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13 jul 2012

AULA DE ECONOMIA


TITULAR DA CADEIRA

Ontem, o Brasil parou para assistir mais uma aula de economia. Desta vez, para mostrar o quanto só os petistas sabem a respeito do assunto, quem ocupou o púlpito foi a nossa presidente, Dilma Rousseff, na condição de mestre e titular da cadeira.

SHOW

Dilma, desta vez, deu um verdadeiro show. Foi, certamente, uma Aula Magna. Ela, simplesmente arrasou. Confesso que, como candidato a cidadão brasileiro, coisa que só será possível quando o governo atender os meus direitos (os deveres eu cumpro), desta vez entendi perfeitamente como se mede o desempenho da economia de um país.

ALÍVIO

Sim, porque depois de ouvir, alto e bom som, Dilma dizer que A GRANDEZA DA NAÇÃO NÃO É MEDIDA PELO PIB, MAS PELA PROTEÇÃO À INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA, todas as dúvidas que carregava desde os meus tempos de faculdade, simplesmente desapareceram. Finalmente estou aliviado.

GRATO, PRESIDENTE

Agora que conheço melhor a matéria, só me resta pedir desculpas aos meus antigos alunos, pelos equívocos que cometi quando lecionei na Faculdade. Espero, entretanto, que, como eu, todos também tenham prestado bastante atenção à aula proferida por Dilma.Embora com algum atraso, tudo que aprenderam de errado comigo, na universidade, Dilma corrigiu. Ainda bem. Grato, presidente.

CLAQUE

Ah, não posso deixar de salientar o sempre importante papel desempenhado pela plateia, formada pelos eternos bajuladores de plantão. Tão logo Dilma acabou de fazer a importante revelação, a claque tratou de ovacionar a bela frase com uma interminável salva de palmas. Maravilha, gente.

NEM UMA COISA NEM OUTRA

Pois, depois de prestar todas as homenagens pelo discurso de Dilma Rousseff, fiquei com uma dúvida: como o PIB não é o instrumento correto para medir a grandeza de uma Nação, mas, isto sim, a proteção à infância e adolescência, porque o governo não faz nem uma coisa nem outra?

UNIFORME NEO-COMUNISTA

Pelo que ainda sei, as crianças e adolescentes só podem, e devem, ser protegidos com educação. Este é o instrumento único e capaz de promover a GRANDEZA de um país. Neste caso, o que acontece aqui é simplesmente lamentável. Em resumo, gente, Dilma, dentro de suas largas roupas ideológicas, que identificam o uniforme usado pelos neo-comunistas latinos que formam o Foro de São Paulo, só diz bobagens. Das grossas.

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12 jul 2012

NOTÍCIAS RECENTES DO BRASIL


AVALIAÇÃO

Os investidores do mundo todo, finalmente, abriram os olhos. Caiu a ficha, como se diz. Passados cinco anos do estouro da Bolha Imobiliária, que devastou várias economias mundo afora, chegou o momento de avaliar as decisões que tomaram quando apostaram em países emergentes. Notadamente àqueles que não haviam experimentado a destruidora alavancagem.

GRAÇAS AO SISTEMA FINANCEIRO

O Brasil, por encabeçar o bloco do BRIC, assim batizado por seu criador, Jim O?Neill, saiu da sombra e ganhou destaque internacional. Graças, indiscutivelmente, ao nosso SISTEMA FINANCEIRO, o qual havia sido saneado anos atrás, ainda no governo FHC.

DANDO AULAS

A partir de então, o que se viu, de fato, foi uma chuva constante de elogios aos nossos governantes Lula e Dilma, que passaram a viajar pelo mundo todo proferindo aulas e recebendo homenagens, comentários e reportagens a respeito da nossa economia, considerada como altamente promissora.

PAÍS DAS MARAVILHAS

Assim, na medida em que os investidores estrangeiros iam colocando seus dólares no país, o povo brasileiro respondia com um descomunal aumento do índice de popularidade e aprovação dos governantes. O que levou, infelizmente, muita gente a acreditar que o Brasil havia, de fato, se transformado no PAÍS DAS MARAVILHAS.

COLHEITA

Entretanto, ao longo deste ano, de forma indisfarçável (e não foi por falta de aviso deste editor), o Brasil não passou de um triste PAÍS DO FAZ DE CONTA. Como o governo plantou uma mistura de ideologia neocomunista (intervencionismo e nacionalismo) com alta burocracia, elevada carga tributária, mentiras de todo tipo e corrupção a granel, a colheita não poderia ser outra: frustração, desânimo e desilusão. Lamentável.

