Artigos

23 jan 2013

É JUSTO O DIREITO ADQUIRIDO PARA O PRIVILÉGIO?


DUAS CLASSES

Não foram poucas as vezes em que o Ponto Crítico, a maioria delas corretamente assessorado pelo professor e Pensador (membro do grupo PENSAR!), Ricardo Bergamini, levou ao conhecimento de seus leitores/assinantes a grave e injusta situação da Previdência Social do país, a qual, lamentavelmente, é dividida em duas CLASSES: 1- a 1ª CLASSE, que abriga 01 MILHÃO de Servidores Públicos da União, aproximadamente, e que provoca um ROMBO superior a 50 BILHÕES/ANO; e,2- a 2ª CLASSE, (ou INSS), que atende um universo 27 vezes maior, ou seja, em torno de 27 MILHÕES DE PESSOAS, cujo ROMBO ANUAL fica em torno de 45 BILHÕES.

REPETITIVO

Pois, mesmo admitindo que estou sendo muito repetitivo com este assunto, diante de inúmeras mensagens que recebo, diariamente, sobre o sério tema, percebi que ainda não fui suficiente claro. Explico: não esclareci que o ROMBO brutal, promovido por ambas as CLASSES DE APOSENTADOS, que totalizam mais de R$ 100 BILHÕES ANUAIS, atinge somente as contas da União. Isto significa que os ROMBOS nas contas de vários Estados e Municípios não estão contemplados.

ADORADOR DE TRAGÉDIAS

O complicado e atrasado RS, por exemplo, que, de forma eufórica e ufana dá demonstrações diárias, ao mundo todo, do quanto o povo gaúcho é um fantástico ADORADOR DE TRAGÉDIAS, só em 2012 a PREVIDÊNCIA ESTADUAL (funcionários públicos) promoveu um rombo de R$ 6 BILHÕES nas contas do Estado. Que tal?

CAPACIDADE DE DISCERNIMENTO

O grupo -PENSAR!- , volto a afirmar, foi concebido para, através da produção de conteúdos técnicos, levar o máximo possível de esclarecimentos à nossa sociedade. Só que há um grave obstáculo nesta tentativa: pouquíssimos brasileiros têm capacidade de discernimento (só 20% do nosso povo consegue entender e compreender aquilo que lê, segundo revela uma recente pesquisa).

CAPACIDADE PENSANTE DOS LEITORES

Portanto, diante desta triste realidade, o que resta a ser feito é aproveitar a capacidade pensante dos leitores do Ponto Crítico. A partir daí, quem sabe, com a paciência que os mesmos possam ter, consigam expor nos seus círculos de relacionamento, o seguinte raciocínio:

EXEMPLO DE PREVIDÊNCIA

Imagine, por exemplo, um grupo de pessoas que se dispõem a trabalhar por 30 anos. E, durante este período, todos destinam 10% da renda mensal obtida para uma Previdência qualquer. Ora, admitindo que o ganho médio de cada membro do grupo é 10 mil reais/ano, a contribuição individual será de 1000 reais/ano. Ou seja, uma poupança de 30 mil reais ao final do período de 30 anos. (juro zero).

TÁBUA ATUARIAL

Usando a tábua atuarial, que tecnicamente define que os brasileiros estão vivendo, em media, até 75 anos, caso todos comecem a receber os proventos a partir dos 60 anos, cada um terá 15 anos (em média) para gastar a poupança previdenciária, de 30 mil reais. Ou seja, 2000 reais/ano. Caso algum membro entenda que o valor é baixo, de antemão precisa saber que a única solução para o problema é poupar mais, ou contribuir com valor maior. Simples assim.Agora, o drama: como as pessoas estão vivendo mais, se a tábua atuarial informar que o tal grupo é formado por pessoas que estão vivendo, em média, até os 80 anos, se nada for feito vai faltar dinheiro para os últimos cinco anos. Se não houver novas contribuições individuais, a solução será: 1- diminuir o provento mensal; e/ou, 2- aumentar o tempo de contribuição. Não há milagre, gente.Como a palavra mais usada nos últimos tempos no Brasil é AUTOSSUSTENTABILIDADE, não seria o caso dos governos voltarem os olhos para a Previdência? Começando pelo fim dos privilégios. Afinal, nada mais injusto neste mundo do que manter um DIREITO ADQUIRIDO para PRIVILÉGIOS. Aí, além de estúpido é crime.

Leia mais

22 jan 2013

TROCA DE COMANDO?


