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CARTA ABERTA AO PRIMEIRO MINISTRO BENJAMIM NETANYAHU - 08.09.25


Por Roberto Rachewsky 

 

Excelentíssimo Senhor Primeiro-Ministro,

Escrevo-lhe, não como um conselheiro, mas como alguém que observa de longe, com a clareza que falta a muitos líderes que se apressam em emitir juízos distorcidos.

Recentemente, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva — um verdadeiro schleper, um nebish que se esforça em posar de estadista enquanto se afunda em contradições — ousou pedir aos judeus que lhe escrevessem, rogando que Vossa Excelência “parasse de matar mulheres e crianças em Gaza”. Ignorou, convenientemente, que não foi Israel quem iniciou esta guerra, e que o Hamas, covardemente, transforma sua própria população em escudos humanos. Israel, ao contrário, faz o possível para evitar atingir civis, mas a realidade imposta por terroristas torna isso, muitas vezes, impossível.

Senhor Primeiro-Ministro, permita-me ser claro: se há uma forma rápida de acabar com a guerra, não é obedecendo às palavras vazias de um schmendrik como Lula, mas vencendo-a. A vitória de Israel não apenas trará a libertação dos reféns, mas também permitirá que o povo israelense viva com mais segurança no futuro.

A decisão de declará-lo persona non grata foi recebida com indignação por Lula e seus cúmplices, mas com aplauso por grande parte do povo brasileiro, que não esqueceu o espetáculo impensável de vê-lo preso por corrupção. Seria de bom tom estender essa honraria a Celso Amorim e Geraldo Alckmin, que não se cansam de se associar a lideranças que apoiam — ou até integram — grupos terroristas.

É verdade que alguns judeus brasileiros ainda preferem Lula a Vossa Excelência. A esses, só me resta constatar: há judeus meshugoyim espalhados pelo mundo inteiro. E eles, infelizmente, não fazem exceção em minha terra.

Concluo esta carta com o desejo sincero de que Israel mantenha sua firmeza, que a vitória seja breve e decisiva, e que a segurança do povo judeu seja garantida contra os nudniks que tentam confundir vítimas com agressores.

Com respeito,

Shalom (não antes da vitória)

Roberto Rachewsky


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A ANATOMIA DO GOLPE - 05.09.25


Por Roberto Rachewsky

 

Primeiro, ocupam postos-chave, e dali começam a decidir ao arrepio da lei e da ordem vigente.

Segundo, cassam políticos da oposição e caçam jornalistas e influencers dissidentes.

Terceiro, manipulam eleições e avançam sobre todas as instituições do estado.

Quarto, criam uma narrativa para criminalizar a resistência e as lideranças contrarrevolucionárias.

Quinto, implantam o arbítrio e a tirania, dispensam e combatem a lógica, os fatos e todos os que ousarem desafiar o regime, sempre com violência crescente. Com crueldade mesmo, para impor o medo.

Golpes podem ser dados por quem assumiu o poder com aparência de legalidade, mas terão que violar dispositivos legais para se manterem no poder como a censura, a prisão sem devido processo legal, a corrupção endêmica e o esvaziamento de qualquer resquício de Estado de Direito.

Dirão que é só por um curto período de tempo. Mas será para sempre. Pelo menos, enquanto os tiranos estiverem com o poder.

O poder ficará concentrado num órgão protegido do voto majoritário. Mesmo que a oposição vença eleições eventualmente, o regime golpista continuará mandando e desmandando no país.

Julgamentos e eleições continuarão existindo para manter as aparências, mas todo o processo será manipulado e os resultados sempre contribuirão para a manutenção do sistema autoritário.

Os comandantes das forças armadas serão os primeiros a serem cooptados. Nenhum golpe é possível sem seu apoio. Servirão até para atrair, trair e denunciar quem acredita que elas podem proteger a institucionalidade.

Não. Não é uma coincidência. É uma necessidade.