POTÊNCIA TRIBUTÁRIA

Hoje, o que já se lê nos jornais e revistas estrangeiras, que até pouco tempo atrás dedicavam páginas e páginas informando que o Brasil já alcançara o patamar de potência econômica mundial, é bem diferente. O Brasil, infelizmente, não tem interesse em ser potência econômica. Quer permanecer como POTÊNCIA TRIBUTÁRIA.

QUESTIONÁVEL

Ontem, quem resolveu sair do silêncio foi o próprio Jim ONeill. O presidente do Goldman Sachs Asset Management, criador do termo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), afirmou que a posição do Brasil no grupo pode ser questionada se o crescimento econômico do País não acelerar nos próximos anos.ONeill afirma que para manter esse status o Brasil precisa melhorar sua taxa média de crescimento. Se isso não acontecer, então o poder do B no termo Bric começaria a parecer um pouco questionável.Olhando para o futuro, ONeill acredita que o Brasil deveria lidar com assuntos complicados relacionados com a competitividade doméstica e a produtividade, o que requer REFORMAS no lado da oferta e, provavelmente, menos intervenção do governo.

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11 jul 2012

AINDA SOBRE O PARAGUAI


RELATÓRIO DA OEA

Como está sendo noticiado, para o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, o impeachment do presidente Fernando Lugo respeitou a Constituição. Pelo que consta no relatório da missão chefiada por Insulza, apresentado ontem ao Conselho Permanente da OEA, em Washington, o julgamento político foi feito estritamente conforme o procedimento constitucional.

DIGNO DAS GRANDES DEMOCRACIAS

A propósito desta importante notícia julguei necessário publicar o artigo escrito por Ives Gandra Martins (postado na Folha no dia 05/07), que além de advogado, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, da Escola Superior de Guerra, presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomércio/SP é, também, membro do Grupo PENSAR! O processo paraguaio, segundo Ives, foi digno de grandes democracias. Mas Dilma se curva aos aspirantes a ditadores vizinhos, como o líder da Venezuela e da Argentina. Eis o artigo:

ARTIGO DE IVES MARTINS

Em 1991, fui convidado pelo Ministro da Justiça do Paraguai, com constitucionalistas de outros países latino-americanos, para proferir palestras sobre a Constituição brasileira. À época, o Paraguai se encontrava em processo constituinte, em vias de promulgar a Constituição que hoje rege os destinos da nação.

REGIME PARLAMENTAR

Entre os temas que abordei, expliquei que toda a Constituição brasileira fora formatada para um regime parlamentar de governo, só na undécima hora tendo se transformado numa Lei Maior presidencialista. Talvez por essa razão, o equilíbrio de Poderes foi realçado ao ponto de, apesar de nossas crises políticas (impeachment presidencial, crise do Orçamento, dos anões, superinflação, alternância do poder, mensalão etc.), jamais alguém ter falado em ruptura institucional.

AREND LIJPHART

O cientista político Arend Lijphart, em seu livro -Democracies-, de 1984, detectou, em todo o mundo, apenas 20 países em que não houvera ruptura institucional depois da Segunda Guerra.Desses, 19 eram parlamentaristas. Apenas um, os EUA, era presidencialista. Ulisses Guimarães me pediu o livro emprestado, mas preferi enviar um exemplar -lembrando da advertência de Aliomar Baleeiro, que dizia ter amigos que fizeram sua biblioteca com livros emprestados.

IRRESPONSABILIDADE

Sou parlamentarista desde os bancos acadêmicos, e sempre vi no parlamentarismo um sistema de -RESPONSABILIDADE A PRAZO INCERTO-: eleito um irresponsável para a chefia do governo, ele pode ser afastado, sem traumas, tirando-lhe o Parlamento o voto de confiança.Já o presidencialismo é um regime de -IRRESPONSABILIDADE A PRAZO CERTO-, pois, eleito um irresponsável, ele só pode ser afastado pelo traumático processo de impeachment.

