VIAGEM ATÉ NAPA VALLEY
Satisfeito o sonho de consumo (do tipo que se faz uma única vez) trato de aproveitar o tempo restante para rever alguns pontos deste lado do país. Assim, depois de uma longa viagem, pela A5, chego a Napa Valley, importante região dos vinhedos dos EUA.IRRIGAÇÃO
Ao longo da A5, que liga Los Angeles a Napa Valley, pelo interior, são mais de 600 km onde a paisagem é praticamente a mesma: enormes fazendas dedicadas à agricultura e à pecuária, todas servidas por sistemas de irrigação. Cansei de ler as placas informativas do tipo: NO WATER, NO JOB. Que tal? O que dói é o fato do Brasil ter sido descoberto no mesmo momento que os EUA sem o mesmo resultado.VINÍCOLAS
Como disponho de pouco tempo para visitar mais do que duas vinícolas escolhi, de forma aleatória, a Domaine Carneros by Taittinger, e a Castello di Amorosa Winery. Como mero apreciador, os vinhos e espumantes que degustei foram ótimos. Ah, um detalhe: perguntei ao enólogo se os produtores da região tinham em mente pressionar o governo dos EUA, com o propósito de impor uma reserva de mercado para o vinho americano. Além de não responder, o enólogo ainda fez uma cara estranha, sugerindo que a minha pergunta tinha sido estúpida. O que, aliás, tem muito sentido. Menos no RS, certo?GRAN FINAL
Para concluir esta deliciosa viagem de retorno a Los Angeles, de onde sigo para o Brasil, não deixo de passar por Sausalito e San Francisco. E reservo a última parte, como gran final, para percorrer a maravilhosa A1 (estrada costeira), que passa por Monterrey, Carmel e Santa Bárbara. Entendo que escrever sobre estas maravilhas do litoral do Pacífico é procurar inveja por todos os lados. Aí, o que me resta é sugerir que façam a viagem. Entretanto, desde já adianto: é bom demais, gente...CONFISSÃO
Confesso, com toda humildade, que a cada viagem que faço, mais aumenta a minha vontade de nunca mais voltar ao Brasil. Pode parecer estranha esta declaração, mas é isso mesmo. Não fossem as barreiras impostas pela imigração, com certeza já teria desertado do Brasil, junto com toda a família. Além de poder exercitar, cotidianamente, a CIDADANIA também ficaria livre da exploração tributária, de tanta corrupção e de tanto desperdício de dinheiro público.INFRAESTRUTURA
Quem viaja pelas inúmeras e fantásticas estradas dos EUA percebe o que é, de fato, a tal de infraestrutura rodoviária, que simplesmente não existe no nosso pobre Brasil. Mais: em todas as estradas, os viajantes tem à disposição uma fantástica estrutura turística, como shopping centers, hotéis de todas as bandeiras, restaurantes de todos os tipos de comida e diversos postos de combustíveis. Algo que, infelizmente, não veremos no Brasil, sem qualquer ironia, nos próximos 100 anos.VEÍCULOS IMPORTADOS
Ah, só para concluir: a quantidade de veículos importados existentes nos EUA é simplesmente astronômica. E nem por isso o governo pensa em propor cotas de importação. Incrível, não? Pois é gente, aqui nos EUA, se os consumidores dão preferência por produtos importados é porque a indústria nacional não produz aquilo que o mercado quer, nem o que oferece mais satisfação.SEM CONSTRANGIMENTO
Até pouco tempo bastava alguém dizer que já viajou aos EUA para ser visto como exibido e presunçoso. Hoje, se alguém disser isto, é visto com certo descrédito, diante de tanta facilidade para viajar ao exterior. Assim, sem qualquer constrangimento, sinto-me bem à vontade para esses breves comentários e relatos.ROUTE 66
Desta vez viajo aos EUA com o propósito de realizar um velho sonho de consumo: percorrer um trecho da histórica e romântica Rota 66 (Route 66). Como a extensão da Rota 66, que corta os EUA desde Chicago até Santa Mônica, em Los Angeles, é longa (de ponta a ponta são 2278 milhas, ou 3644 km) resolvi fazer um trecho reduzido, de 617 milhas, começando pelo fim, ou seja, de Santa Mônica até Flagstaff, no Arizona. As saídas da Route 66 ficaram por conta da vontade de passar por Las Vegas, para curtir dois bons shows (Le Rêve e Blue Man), assim como de ir mais adiante para visitar o incrível Grand Canyon.CIDADES INTERMEDIÁRIAS
