ontem, como se cansado de tantos desmandos, o chefe da Procuradoria Geral da República , Augusto Aras, levou pânico ao STF ao emitir uma NOTA PÚBLICA cujo teor aponta o RISCO DE O ATUAL ESTADO DE CALAMIDADE PROGREDIR PARA O ESTADO DE DEFESA, previsto na Constituição, que pode ser decretado pelo Presidente da República a fim de PRESERVAR OU RESTABELECER "A ORDEM PÚBLICA OU A PAZ SOCIAL ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza". Tal recurso, sujeito à aprovação do Congresso em DEZ DIAS, permite ao presidente restringir direitos da população.
PERPLEXO
O curioso, mas nada surpreendente, foi o grito do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, se dizendo PERPLEXO COM A NOTA. "A sinalização de que tudo seria resolvido no Legislativo causa perplexidade", afirmou o péssimo ministro. Disse mais: - "Não se pode lavar as mãos, não é? O que nós esperamos dele (Aras) é que ele realmente atue e com desassombro, já que tem um mandato e só pode ser destituído, inclusive, pelo Legislativo", acrescentou. Que tal?
ARTIGO 142
O fato do ministro Marco Aurélio ter afirmado que é "impensável" qualquer decreto de ESTADO DE DEFESA no atual contexto, mesmo admitindo que esta providência está prevista no artigo 136 da Constituição, aí o membro do nojento STF, pediu, alto e bom som, que o presidente Jair Bolsonaro faça uso imediato do ART. 142 da Constituição. Como bem diz o bom jurista Ives Gandra Martins, o artigo 142 diz que -para a DEFESA DA DEMOCRACIA, do ESTADO E DE SUAS INSTITUIÇÕES, se um Poder sentir-se atropelado por outro poderá solicitar às Forças Armadas que ajam como Poder Moderador para repor, naquele ponto, a lei e a ordem, se esta realmente tiver sido ferida pelo Poder em conflito com o postulante". Que tal?
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR + de hoje: HÁ APENAS DUAS CADEIRAS NO JOGO DE XADREZ - por PERCIVAL PUGGINA. Para ler acesse o link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar.
TEMAS DOMINANTES NA MÍDIA
Enquanto os veículos de comunicação do mundo todo, a maioria com enorme e indisfarçável entusiasmo, dividem o tempo dos seus noticiários dando atenção praticamente -exclusiva- a dois termas: - 1-VACINAÇÃO CONTRA O CORONAVÍRUS; e, 2- POSSE DO PRESIDENTE JOE BIDEN, que acontece hoje em Washington, aqui no Brasil os noticiários seguem focados a dois -únicos- assuntos: 1- com maior e repetida ênfase, cuida de DETONAR O PRESIDENTE JAIR BOLSONARO; e 2- o espaço restante, com destaque menor, é destinado para informar sobre o andamento da VACINAÇÃO.
INCERTEZA
O curioso é que ao fazer referência ao comportamento e à necessária RETOMADA DA ECONOMIA, a maioria dos meios de comunicação do nosso país usa o termo -INCERTEZA- para definir o estado de ânimo de quem INVESTE, de quem FAZ O PRODUTO, de quem CONSOME e, por consequência, do ESTADO, que se apropria de tudo em forma de pesados IMPOSTOS que recaem, impiedosamente sobre todas as etapas da PRODUÇÃO E DO CONSUMO.
CLIMA DE CERTEZA
Ora, antes de tudo, para colocar a encrenca em ordem, é preciso que se diga, EM VOZ ALTA E FIRME, que enquanto não forem aprovadas as REFORMAS TRIBUTÁRIA, FISCAL, ADMINISTRATIVA, POLÍTICA e outras mais, a ECONOMIA BRASILEIRA vai viver um CLIMA DE CERTEZA de que as TAXAS DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO, quando positivas, seguirão em níveis MEDÍOCRES, tipo VOO DE GALINHA, como é comumente usado para explicar o desempenho ridículo do nosso acanhado PIB.
LINHA DE TIRO
Pois, neste CLIMA DE GUERRA que tem como alvo maior o presidente Jair Bolsonaro, e menor peso a discussão sobre qual VACINA mostra real eficácia contra o CORONAVÍRUS, o povo brasileiro é flagrantemente colocado na LINHA DE TIRO, sem saber para que lado vai ou como se defende das NARRATIVAS e da FALTA DE SOLUÇÃO para os ENORMES PROBLEMAS que, reconhecidamente, impedem o CRESCIMENTO E O DESENVOLVIMENTO.
VACINADOS
Vale lembrar, ou corrigir, que, por força da Constituição os privilegiados SERVIDORES PÚBLICOS nunca foram colocados na LINHA DE TIRO. Ao contrário, todos, indistintamente, estão totalmente (100%) VACINADOS -CONTRA O DESEMPREGO; CONTRA A REDUÇÃO DE SALÁRIOS E VANTAGENS CORRELATAS; E TOTALMENTE IMUNES À PERDA DE ESTABILIDADE NO EMPREGO PÚBLICO-. Ou seja, aqui no BRASIL impera a CERTEZA DE QUE UNS SÃO MAIS IGUAIS DO QUE OS OUTROS.