ARTIGO 225 DA CONSTITUIÇÃO PARAGUAIA

O Paraguai adotou o regime presidencial, mas, no artigo 225 de sua Constituição, escolheu instrumento existente no sistema parlamentar para afastar presidentes que: a) Tenham mau desempenho; b) Cometam crimes contra o Poder Público; c) Cometam crimes comuns. Tendo recebido um voto na Câmara dos Deputados e quatro no Senado, Lugo foi afastado do governo, no estritos termos da Constituição, por mau desempenho.É de se lembrar que o Parlamento tem representantes da totalidade da nação (situação e oposição). O Executivo, só da maioria (situação).Tanto foi tranquilo o processo de afastamento no Paraguai que não existiram manifestações de expressão em defesa do ex-presidente. As Forças Armadas nem precisaram enviar contingentes à rua, e Lugo continuou com toda a liberdade para expressar as suas opiniões e até para montar um governo na sombra. Processo digno das grandes democracias parlamentares. Mas difícil de ser compreendido pelo histriônico presidente venezuelano, que usa todos os meios possíveis para calar a oposição e a imprensa, pela aprendiz de totalitarismo que é a presidente argentina, que tudo faz para eliminar a imprensa livre em seu país, ou pelos dois semiditadores da Bolívia e do Equador.O curioso foi o apoio da presidente Dilma a essa -REBELIÃO DE ASPIRANTES A DITADORES-, pisoteando a democracia e a Lei Suprema paraguaia a fim de facilitar a entrada no Mercosul de um país cuja monoeconomia só permitirá a seu conturbado presidente permanecer no poder enquanto o preço do petróleo for elevado.Decididamente, a ignorância democrática na América Latina tem um passado fantástico e um futuro deslumbrante.

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10 jul 2012

RELATIVIZAÇÃO DO PERIGO - 2


AJUDA AO DITADOR

Voltando ao tema de ontem, sobre o 18º Foro de São Paulo, que aconteceu na semana passada (4, 5 e 6 de julho), em Caracas, observem que a escolha da cidade foi bem pensada: como a Venezuela está em plena campanha, com vistas às eleições presidenciais, e Hugo Chávez quer por que quer permanecer no posto, a turma do FSP se reuniu lá com o propósito de ajudar o ditador.

POR VÍDEO

Um deles foi o ex-presidente Lula, fundador (junto com Fidel Castro) do Foro de São Paulo. Desta vez, impedido pelos médicos, Lula não conseguiu viajar. Entretanto, se fez presente através do seguinte vídeo (http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=tD4mfCnugXo), exibido no encerramento do Encontro.

TRECHO

Antes que alguém diga que estou insinuando, ou forçando a barra, observem bem quando Lula diz, alto e bom som: -

DILMA

É possível, também, que alguém diga que o Brasil é presidido por Dilma, cujos compromissos podem ser diferentes daqueles defendidos por Lula. Para não deixar dúvida, eis o pronunciamento que fez no último Fórum Social Mundial (http://www.youtube.com/watch?v=FN0F6Fibpg4) , em Porto Alegre.

SILÊNCIO E IGNORÂNCIA

Sei, perfeitamente, que o índice de popularidade e aceitação, tanto de Lula quanto de Dilma, são de tal ordem que ninguém vai querer acreditar que o programa do Foro de São Paulo é destruidor da liberdade. Os membros do FSP contam com a ignorância do povo. Mais: contam com o silêncio da mídia.

MAIS ADIANTADOS

O fato é que muitos países, cujos líderes eleitos são adeptos do programa neo-comunista de Antonio Gramsci, adotado pelo Fórum de São Paulo, já mostram resultados bem significativos. Se todos buscam identificação com Cuba, alguns estão mais adiantados, como é o caso da Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina. Mas outros estão no mesmo caminho, como é o caso do Brasil e Uruguai.

TENEBROSO SILÊNCIO

Pelo andar da carruagem, ou da impregnação ideológica, uma coisa é certa: será muito difícil reverter a situação. Tudo porque os tentáculos do poder já atingiram praticamente todas as entidades, associações, repartições públicas, os diversos Conselhos e, principalmente, a mídia. Não é à toa, gente, este tenebroso e preocupante silêncio...

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09 jul 2012

A RELATIVIZAÇÃO DO PERIGO


COLHEITA

Pela enésima vez volto a ALERTAR sobre as colheitas que vem sendo obtidas, desde a sua criação, em 1990, pela organização extremamente perigosa denominada Foro de São Paulo. Que, por incrível que pareça, ainda é praticamente desconhecida no nosso país.

REUNIÃO FESTIVA

Para confirmar este lamentável desconhecimento, eis o que se passou na semana passada: numa reunião festiva na casa de um amigo, onde se encontravam aproximadamente trinta pessoas, todas bem destacadas profissionalmente, uma delas, bastante preocupada com a repentina paralisação da nossa economia, pediu a minha opinião a respeito.