As cidades intermediárias nesse trecho da Route 66 são: Los Angeles, Victorville, San Bernardino, Barstow, Amboy, Needles (estas na Califórnia), e Kingmann, Hackberry, Seligman, Williams (no Arizona). Todas elas mantém as características da época, só que com asfalto de excelente qualidade.MUSEU MCDONALD S
Em São Bernardino visitei o museu do McDonald´s, no mesmo local onde os irmãos Richard e Maurice McDonald abriram a primeira loja Fast Food, em 1948, para vender hambúrgueres a 15 cents de dólar. A ideia surgiu em razão da necessidade de fazer comidas rápidas para quem passava pela cidade.MOTHER ROAD MUSEUM
Já em Barstow se encontra o novo Mother Road Museum (Museu da Route 66), instalado na Casa del Desierto Harvey House, que foi totalmente reformada obedecendo o padrão original da antiga sede da histórica estação de trem da Santa Fé Railway, que em 1886, inaugurava a via férrea que ligava San Bernardino a costa oeste. Um show.FINAL DOS ANOS 1800
Ao longo deste trecho, histórico, que passa pelos desertos de Mojave e Arizona, com suas belas montanhas peladas, são vários os pontos de atração turística que remontam ao final dos anos 1800, quando o governo americano abriu a rota com o propósito de promover o desenvolvimento do oeste dos EUA. O romantismo está nas conservadas General Stores (que, tal qual bolicheiros, sobrevivem da venda de souvenirs), dos antigos Saloons, dos bares e restaurantes e das Estações de Trens, que fazem o charme e produzem a curiosidade de andar pela Rota 66.HOMENAGEM AO GPS
Antes de tudo não posso esquecer de prestar a minha grande homenagem ao inventor do GPS. Este maravilhoso e indispensável equipamento tecnológico, além de imprescindível, transforma qualquer viagem em prazer e isenta de stress dos mapas impressos. Entre as diversas atrações que o trajeto oferece, uma delas, imperdível, é Calico, cidade fantasma do velho oeste, (Ghost Town) que data de 1851 e está localizada no condado de San Bernardino. Ali eram extraídos a prata e borax. Em 1950, Walter Knott, o empreendedor do belo parque de diversões Kontts Berry Farm, localizado em Buena Park, CA, (perto de Los Angeles), comprou a cidade de Calico e transformou em parque de visitação paga. Vale a pena. Detalhe importante: centenas de motociclistas, a maioria pilotando belas Harley Davidson, fazem o constante vai e vem da ROTA 66. Em grupo ou individualmente. Continua amanhã...DESCONTRAÇÃO
Espero que os bravos assinantes do Ponto Crítico, já acostumados com editoriais repletos de conteúdos e opiniões sobre economia e política, basicamente, também se deixem levar pela descontração desta viagem que faço pelo fascinante lado oeste dos EUA. O termo ? fascinante - fica por conta das histórias contadas nos filmes do velho faroeste. Assim, mãos à obra, ou melhor, pé na estrada...MARCANDO PRESENÇA
Antes de tudo suponho que todos têm em mente que não é preciso encomendar uma pesquisa científica para saber o que leva tantos brasileiros a viajar para o exterior. Mesmo que Miami e New York liderem a preferência dos brasileiros, em todas as principais cidades europeias os turistas de todos os cantos do Brasil marcam presença.CARREGADOS DE SACOLAS
Se os motivos para sair do país são os mais diversos, um deles, porém, é absolutamente comum e interessa a todos: comprar o máximo de produtos e serviços. Basta entrar em qualquer loja, shopping ou mesmo nas ruas e já se avista um grande número de brasileiros carregados de sacolas.MUITO EM CONTA