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O ESPETÁCULO DA ADULAÇÃO SERVIL - 03.09.25


Por Alex Pipkin - PHD

 

Há quem ainda se surpreenda com a natureza humana — ingênuos ou interesseiros natos. Completando sessenta anos, sorriu com o ceticismo de quem observa a vida cotidiana como ela é, uma sucessão de esperanças vãs. Não sou perfeito, mas estudo fatos, dados e o comportamento humano. E o que vejo no Brasil não é exceção, é norma. Em especial no cancro do país que é o Judiciário, onde a adulação e o servilismo se tornaram rotina que abomino.
A tribuna, a sala de reunião, o balcão da repartição, o púlpito político, os artigos na mídia, todos se tornam palcos de um teatro tragicômico. Cada ator busca aprovação como se a própria existência dependesse disso. Advogados que não doutoram em nada exigem o título; analistas, escritores e intelectuais vestem otimismo como fraque de gala, mesmo que suas análises estejam completamente apartadas da realidade; magistrados se contemplam como Narcisos modernos, fascinados pelo reflexo de sua própria suposta grandeza. Onde ficam mérito, competência ou lógica? Ficam de fora, fumando um cigarro de desprezo.
É a velha farsa da simpatia — que Adam Smith descreveu como a inclinação humana a buscar aprovação — transformada em vício social. A adulação deixou de ser gesto, tornou-se ritual. O elogio falso é moeda obrigatória; a empatia, encenação cínica. No Judiciário, essa encenação se institucionalizou, transformando-se em arte dissociada da realidade, repetindo-se todos os dias, sem que ninguém ouse questionar.
A verdade, quando baseada em fatos e dados, é frequentemente recebida como ofensa pessoal. A sociedade insiste em interpretar a realidade como afronta, e então se impõe a adulação: um muro entre honestidade e convivência, uma obrigação de sorrir e elogiar, mesmo quando tudo é absurdamente claro. Cada palavra exagerada, cada gesto calculado reforça a teatralidade e o culto à vaidade.
No espelho líquido de cada plateia, cada figurante, cada Narciso, vê-se indispensável, belo e sábio, nunca tão sábio quanto o reflexo sugere, mas suficientemente vaidoso para acreditar que sim. O país aplaude enquanto tudo isso se desenrola, cúmplice, indiferente, sorrindo para a própria caricatura.
E o mais cruel de tudo isso é que o espetáculo não tem fim, e ninguém parece notar que a vida inteira se tornou uma “cena elogiável”. Isso é, e talvez seja algo profundamente triste para a humanidade, comprometendo a possibilidade de uma civilidade verdadeira, honesta e fundamentada em fatos. Triste.


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A LINHA VERMELHA - 01.09.25


Por Percival Puggina

 

Governos petistas não têm o hábito de levar a sério imposições da razão. Entende-se. Grupos políticos de extrema esquerda são pouco racionais. Embora digam defender a ciência, rejeitam as mais elementares lições da Economia, Antropologia, Sociologia, Política, etc. O critério ideológico é determinante, até mesmo, da escolha do jardineiro e dos ingredientes gastronômicos. Girassóis da Rússia. Camarões de esquerda. Lagostas trotskistas. Pato de Pequim. E, claro, conselheiros chineses. 

Por vezes, o que um extremista de esquerda diz corresponde ao que algumas pessoas desejam, mas o que ele faz, nunca encaixa no que disse. Eis a trágica marcha rumo às grandes burradas, como as que nos trouxeram às atuais dificuldades, e provocam a doentia ansiedade de controlar as opiniões e seu trânsito no corpo social.  

Depois de 2011, como consequência das sucessivas eleições de petistas para a presidência da República, a esquerda radical nunca teve menos de seis representantes entre os 11 ministros do Supremo. Com a adesão de ministros indicados por outros governos, como Gilmar Mendes (por FHC) e Alexandre de Moraes (por Michel Temer) chega-se à atualidade, quando a minoria conta com apenas dois e eventualmente com três dos 11 votos.

Era inevitável que o STF, pela maioria de seus membros, atravessasse a linha vermelha. O petismo não brinca com ideologia nem com o que possa afetar seu acesso e permanência no poder. Assim, com ares missionários, cobrando silêncio e submissão do rebanho, o STF se tornou uma esponja de prerrogativas, drenando-as do Parlamento, espaço legítimo da representação popular. 

O advento das redes sociais pôs fim a um tempo em que essa maioria “era feliz e não sabia”, para dizer como o ministro Luís Roberto Barroso, hoje visivelmente infeliz, desejoso de ir embora. De fato, as redes sociais acabaram com a intermediação da opinião pública pelas grandes emissoras e grandes jornais. Como ela passou a se expressar de modo vigoroso pelas vozes próprias dos cidadãos em proporções que se revelaram decisivas na eleição de 2018, para elas confluiu parte expressiva das verbas publicitárias.