DOIS PODERES
Ainda que esteja escrito na Constituição Federal que a República Federativa do Brasil é um país que possui TRÊS PODERES (Executivo, Legislativo e Judiciário), cada um atuando de forma INDEPENDENTE, eis que tão logo Jair Bolsonaro assumiu a Presidência do País, como CHEFE DO EXECUTIVO, este PODER passou a ser exercido, ora pelo LEGISLATIVO, ora (maior parte do tempo) pelo JUDICIÁRIO.
EXERCER AUTORIDADE
Vejam, antes de tudo, que sob o ponto de vista conceitual, PODER é o DIREITO de deliberar, agir, mandar e, dependendo do contexto, EXERCER AUTORIDADE. Ou seja, quando os eleitores vão às urnas e, por maioria de votos, definem quem vai governar o País como CHEFE DO EXECUTIVO é porque estão convencidos de que os projetos e programas que foram apresentados e defendidos ao longo da campanha eleitoral são importantes e necessários para o Brasil.
DUAS VIAS
Esta é a lógica, ou a essência que faz da eleição um processo democrático de escolha, tanto da pessoa quanto do programa. Mais: caso o escolhido (presidente) mude de ideia e resolva não honrar com os compromissos assumidos na campanha, aí cabe aos PODERES - LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO o DEVER de resolver o impasse, que pode ser pela via da OBRIGAÇÃO de fazer o que foi PROPOSTO, ou, se houver recusa, pela via do IMPEACHMENT. Simples assim!
MONSTRENGO
Pois, por incrível que possa parecer, o que mais chamou a atenção nestes dois anos de governo Bolsonaro, é que quase TUDO AQUILO que está colocado no PLANO DE GOVERNO, que está respaldado como PROMESSAS FEITAS AOS ELEITORES, quando não é propositadamente deixado de lado e a duras penas consegue ir à votação nos Plenários da Câmara e do Senado é porque virou um MONSTRENGO totalmente DESFIGURADO da proposta original.
PODER SEM LIMITES
Se já não fosse o bastante os INCRÍVEIS OBSTÁCULOS que passaram a ser colocados pelo PODER LEGISLATIVO, quando o PODER JUDICIÁRIO entra em cena, notadamente a CORTE SUMPREMA, que simplesmente encerra a questão, aí o que o atônito povo brasileiro começou a assistir, quase que diariamente a partir do momento em que Bolsonaro assumiu a presidência, é que tem IMPORTÂNCIA ZERO o que mandam as leis e, principalmente, a Lei Maior escrita na Constituição. Ou seja, quem claramente passou a EXERCER O PODER EXECUTIVO foi o PODER JUDICIÁRIO. SEM QUALQUER LIMITE.
MAL A SI MESMO
Em 14 de maio de 2020 (8 meses atrás) quando ainda não se tinha uma correta ideia quantitativa do tamanho do estrago que a PANDEMIA do Covid-19, provocaria, o vice-presidente Hamilton Mourão, em artigo publicado no Estadão, afirmou, com muita convicção e total razão, que NÃO ENXERGA OUTRO LUGAR NO MUNDO QUE ESTEJA CAUSANDO TANTO MAL A SI MESMO COMO O BRASIL.
ALCANCE E EFEITOS
Mais: no referido artigo, Mourão acertou na mosca ao antecipar que a PANDEMIA DE COVID-19 não era apenas uma questão de SAÚDE PÚBLICA: por seu ALCANCE, sempre foi SOCIAL; pelos seus EFEITOS, já se tornou ECONÔMICA e pode vir a ser, lamentavelmente, um terrível caso de SEGURANÇA.
QUATRO PONTOS
A linhas tantas, relembrando, Mourão fez importantes e comprovadas afirmações: "Para esse mal [a covid-19] nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos e pode ser resumido em QUATRO PONTOS:
1- a POLARIZAÇÃO POLÍTICA;
2- a DEGRADAÇÃO DO CONHECIMENTO POLÍTICO;
3- a USURPAÇÃO DAS PRERROGATIVAS DO PODER EXECUTIVO; E,
4- o PREJUÍZO À IMAGEM DO BRASIL NO EXTERIOR.
POLARIZAÇÃO
Sobre a POLARIZAÇÃO, Mourão já fazia severas críticas à IMPRENSA, dizendo que "tornamo-nos incapazes do essencial para enfrentar qualquer problema: sentar à mesa, conversar e debater. A IMPRENSA, A GRANDE INSTITUIÇÃO DA OPINIÃO, precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos. Opiniões distintas, contrárias e favoráveis ao governo, tanto sobre o isolamento como a retomada da economia, enfim, sobre o enfrentamento da crise, devem ter o mesmo espaço nos principais veículos de comunicação. Sem isso teremos descrédito (...)"