É óbvio que a valorização do real contribuiu sobremaneira para estimular o consumo fora do país. Entretanto, mesmo que o real se desvalorize 50% frente ao dólar, tudo fica ainda muito em conta. Se existem mil motivos para explicar esta situação, duas são indiscutíveis: a nossa carga tributária e a ganância empresarial brasileira.A CIDADANIA COMO BÔNUS
Pois, além de aproveitar, correta e justamente, os preços bem mais baixos de todos os bens de consumo praticados nos EUA, os brasileiros ainda têm a possibilidade extra de constatar, de forma abundante, algo que, infelizmente, ainda não chegou ao Brasil: a CIDADANIA.DIREITOS E DEVERES
Aliás, nem precisa ser bom observador para entender que ser CIDADÃO é a simples possibilidade de poder exercer direitos e deveres individuais. Algo que qualquer americano começa a entender enquanto está usando fraldas. A partir de então o papel de cidadão é exercido de forma direta, simples e automática, dia após dia.TRÂNSITO
Um dos pontos que reflete claramente o espírito de cidadania, o qual chama a atenção dos turistas brasileiros tanto na condição de pedestres quanto de motoristas, é o respeito ao sinal de transito, por exemplo. Se o sinal estiver fechado para o pedestre ele não avança; quando aberto, ai do motorista que não respeitá-lo. Já o turista brasileiro que dirige pelas estradas, ou mesmo nos centros urbanos, precisa ter em mente que nos cruzamentos sem semáforos, a preferência é de quem chegou primeiro. Na dúvida, ou em caso de coincidência, a preferência é de quem está posicionado à direita. A partir daí a ordem para avançar é, sempre, um de cada vez, de forma intercalada, portanto. Mais: nos congestionamentos ninguém usa o acostamento para ganhar posições. Continua amanhã...JUROS
Ainda sobre juros e crédito, assunto que vem dominando os noticiários do país nos últimos tempos, principalmente depois que o governo resolveu mandar o COPOM plantar batatas, aproveito para publicar o texto produzido pelo economista Ricardo Bergamini, membro do Grupo PENSAR! Eis:SPREAD
Se o Spread Bancário no Brasil fosse ZERO, o juro mínimo de mercado seria de 33,78% ao ano. A razão para esta afirmação é a seguinte, tomando como premissas básicas a média do ano de 2009: 1 ? Custo de carregamento da dívida da União: 10,69% ao ano (Fonte: Ministério da Fazenda) 2 ? Percentual do depósito compulsório total (remunerado e não remunerado): 68,35% (Fonte Banco Central).DUAS OPÇÕES
Se um banco tivesse a quantia de 100 dinheiros disponíveis para aplicação ele teria duas opções: A - Comprar títulos do governo federal, nesse caso seria isento do depósito compulsório e receberia no final de um ano 10,69% de 100 dinheiros, ou seja: 10,69 dinheiros. B - Emprestar ao público (empresas e famílias), nesse caso o banco teria que recolher ao Banco Central 68,35% dos 100 dinheiros disponíveis, ou seja: 68,35 dinheiros, ficando com apenas 31,65 dinheiros para emprestar.GANHO
Para obter o mesmo ganho que teria na aplicação de títulos públicos de 10,69 dinheiros no ano, o banco teria que emprestar os 31,65 dinheiros restantes a uma taxa correspondente a 3,1596 (1 : 0,3165) vezes maior do que a taxa de aplicação nos títulos públicos, de 10,69% ao ano. Nesse caso seria a uma taxa de 33,78% ao ano.RESUMO
Resumo do exemplo hipotético: I - Aplicação em títulos federais - 100 dinheiros a 10,69% ao ano daria um rendimento de 10,69 dinheiros em um ano. II ? Aplicação de 31,65 dinheiros a uma taxa de 33,78% ao ano daria um rendimento de 10,69 dinheiros em um ano.Em vista do acima demonstrado, se o Spread bancário no Brasil, hipoteticamente, fosse igual a zero, o custo financeiro de mercado, na média de 2009, teria sido de 33,78% ao ano.O SPREAD E AS DESPESAS
Spread Bancário é composto das seguintes despesas: administrativa, inadimplência, custo com depósito compulsório sem remuneração, tributos, impostos, taxas e lucro. O percentual varia em função de cada tipo de operação, bem como de banco para banco.A OPINIÃO DE ALFREDO PERINGER
Ao ler o texto de Bergamini, um outro economista, também membro do -PENSAR!-, Alfredo Peringer, faz a seguinte observação: - O cálculo do Bergamini está perfeito, ARITMETICAMENTE. Economicamente, não! Economicamente, nós, adeptos da escola econômica austríaca, defendemos depósitos compulsórios de 100% (sem remuneração!). O cálculo do Bergamini, ainda que perfeito aritmeticamente, não dá um destaque para o fato de que as 31,65 unidades monetárias são de TERCEIROS. A ideia, para evitar as crises, é a de que os BANCOS TÊM QUE TRABALHAR, COMO AS DEMAIS EMPRESAS, COM O CAPITAL PRÓPRIO. Ganhar dinheiro em cima dos capitais de terceiros é imoral, se for sem ou com baixíssimo risco, como é o caso do sistema financeiro Mesmo no mundo, esse método de trabalho, com capitais de terceiros na sua quase totalidade, só ocorre no sistema bancário. E precisa acabar, pois são o fulcro das crises econômicas que ocorrem no mundo. Outro ponto, os ganhos de rentabilidades tem que ser calculados sobre os capitais próprios, não sobre os capitais de terceiros, a não ser para medir a alavancagem financeira dos ganhos (o cálculo do Bergamini permite isso!). Em resumo, Ludwig Von Mises, no seu -Return to a Sound Currency-, ensina da seguinte maneira: - No bank must be permitted to expand the total amount of its deposits subject to check or balance of such deposits of any individual customer, be he a private citizen or the U.S. Treasury, otherwise than by receiving cash deposits in legal-tender banknotes from the public or by receiving a check payable by another domestic bank subject to the same limitations. This means a rigid 100 percent reserve for all future deposits; that is, all deposits not already in existence on the first day of the reform.- Pp. 491 (The Theory of Money and Credit)EXISTE SAÍDA?
Tenho recebido mensagens de vários leitores do Ponto Critico, perguntando se existe alguma saída para nós, pobres cidadãos (eleitores), ficarmos livres de tantos equívocos que tornam o Brasil um país excessivamente caro, tanto para quem produz quanto para quem consome. Isto sem falar no preço da corrupção, que cada dia se mostra mais alto.ALGO NOVO
Pois, é gente. Como a decantada democracia brasileira não vai além do insignificante voto eleitoral, que, infelizmente, não garante coisa alguma ao eleitor enganado, é preciso buscar uma nova saída. Quem sabe através da responsabilização dos partidos pelas atitudes de seus candidatos? Vamos tentar?Se nada é tão simples, pelo menos já temos algo novo que precisa ser analisado e avaliado. A ideia é a seguinte:CONHECIMENTO POLÍTICO
Partindo do pressuposto, de que qualquer cidadão que trabalha no setor privado, empresarial ou autônomo (profissional liberal), sabe o quanto é importante o CONHECIMENTO TÉCNICO (para poder elaborar um bom produto ou serviço); e o CONHECIMENTO HUMANO (para poder se relacionar melhor com o mercado, cujos consumidores estão cada vez mais exigentes); chegamos a conclusão de que falta CONHECIMENTO POLÍTICO.PARTIDO POLÍTICO
Como, historicamente, quem faz o produto não se preocupa (diz que não tem tempo) com o conhecimento político, para fazer valer seus anseios de obter, junto aos governantes, um menor custo fiscal e uma maior produtividade, precisa de alguém que o represente. É aí que entra o papel do partido político, que até hoje não foi exigido pela sociedade.DIALOGAR COM OS PARTIDOS
A sociedade organizada, na forma de associações de todos os tipos, para não ficar refém dos interesses e da vontade do candidato eleito precisa dialogar com os partidos. Cabe exigir dos mesmos a escolha correta de pessoas com capacidade notória em cada setor, para, se eleitos virem a lutar pelos reais interesses da sociedade.TERMO DE GARANTIA
A pressão dos eleitores precisa ser iniciada, portanto, bem antes do pleito, junto aos partidos políticos. Eles precisam se responsabilizar pelas atitudes de seus filiados, da mesma forma como fazem, por exemplo, as concessionárias de veículos ao colocarem seus veículos à venda. É o chamado termo de garantia.MANUAL DOS PARTIDOS
Para que a democracia do voto seja útil e autêntica, considerando que o voto é secreto, é preciso que todos os cidadãos recebam o MANUAL DOS PARTIDOS E SEUS CANDIDATOS, com a devida forma de acesso ao SAC. Só assim os cidadãos poderão reclamar, junto ao PROTEL, órgão de Proteção ao Eleitor, caso os eleitos não entreguem e/ou cumpram o que ficou acertado com os eleitores.Esta é uma ideia. Como tal precisa ser avaliada e melhorada, para que produza bons resultados. O que se sabe, por enquanto, é que do jeito que está não há salvação. Que tal?FRUTO DAS CONVICÇÕES
Não é recente o meu alerta sobre a preocupante inadimplência que vem crescendo de forma firme, gradual e segura no nosso pobre país. Vejo, inclusive, que esta minha insistência não é bem aceita por um bom número de leitores, que não veem grandes riscos para a nossa economia. Entretanto, como só tenho compromisso com a minha consciência, tudo que escrevo nos meus editoriais é fruto exclusivo das minhas convicções. Quem não concorda, para ser feliz basta se manter fiel ao seu pensamento.GIRO DO MOTOR
Antes de tocar mais uma vez nesse árido assunto é sempre bom lembrar que os americanos sempre foram muito criticados pelos neo-socialistas brasileiros, pelo fato dos EUA serem uma sociedade de consumo. E, como tal, sempre foi movida pelo crédito, que quanto mais injetado no sistema, maior o giro do motor da economia.CAPITALISMO AMERICANO
Pois, para felicidade geral da Nação Brasileira, não é que esse governo, que mais atacou o capitalismo americano, movido a crédito, resolveu fazer o mesmo aqui no Brasil? De uns anos para cá, inclusive, o governo petista resolveu abrir as torneiras do crédito sem restrições. E, ao perceber a alegria irradiada pelo povo, simplesmente deixou de lado o tamanho do comprometimento da renda per capita (que ainda é baixa). Assim, quem quer crédito basta pedir.FILME REPRISADO
Este filme já passou em todos os cinemas do mundo todo, certo? Daí que é sempre oportuno repetir: a bolha imobiliária americana nasceu, cresceu e estourou, simplesmente porque o governo Clinton determinou que fossem multados os bancos que negassem crédito a quem quisesse adquirir um imóvel. Principalmente para os menos aquinhoados. Deu no que deu.BRINDE
Aqui, a coisa está ficando muito parecida. Como os bancos públicos federais (Banco do Brasil e Caixa) já detêm mais de 40% do bolo de crédito do país, e o governo quer aumentar ainda mais este volume para não deixar a economia desaquecer, a impressão que deixa é de que basta passar em frente de qualquer banco público para ser brindado com um financiamento. Caso recuse tem grande chance de ser multado.POLÍTICA FROUXA
Este afrouxamento ?perigoso- da política monetária do governo, certamente vai deixar os consumidores pra lá de emocionados e prontos para qualquer produto durável. Como tudo tem limite e parece que muita gente já está bem além dele, poucos poderão pagar o que devem.PROVISÕES
Observem que alguns bancos privados, como é o caso do Itaú Unibanco e Bradesco, principalmente, estão aumentando significativamente as provisões para devedores duvidosos. Ontem, o próprio vice-presidente executivo do Itaú, Alfredo Setubal, foi taxativo: - Temos de ficar atentos a qualquer tipo de bolha. Ora, se muita gente por esse mundo afora se sentiu traída por falta de alertas a respeito do crescimento da bolha, que acabou na atual dificuldade que enfrentam os países mais desenvolvidos, imagino que aqui, no Brasil, deste mal ninguém vai sofrer. Pelo menos para aqueles que leem o Ponto Critico. A exuberância, como se vê, está se complicando.