DESCONHECIMENTO TOTAL

Como naquele dia, 04, começava o 18º Foro de São Paulo (encerrado na última sexta-feira, 06), em Caracas, Venezuela, perguntei quanto já haviam lido ou ouvido falar sobre a existência do FORO DE SÃO PAULO. Pois, para meu (e nosso) desespero, nenhum dos presentes sabia do que se tratava. De novo: o desconhecimento é total, infelizmente.

MÍDIA CALADA

Até certo ponto, como a mídia aberta, que é formada pelos meios de comunicação que tem grande penetração na sociedade (por razões que até hoje desconheço nega qualquer notícia e/ou informação sobre o perigoso FORO DE SÃO PAULO), não é de se estranhar esse desconhecimento.

CURIOSIDADE

Bem, diante da curiosidade que despertei no ambiente tratei de dar alguns esclarecimentos. Só que, de imediato, percebi que muito poucos levaram o assunto a sério. O que também não é de se estranhar, pois o que não é importante para a mídia aberta simplesmente não existe ou não merece tanta preocupação.

NA CADEIRA PRESIDENCIAL

Pois é, gente. Enquanto isso, o fato é que o Foro de São Paulo existe. E, para quem não sabe, desde a sua fundação, ocorrida em 1990 (seis meses depois da queda do muro de Berlim), mais de 10 membros efetivos da forte organização comunista latino-americana estão à frente de seus países, sentados na cadeira presidencial. Que tal?

DETERMINADOS

É o caso, por exemplo, de Cuba, Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador, Nicarágua, etc. Isto mostra que os propósitos do FSP são muito sérios. E que seus membros são muito determinados, ou seja, todos trabalham com o mesmo objetivo: fazer da América Latina uma região dominada pelo comunismo. Alguns já estão mais adiantados, mas todos estão empenhados no atingimento dos propósitos.Amanhã dou mais informações sobre este assunto, que os meios de comunicação fazem questão de não divulgar...

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06 jul 2012

OS LENTOS E O PARADO


EUROPEUS LENTOS

O elemento surpresa sempre encontra um jeito de aparecer por aqui de alguma forma. Ontem, por exemplo, o ministro Mantega, resolveu surpreender pelo desatino. Disse que a crise europeia persiste porque os europeus são muito lentos para tomar decisões. Que tal?

CAMPEÃO INVICTO

Ora, em questão de lentidão, para tomada de decisões que efetivamente resolvam problemas, pelo que todo mundo sabe, o Brasil é campeão. Invicto. Pois, mesmo assim, o ministro Mantega preferiu atacar os europeus. Pode?

PESQUISA DA UNCTAD

Como ministro, Mantega é sofrível. E, como consultor entendido em economia mundial, parece distraído. No mesmo dia em que o ministro criticou a lentidão dos europeus, a Agência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad) divulgou uma importante pesquisa mostrando que o Brasil está andando para trás.

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO

A pesquisa informa que entre os países preferidos pelos empresários, como destino de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para os próximos dois anos, perdemos uma posição. Foi a primeira queda do Brasil neste ranking desde o início do levantamento, em 2008.

QUINTO LUGAR

De acordo com o Relatório Global de Investimentos da UNCTAD, o país caiu do quarto lugar (2011) para quinto, como destino preferencial para realização de aportes de capital produtivo. A Indonésia, que aparecia em sexto lugar no ranking no ano passado, ultrapassou o Brasil e agora está em quarto lugar entre os destinos mais atrativos para investimentos. Nas primeiras posições estão China, Estados Unidos e Índia.

PERDENDO O BRILHO

Segundo informa Luiz Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), entidade responsável pela divulgação da pesquisa no Brasil, no longo prazo, o Brasil começa a perder um pouco o brilho. Creio que o ministro Mantega não vai concordar com a pesquisa. Também não vai agilizar coisa alguma para que o Brasil retorne à posição anterior.

PAÍS PARADO

O fato é que essa queda identifica que teremos um crescimento doméstico menor. Sendo menos atrativo para investimentos estrangeiros, o Brasil, que já tem baixíssimo nível de poupança, vai andar ainda mais devagar.Só o ministro ideológico Mantega não vê isso. Diz que os europeus são LENTOS, mas faz do Brasil um país PARADO. Pode?

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