Selou-se assim um compromisso dos “editores da nação” no STF com os editores da velha mídia, repetindo juntos, à moda Goebbels, sem cessar, narrativas à margem dos fatos. Os editores da nação usam e abusam da intimidação proporcionada por mandados de busca e apreensão, celulares escrutinados, bloqueios de contas, supressão de direitos; muita gente pra prender e multa pra aplicar. Os editores da velha mídia agem como trombonistas da banda oficial, controlando música e letra à vontade dos donos. Fora isso, restam as redes sociais, porque tudo mais, no Brasil de hoje, é apenas paisagem. Com a verdade já decidida pelo Estado, quem precisa da opinião pública?

Ao observar pela primeira vez uma decisão ser tomada pelo STF em frontal antagonismo com teor explícito da Constituição, sob silêncio do Congresso e da mídia, redigi este prefácio do futuro em artigo publicado por Zero Hora.
 

“Foi escancarada a porta para o totalitarismo jurídico. Passou o bezerrinho. Atrás vem a boiada. Doravante, se um projeto de lei não tiver guarida no Congresso, recorra-se ao Supremo. Sempre haverá um princípio constitucional para ser espremido no pau-de-arara das vontades presentes.” 
 

Corria o ano de 2011. Quanto eu quis estar errado!


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A TEORIA E A PRÁTICA DA DESFAÇATEZ - 29.08.25


Por Alex Pipkin - PHD

 

É curioso como certos teóricos parecem acreditar que a realidade deve se curvar às suas abstrações, ignorando que, na prática, os líderes podem agir de forma diametralmente oposta às teorias, convertendo princípios em caricaturas. Como, por exemplo, já se perguntaram o que sentem os judeus no Brasil — que tanto contribuíram para o desenvolvimento econômico e social do país e ajudaram pessoas de todas as raças e religiões — ao ver o governo se alinhar com inimigos da civilização e desrespeitar a memória do Holocausto?
Esses teóricos vivem como marionetes de suas próprias hipóteses, encenando realidades que jamais existirão fora do papel. Criam modelos sofisticados, suposições engomadas, hipóteses coloridas, tudo para se deliciar com sua própria inteligência em círculos de autoelogio. O problema não está em simplificar para iluminar um princípio, está em confundir o cartaz didático com o mundo real: cruel, imprevisível, inexorável.
Essa confusão não se limita a salas universitárias ou artigos ignorados. Ela invadiu a diplomacia brasileira. Durante décadas, a política externa do Brasil foi benchmarking global. Era respeitada por sua moderação, prudência e racionalidade, capaz de dialogar com todos os blocos sem se render ao populismo ou ao ressentimento. Esse patrimônio, construído com paciência e competência, agora é dilapidado com a mesma displicência que certos acadêmicos dedicam a papers irrelevantes.
O presidente Lula, acompanhado de seu assessor especial Celso Amorim — notório antissionista, cuja retórica frequentemente flerta com o antissemitismo — transformou a diplomacia em palco de devaneios ideológicos, de antissemitismo e de provocações grotescas. Vimos o Brasil, historicamente mediador ponderado, envergonhar-se ao comparar a defesa legítima de Israel contra terroristas assassinos — que estupraram, queimaram vivos e sequestraram inocentes — ao Holocausto. O Holocausto! Cuspindo na memória das vítimas, no rosto da civilização e na esperança de todos que ainda acreditam na bondade humana.
Não se trata de gafe, mas de desfaçatez. Não é um tropeço verbal; é uma escolha política: alinhar-se com terroristas, assassinos, ditadores, autocratas, teocracias como a do Irã — em suma, com o próprio eixo do mal. Uma guinada consciente, mas destruidora, que lança o Brasil na contramão da civilização. Alinhando-se ao rancor, ao ressentimento e a uma narrativa que flerta abertamente com o antissemitismo, Lula arrasta consigo não apenas a imagem do governo, mas a própria credibilidade da nação.
A ironia maior é que esse tipo de postura confirma o que muitos críticos sempre disseram, ou seja, de que teorias, sejam de relações internacionais ou filosofia política, são simplificações imperfeitas da realidade. Podem ser úteis, desde que reconhecidas como abstrações. Mas quando confundidas com prática, produzem catástrofes. Lula é um experimento vivo daquilo que não deve ser feito: uma diplomacia que despreza incentivos, custos e consequências, como se o mundo fosse um seminário de “clube inglês” globalista, sectário e manipulador, que governa ideias independentemente da verdade, regozijando-se com seus próprios delírios.
O resultado é trágico! A destruição da credibilidade de um país que já foi admirado por sua prudência. Hoje, em vez de respeito, colhemos desconfiança. Em vez de liderança, caricatura. O Brasil, que já soube ser protagonista equilibrado, agora é visto como aprendiz de agitador, convertido em bufão internacional, transformado em piada em salões que antes respeitavam o país. Triste, para ser econômico.


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O SIMULACRO DO BEM COMUM - 26.08.25


Por Alex Pipkin - PHD

 

O que é, afinal, o bem comum? Não reside ele em proteger, preservar e valorizar o povo, o verdadeiro coração de qualquer república digna? No Brasil, porém, o que se vê é o oposto. Governantes proclamam palavras como “democracia” e “estado de direito” com altivez, mas são ecos vazios, bonitos apenas no som. A cada ciclo político, uma minoria organizada, uma deselite, ocupa o poder não para servir ao povo, mas para alimentar projetos ideológicos e interesses particulares. Dizem governar “pelo povo”, mas governam contra ele, sequestrando a própria ideia de democracia.

Desde sempre, observa-se um padrão inescapável. Tem-se uma minoria, autoproclamada “civilizada” ou “especialista”, que assume o papel de decidir pelo restante da sociedade, como se o povo fosse incapaz de compreender seu próprio destino. Intelectuais, políticos e estrategistas legitimam essa lógica, impondo decisões que ignoram os interesses da coletividade. É essa deselite que traça regras, definindo prioridades e ditando rumos — em oposição aos desejos e necessidades do cidadão comum — mantendo o simulacro de democracia enquanto subverte o verdadeiro bem comum.

Na economia, a ilusão é igualmente flagrante. Retratam o povo como figurantes na engrenagem dos capitalistas, como se estes fossem donos absolutos de nossas vontades. Mas, em uma economia de mercado genuína, não são os capitalistas que decidem: é o consumidor. Ninguém pode ser coagido a comprar o que não deseja; apenas um monopólio estatal teria esse poder. O povo, em suas escolhas diárias, determina o que deve ser produzido, em que quantidade e qualidade. A soberania econômica reside nele, e toda tentativa de subvertê-la é uma violência contra a liberdade.

O Estado de Direito, tão proclamado, revela-se um simulacro. Não há democracia quando os poderes se desequilibram, quando tribunais invadem competências alheias e decidem pelo povo em lugar do povo. A hipertrofia do Judiciário transforma-o em árbitro moral supremo, autoproclamado dono da verdade, dissolvendo o próprio Estado de Direito. Em lugar da autocontenção, há imposição; em lugar do respeito, o medo. A vontade popular, que deveria sustentar toda ordem democrática, é substituída pela arrogância de quem se coloca acima dela.

O Legislativo, que deveria ser o espelho da sociedade, converteu-se em refém. Muitos parlamentares, acuados pelo medo, já não legislam; resignam-se a obedecer. Outros, capturados pelo Executivo, alinham-se a projetos de poder que nada têm de populares, servindo apenas a interesses ideológicos e impondo agendas contrárias ao povo e ao bem comum. O Parlamento, que deveria ser o coração da democracia representativa, sucumbe ao medo e à conveniência.

Eis a tragédia brasileira! Em vez de freios e contrapesos a serviço da liberdade, temos um conluio tácito de poderes que, cada qual à sua maneira, se volta contra o cidadão. Executivo, Legislativo e Judiciário, em vez de garantirem a soberania popular, a subvertem; em vez de preservarem o bem comum, o traem; em vez de respeitarem o povo e o consumidor, arrogam-se o direito de decidir por eles. Não é democracia. Não é Estado de Direito. É apenas o simulacro de uma república que governa contra aqueles a quem deveria servir.

E, assim, neste país de palavras grandiosas e ações perversas, o povo não governa. O consumidor não decide. O bem comum é apenas uma sombra, perseguida e desfigurada por aqueles que deveriam protegê-lo, enquanto todos os poderes, cada qual à sua maneira, conspiram para seu esquecimento.


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