CONHECIMENTO POLÍTICO
Neste segundo ponto, Mourão critica quem "esquece que o Brasil não é uma confederação, mas uma FEDERAÇÃO", citando governadores, magistrados e legisladores que, segundo ele, agem acima das decisões do governo federal.
USURPAÇÃO DAS PRERROGATIVAS DO PODER EXECUTIVO
No terceiro, Mourão volta a criticar "presidentes de outros Poderes" de tentarem exercer papel de presidente (EXECUTIVO). Para tanto cita que a obra 'Federalista', no qual um de seus autores, James Madison, estabeleceu "como FUNDAMENTOS BÁSICOS que o LEGISLATIVO, O EXECUTIVO E O JUDICIÁRIO devem ser separados e distintos, de tal modo que ninguém possa exercer os poderes de mais de um deles ao mesmo tempo', uma regra estilhaçada no Brasil de hoje pela profusão de decisões de presidentes de outros Poderes, de juízes de todas as instâncias e de procuradores, que, sem deterem mandatos de autoridade executiva, intentam exercê-la."
PREJUÍZO DA IMAGEM DO BRASIL
Por fim, Mourão critica quem "usa seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o Brasil como ameaça a si mesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global", uma acusação leviana. "Esses pontos resumem uma SITUAÇÃO GRAVE, mas NÃO INSUPERÁVEL, desde que haja um mínimo de sensibilidade das mais altas autoridades do País. Enquanto os países mais importantes do mundo se organizam para enfrentar a pandemia em todas as frentes, de SAÚDE, PRODUÇÃO E CONSUMO, aqui, no Brasil, continuamos entregues a estatísticas seletivas, discórdia, corrupção e oportunismo".
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR + de hoje: PERGUNTEM AO JOSÉ DIRCEU - por PERCIVAL PUGGINA - Para Ler acesse o link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
VEÍCULO COMO MEIO DE TRANSPORTE
Qualquer meio mecânico de transporte de pessoas, mercadorias ou outras coisas é considerado como VEÍCULO. Como tal, estas viaturas, independente da forma como são impulsionadas, podem ser terrestres, aéreas, aquáticas, lunares, etc., e, pelo menos por enquanto, exigem que sejam conduzidas por pessoas devidamente habilitadas. Esta condição é o que confere a CONFIANÇA E A SEGURANÇA ao público em geral.
VEÍCULO COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO
Na área da COMUNICAÇÃO, os veículos são (ou deveriam ser) os meios que carregam e entregam (divulgam) as NOTÍCIAS do dia a dia, ainda que com embalagens diferentes, umas com mais outras com menos sensacionalismo. Para tanto, os VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO E/OU INFORMAÇÃO se apresentam em forma de JORNAIS, REVISTAS, RÁDIO, TELEVISÃO e INTERNET.
VERBA GOVERNAMENTAL COMO COMBUSTÍVEL
Pois, enquanto os VEÍCULOS MOTORIZADOS são propulsionados por combustão à gasolina, diesel ou etanol, ou em muitos casos já se movimentam com a utilização de baterias, a maioria dos VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, que se declaram -ECOLÓGICOS- têm se apresentado de maneira muito estranha, mostrando que sem VERBA GOVERNAMENTAL os motores simplesmente não funcionam. E quando isto acontece, não raro expelem gases tóxicos insuportáveis, que produzem sérios danos nas mentes de seus leitores, ouvintes e telespectadores.
DESTRUIDOR DE MENTES
Uma coisa é certa, ainda que muitos ainda não percebam: enquanto o governo não ABRIR AS TORNEIRAS DO TESOURO E DAS ESTATAIS, com o explícito propósito de IRRIGAR, COM RECURSOS BILIONÁRIOS, o CAIXA DOS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, a produção de GASES TÓXICOS será cada dia mais abundante. Como tal e por consequência, se torna um forte destruidor de mentes dos pobres brasileiros que se alimentam das narrativas que desvirtuam totalmente as notícias.
POUCO IMPORTA O PRESIDENTE
Para piorar ainda mais, a maioria dos VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO, além de agirem de forma individual, também usam de forma organizada o COLETIVO através das associações de Jornais (ANJ), de Rádio e Televisão (ABERT) e de Revistas (ANER) para fazer valer os seus gulosos interesses. De novo: pouco importa quem é o presidente do Brasil. O que realmente importa, e muito, é se o mandatário vai liberar a VERBA que deve ser destinada para o funcionamento da máquina da comunicação.
IMPEACHMENT
Anotem aí: esta questão de impeachment, falta de apoio às reformas, coronavírus, vacinação, etc., nada mais são do que recados certeiros ao Poder Executivo. Dependendo do tamanho da VERBA DE PUBLICIDADE tudo vira uma maravilha e ninguém fala mais nesses assuntos. Este é o COMBUSTÍVEL que faz os motores da mídia funcionarem a todo vapor.
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR + de hoje: SINGULAR PLURALISMO NA UFPEL - por PERCIVAL PUGGINA. Para ler acesse o link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar