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30 mai 2012

VIVER NO PANAMÁ


MOTIVO DA VIAGEM

Antes de abordar o assunto que prometi para hoje deixo bem claro que o propósito da minha viagem ao Panamá não foi de fazer turismo. Até porque só estive na capital, Cidade do Panamá, onde o clima é muito desconfortável, por ser muito quente e úmido. Aliás, o bom mesmo para quem quer fazer turismo são as praias do Caribe, certamente. Esta constatação, porém, ficou para a próxima viagem.

CANAL

Desta vez, portanto, dois motivos me levaram ao Panamá: o interesse de conhecer as vantagens econômicas que o país oferece, e a visita ao importante Canal, que em 2014, quando estará completando 100 anos, vai estar bem mais largo, o que permitirá a passagem de navios maiores.Atualmente, o Canal fatura entre 7 e 8 milhões de dólares por dia, com a passagem de aproximadamente 40 navios/dia.

SISTEMA FINANCEIRO

Quanto ao sistema financeiro, desde 1904, quando o governo do Panamá assinou um importante acordo monetário, o dólar americano se tornou a moeda corrente, com curso forçado, do país. Entretanto, em 1971, o governo aprovou uma lei abrindo e liberalizando o sistema bancário. Assim, não EXISTE agência governamental supervisionando o setor. Também não incide imposto algum sobre juros ou transações originadas no sistema financeiro. Esta decisão fez com que o número de bancos se multiplicasse de forma impressionante. A maioria formada por bancos estrangeiros. Isto fez com que o Panamá se transformasse no maior centro financeiro da América Latina.Esta lei bancária estimulou empréstimos internacionais e, pelo fato do Panamá ter um sistema tributário restrito apenas ao seu território, os lucros obtidos com transações ou empréstimos feitos no exterior são ISENTOS.

VIVER NO PANAMÁ

Quanto aos estrangeiros que decidiram morar no Panamá, até agora, a maioria é formada por colombianos. Logo atrás estão os venezuelanos, que não param de fugir de seu país, pressionados pelas decisões absurdas tomadas, constantemente, pelo ditador, Hugo Chávez. Dentre as razões que levam muita gente a viver no Panamá, eis algumas que anotei de forma rápida e simples: 1- O Panamá é um REFÚGIO SEGURO em caso de qualquer distúrbio civil;2- No Panamá, os ingressos gerados no estrangeiro, o ingresso de capital e demais interesses não são tributados.3- No Panamá é possível iniciar negócios sem restrições, regulamentos e impostos.4- Os preços de imóveis urbanos, rurais e nas praias ainda estão baixos.

VISTO DE APOSENTADO

O Departamento de Imigração do Panamá oferece várias opções diferentes de permissão para quem deseja viver no país. Eis: 1- VISTO DE APOSENTADO ? Qualquer estrangeiro que prove estar recebendo 1000 dólares/mês, no mínimo, mais 100 dólares por dependente, está habilitado a receber o visto;Idem qualquer estrangeiro que adquirir um imóvel no valor de 100 mil dólares, no mínimo, e prove estar recebendo uma pensão de 750 dólares/mês;Quem obtém o VISTO ganha o direito de importar (uma única vez) artigos até o valor de 10 mil dólares com total isenção de impostos. Mais: pode comprar, em qualquer lugar do mundo, com isenção tributária, um automóvel a cada dois anos. Que tal? Além disso, o aposentado detentor do VISTO passa a ter direito a receber descontos especiais em restaurantes, hotéis, cinemas, teatros e outros produtos e serviços oferecidos no Panamá. Mas, atenção: o Visto não dá ao portador a cidadania panamenha.

VISTO DE RESIDENTE

Este tipo de visto é concedido a qualquer estrangeiro que se disponha: a adquirir, EM SEU NOME, um imóvel residencial de, no mínimo, 300 mil dólares; ou um certificado de Depósito Bancário por no mínimo três anos; ou, ainda, uma combinação entre valor de compra de imóvel e aplicação financeira totalizando 300 mil dólares.

VISTO DE INVESTIDOR

O estrangeiro que investir num negócio ou corporação, no valor de 160 mil dólares, e prove empregar no mínimo 5 pessoas além do registro na Previdência, obtém visto temporário de dois a três anos recebe o Visto de Investidor.INVESTIDOR AGRÍCOLA E/OU FLORESTAL ? Este visto requer investimento de 60 mil dólares. Esses investidores recebem visto por seis anos, renovável a cada dois anos. No caso do Investidor Florestal é exigida a compra de área de, no mínimo, 3 hectares, além do capital de 60 mil dólares.Se alguém está pensando seriamente no assunto deve aproveitar o momento. Afinal, o Panamá, por ser um país pequeno, não tem espaço suficiente para tanta gente frustrada, como é o caso dos latinoamericanos que têm cérebro.

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29 mai 2012

PANAMÁ : O MELHOR PAÍS LATINOAMERICANO(1)


PAÍS SHOW

Como estive recentemente no Panamá, e escrevi algumas linhas a respeito, muitos leitores pediram mais informações sobre o que há de fato naquele importante país. Enquanto leio, releio e ouço o que dizem ter acontecido no escritório de Nelson Jobim me dedico a escrever sobre aquele que é, hoje, o MELHOR PAÍS LATINOAMERICANO.O que me levou ao Panamá foram os ótimos comentários sobre aquele pequeno país, que cresce alucinadamente desde o ano 2000, quando assumiu o CANAL. A partir daí se transformou, certamente, no país economicamente mais bem sucedido e aquele que antecipa ter o melhor futuro. Um país-show.

GOSTO PELO DESENVOLVIMENTO

Como até as pedras sabem, atualmente a maioria dos países da América Latina respira um ar pra lá de poluído pela estúpida ideologia social-comunista. Isto, infelizmente, faz com que muita gente não imagine que possa haver, na região, um outro país além do Chile que mostre gosto e vontade para o crescimento e desenvolvimento.

TRÊS MOTIVOS

Foram três os motivos que me levaram a conhecer o Panamá: 1- os voos que a Copa Air Lines disponibilizou saindo de Porto Alegre;2- o artigo escrito por David Saied, que além de mestre em política econômica pela Suffolk University, Boston, Massachusetts, também foi membro da Comissão de Valores Mobiliários da República do Panamá, o qual está postado no site do Instituto Ludwig Von Mises (WWW.mises.org.br); e,3- a curiosidade em conhecer o Canal e sua importância econômica para o país.

TUDO VERDADE

Embora tenha ficado somente na Cidade do Panamá, o fato é que não precisei de mais de três dias para constatar que tudo aquilo que já haviam dito sobre o país é real, verdadeiro e extremamente sedutor. O Panamá, com apenas três milhões de habitantes, desde 1º de janeiro de 2000, quando passou a controlar o Canal, cresce, em média, mais de 6,5% ao ano. No ano passado o crescimento foi superior a 11%. E a inflação, ao longo do período, não passa de 1% ao ano, em média.

SEM BANCO CENTRAL

Confirmando o que diz Saied, as razões são básicas: ao contrário dos demais países da América Latina, o Panamá não possui controle de capitais. Desta forma, por não haver Banco Central no Panamá, o ingresso de capital internacional no país, independente da quantidade, é problema exclusivo dos bancos que recebem esses depósitos. Para se livrarem do dinheiro em excesso a saída é buscar tomadores no mercado internacional.

SOCORRO A BANCOS

Outra coisa que constatei é que a política fiscal é rígida. Diferente dos países onde os sistemas bancários são controlados por bancos centrais, no Panamá simplesmente não há programas de socorro a bancos. Aqueles que resolverem expandir excessivamente o crédito sem provisionamento adequado sabem muito bem o risco que correm. Que tal?

VISTOS

Amanhã dou mais informações sobre as diversas formas para obter Visto de permanência (temporária ou definitiva) no Panamá e explico por que os venezuelanos estão migrando de forma impressionante para lá.

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28 mai 2012

A BÚSSOLA IDEOLÓGICA


TÍTULO

Quando, na última sexta-feira, o próprio governo, através do Banco Central, informou que o índice de inadimplência dos compradores de automóveis atingiu, em abril, o maior da série histórica iniciada em 2000, cheguei a pensar que um bom título para este editorial poderia ser a velha e surrada frase: EU JÁ SABIA...

QUEBRAR A CARA?

Entretanto, depois de pensar um pouco achei melhor não tripudiar em cima do óbvio. Até porque alguns leitores, os mais resistentes, certamente ainda vão demorar para se entregar. São aqueles que acreditam, piamente, na possibilidade deste editor vir a quebrar a cara, por insistir que o governo Dilma está pra lá de equivocado com a sua política de concessão de crédito.

OS CULPADOS

Entendo que quem arrisca naquilo que tem baixa probabilidade de ocorrência, antes de tudo deveria saber da taxa de risco que está correndo. Porém, o que normalmente acontece é que aqueles que erram tratam de encontrar rapidamente alguém ou algo que seja responsável pelo resultado da má aposta.

EDITOR MONÓTONO

O governo já escolheu seus culpados: a crise mundial; e, principalmente, a insignificante Grécia. Não é de se descartar que algo possa sobrar também para o Ponto Crítico. Como venho insistindo demasiadamente em mostrar os resultados óbvios corro o risco de vir a ser classificado como um editor monótono.

CAMISA DE FORÇA IDEOLÓGICA

Na real, as constantes críticas, opiniões e comentários, que ocupam os editoriais diários, mostram que o governo, dentro de sua camisa de força ideológica, só consegue se mover para o lado do precipício. Recentemente, inclusive, decidiu que o melhor de tudo é agravar ainda mais a inadimplência, através de doses cavalares do veneno chamado crédito. Afinal, de sã consciência, alguém crê que a cura de um porre de financiamento passa pela injeção ainda maior de crédito, quando os próprios tomadores já manifestaram impossibilidade de pagamento?

CAMINHO DO FRACASSO

Se a monotonia se verifica pelos meus insistentes pedidos por REFORMAS, dizendo ser esse o único e melhor caminho para fazer o Brasil crescer sem sustos, aí vale o risco. Afinal, não posso concordar com decisões tomadas de acordo com uma bússola ideológica, cujo ponteiro só aponta para o mau caminho: do fracasso.

A MONOTONIA ESTÁ NO CRÉDITO...

Volto a insistir: a inadimplência do crédito para a compra de veículos registrou recorde em abril. E mesmo assim o governo resolveu conceder novos benefícios ao setor automobilístico para tentar esvaziar os pátios lotados de veículos. Pode? O aumento atual da inadimplência, como é sabido, decorre da elevação expressiva do saldo de crédito. O governo, no entanto, não está nem aí. Pior: está criticando fortemente os bancos e financeiras porque estão mais cautelosos na concessão de crédito para veículos. Creio que a monotonia está no crédito. Que tal?

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25 mai 2012

RAZÕES PARA O DESENCANTO


PORTO JÁ INSEGURO

É verdade que a saída de capitais do Brasil, neste momento, ainda é pequena em comparação com os ingressos verificados quando o nosso país ainda se mostrava como um porto seguro e encantador aos investidores estrangeiros.

DESCONFIANÇA

No entanto, o tamanho do desencanto não pode nem deve ser medido somente pelo volume da saída de dinheiro do país. O problema está na desconfiança que passou a dominar as mentes dos investidores, como mostra o mercado.

GREVES

Os motivos que estão levando a este repentino desencanto são vários. Um deles, porém, está falando bem alto neste momento: as greves que estão paralisando constantemente as atividades econômicas e sociais do país.

OS SINDICATOS MANDAM

Dentre as inúmeras greves de serviços públicos que se espalham por vários Estados e Municípios, a dos metroviários paulistas, nesta semana, acendeu de vez a chama da vontade de cair fora do país. Agora ficou bem claro que no Brasil, desde o momento em que Lula foi eleito presidente, e continuando no governo Dilma, quem manda mesmo e para valer são os SINDICATOS.

PODER SINDICAL

O poder que as centrais ganharam a partir do momento em que o PT assumiu o governo é simplesmente impressionante. Todos os brasileiros, sem exceção, se tornaram reféns dos líderes sindicais, que fazem o que bem entendem.

COLHENDO O QUE FOI PLANTADO

Se isto está causando muito aborrecimento, uma coisa precisa ser esclarecida antes que a surpresa tome conta das mentes dos indignados: o Brasil está colhendo exatamente o que foi plantado ao longo deste modo socialista de governar.Como os salários dos servidores continuam subindo astronomicamente em função da pressão dos sindicatos, e a nossa Constituição não permite qualquer redução salarial, a economia parando de crescer (como já está acontecendo) o custo-país ficará ainda mais insuportável. Daí o pavor, que só tende a aumentar.

REAÇÃO EQUIVOCADA

Mais lamentável ainda, se é que pode haver uma classificação de importância dentro da camisa de força que a sociedade é submetida a cada movimento grevista, é a reação equivocada mostrada pelos revoltados. As pedras que os mais revoltados atiram, com o propósito de marcar o sofrimento que as greves proporcionam, geralmente tem como alvos coisas e pessoas que nada têm a ver com o problema. Quem deveria ser alvejado são os líderes sindicais, responsáveis pelas paralisações. Esses, no entanto, seguem intactos.

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24 mai 2012

O SONHO ACABOU?


CONTEÚDOS TÉCNICOS

Começo este editorial lembrando que não sou iniciado em quiromancia nem tenho vocação para fazer profecias. Desde sempre tenho me preocupado, inclusive como membro do - PENSAR! -, em produzir e divulgar conteúdos técnicos baseados da importante relação causa/efeito das intenções, propostas e decisões dos nossos governantes, apoiados ou não pela dita sociedade organizada.

PESO DO DESTAQUE

Dentro desta linha de conduta, os leitores/assinantes do Ponto Crítico, gostando ou não, foram os primeiros a receber a advertência de que seria impossível o Brasil sustentar, por muito tempo, o peso do destaque que o mundo lhe deu nos últimos anos. Simplesmente, porque o governo se recusou a fazer o tema de casa.

BASE DE SUSTENTAÇÃO

Quem tem boa memória deve lembrar as principais razões que apontei para o fim do encanto brasileiro. Lá atrás arrisquei dizendo: - Contando com o apoio de inúmeros empresários adeptos do MERCANTILISMO, ou puxa-saquismo, o governo brasileiro, através de sua lamentável formação ideológica gritou ao mundo todo que era capaz de desafiar a física. Cheio de soberba, arrogância e estupidez, o governo se aproveitou da desinformação temporária dos investidores internacionais para fazer o mundo acreditar que, realmente, era possuidor de super-poderes e conhecimento suficiente para construir um edifício moderno num terreno alagadiço, desprovido de base de sustentação.

PERPLEXIDADE

Na realidade, quem contribuiu muito para a farsa iniciada em 2008 foi a perplexidade mundial diante da poderosa crise de crédito. Daí o entusiasmo e a aceitação fácil e imediata das mentiras aplicadas pelo ex-presidente Lula. Até as principais revistas e jornais econômicos internacionais chegaram a se referir ao Brasil como estivesse surgindo uma nova potência econômica mundial.

FALTOU A BASE

O Ponto Crítico, sempre fiel à lógica do raciocínio, mesmo taxado (várias vezes) de agourento ou apóstolo do pessimismo, passou a explicar, didaticamente, que é impossível começar uma obra pela pintura e decoração das paredes. Ninguém tem dúvida de que esta é a última etapa de qualquer construção. O governo (Dilma/Lula), entretanto, nunca quis admitir que antes de levantar as paredes de um prédio qualquer é preciso dotar o terreno de uma estrutura capaz de suportar o peso da obra. Caso contrário, o desmoronamento é iminente.

THE ECONOMIST

Não deu outra. A tal falta de estrutura sobre a qual me refiro, capaz de suportar qualquer crescimento sustentável, está representada pelas reformas que o governo abomina e se recusa a fazer de forma terminante. A revista The Economist, que em novembro de 2009 colocou na capa a manchete - O BRASIL DECOLA -, com o Cristo Redentor em forma de foguete, publicou, na semana passada, uma matéria mostrando que a decolagem tem problemas sérios.

ALGUMA SURPRESA?

Nesta edição, a reportagem fala que algumas fontes de crescimento já estão se esgotando, como a estabilização e as reformas econômicas nos anos 1990 e o apetite da China por commodities. A força de trabalho avançando a um ritmo mais lento e os elevados custos para fazer negócios no Brasil ? o que afeta negativamente os investimentos - são outros pontos de pressão. A revista aponta, também, que o NACIONALISMO tomou conta do Brasil. Ao invés de se preocupar com a diminuição do custo-país, Dilma tem se dedicado a propor mais e mais protecionismo.Nesse cenário, os investidores devem começar a olhar mercados de crescimento mais rápido na América Latina, como o Peru, Colômbia e México, enquanto os pobres serão os que mais sofrerão no Brasil. Lembrou, também, que o Morgan Stanley cortou a recomendação para investimentos em ações no Brasil para -underweight- (performance abaixo da média do mercado), além de ter elevado a sugestão para Peru e México.Alguma surpresa ou algo que o Ponto Crítico não tenha observado?

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23 mai 2012

O POVO BRASILEIRO É MANSO


ASSUNTO DOMINANTE

O assunto dominante dos noticiários do país foi a presença do mudo empresário Carlinhos Cachoeira, ontem, na CPI que leva o seu nome. Acompanhado de seu nobre advogado, o ex-ministro da JUSTIÇA, Marcio Thomaz Bastos, uma coisa precisa ser destacada: Cachoeira não mentiu.

PAPEL DE BABACAS

Ora, até os sapos dos banhados sabiam que Cachoeira não responderia às perguntas que os deputados e senadores babacas estavam dispostos a fazer. Portanto, qualquer sentimento de indignação manifestada pelos brasileiros mostra que temos enorme prazer em fazer, repetidas vezes, o lamentável papel de babacas.

DOMINADOS

O que mais impressiona nisso tudo é o estado de impotência que já tomou conta do povo. Não é preciso invadir o campo da psiquiatria para entender o quanto os brasileiros já foram dominados e se tornaram vítima do populismo governamental.

REAÇÕES? SÓ DE ALEGRIA

A sessão da CPI de ontem serviu como mais uma prova de que o governo Lula/Dilma não corre risco algum. As doses constantes de populismo injetadas nas mentes carentes de educação deixaram a população em total estado de torpor e mansidão. As únicas reações, quando ocorrem, são de alegria e otimismo.

PASSIVIDADE

Confiantes da continuidade desse comportamento passivo, o caminho para o conluio político fica cada vez mais aberto. Tanto para aliados quanto para os demais interessados, que precisam ficar imunes às acusações de falcatruas e/ou de atos de corrupção.

CONLUIO

Para comprovar a existência do conluio e da safadeza que impera no Brasil, o ex-ministro da JUSTIÇA do governo Lula, que ocupou o cargo até pouco tempo atrás, aceitou a incumbência de advogar em defesa do considerado bandido número 1 do Brasil. Pode?Ora, mesmo que Thomaz Bastos seja ex-ministro, e por isso tem todo o direito de trabalhar, como advogado criminalista que é, na defesa de seus clientes, ao aceitar a causa do criminoso número um do país mostrou não ter qualquer compromisso com a ética.

CARGO ESTRATÉGICO

Como ética é regra de conduta moral e isto não mais existe no meio político do país, Bastos foi adiante. Confiante. Pois, da mesma forma com que tem o legítimo direito de advogar, qualquer brasileiro também tem o direito de admitir que a saída de Bastos do Ministério da Justiça foi para assumir um outro cargo governamental, estratégico: defender o Sr. Cachoeira. Só pode...

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