BOATO

Na semana passada começou a circular um boato no mercado dando conta de que a presidente Dilma estaria disposta a mudar o comando do Ministério da Fazenda. Caso se confirme tudo que está sendo comentado, o INCOMPETENTE Guido Mantega estaria sendo substituído pelo ALQUIMISTA Arno Augustin.

FICA, MANTEGA!

Depois que tomei conhecimento deste -disse me disse- fiquei pensando se não deveríamos dar início, com urgência, de uma campanha tipo: FICA, GUIDO MANTEGA! Mesmo considerado um dos piores da história desse país, o seu (possível) substituto tem tudo para provocar, em breve, um sentimento forte de saudade do atual titular da Pasta.

-OSCAR- DE MAQUIAGEM

É bom lembrar que Arno Augustin, titular da Secretaria do Tesouro Nacional, tem especialização em MAQUIAGEM e EFEITOS ESPECIAIS. Só não vai concorrer ao Oscar porque a sua inscrição não foi feita a tempo. Depois da maquiagem que fez com as contas públicas do país, no apagar das luzes de 2012, que denominou de CONTABILIDADE CRIATIVA, Arno Augustin não teria concorrente à altura.

DUAS ESPECIALIDADES

Como já virou praxe em todos os governos petistas e em boa parte dos governos peemedebistas aliados, todos os escolhidos para ocupar qualquer um dos inúmeros ministérios precisam provar que tem, no mínimo, uma de duas especialidades: a primeira é a CORRUPÇÃO; a segunda, a INCOMPETÊNCIA. Se for portador das duas, aí é a glória.

NOVO PRÉ-REQUISITO

Agora, o governo Dilma pode estar acrescentando mais uma especialidade, ou pré-requisito, caso se confirme o boato sobre a saída de Guido Mantega e a entrada de Arno Augustin: MAQUIADOR. Não é de se estranhar se daqui a pouco o governo resolva abrir um concurso público para contratação de gente capaz de entortar números.

PRESTIDIGITAÇÃO

Se a situação das contas públicas de 2012 exigiu alguma familiarização com a prestidigitação, para o atual exercício de 2013 o trabalho já promete ser maior. Daí se depreende que o boato tem um bom fundo de verdade. Afinal, nada melhor do que o próprio ministro da Fazenda para dar as cartas sobre como fazer para enganar os pobres contribuintes e cidadãos brasileiros.

ILUSIONISMO

Vale lembrar que prestidigitação é o ato de escamotear, iludir. Assim, profissionais da área não mudam a realidade das coisas, certamente. Mágicos não fazem objetos desaparecer, gente. Eles, no máximo, mudam o objeto de lugar, tirando do alcance dos olhos dos espectadores. Quem acredita no desaparecimento, além de tolo é incompetente. Mostra, inclusive, credenciais para ser ministro.

Leia mais

21 jan 2013

INTERVENÇÃO INFORMAL


PEDIDO INFAME

Na semana passada, o ministro Guido Mantega entrou em contato com o governador de SP, Geraldo Alckmin, para lhe fazer um pedido: adiar o reajuste das tarifas do Metrô paulista para o segundo trimestre, com o propósito de tentar segurar a inflação. Interessante, não?

AGENTE INFLACIONÁRIO

Ora, diante da solicitação cheia de ternura, o governador Alckmin deve ter se colocado em frente do espelho para ver como ficou depois de ter vestido a saia justa que o ministro Mantega acabava de presenteá-lo, por telefone. Deve ter percebido que não atender o pedido basta para ser crucificado, em praça pública, por se comportar como um temível Agente Inflacionário.

FORMAÇÃO DOS PREÇOS DAS TARIFAS

A equivocada intenção do governo federal, de mascarar tudo que pode, é fazer com que o povo e a mídia, principalmente, fiquem felizes da vida quando os reajustes de preços são adiados ou não aconteçam. Mostram, desta forma, o quanto desconhecem que reajustes de tarifas não são causas de inflação, mas a única maneira de enfrentar a elevação dos custos dos fatores que formam o preço das passagens.

DESCONHECIMENTO

Aliás, diante das notícias estampadas pela quase totalidade dos meios de comunicação, de que o governo estaria querendo reajustar o preço dos combustíveis, se tem uma clara ideia do tamanho do desconhecimento do assunto.

DO CONTRA

Para a mídia e, consequentemente, para a população, pouco ou nada importa se o caixa da Petrobrás está sofrendo por não suportar, tanto o custo elevado dos fatores de produção quanto à necessidade de fazer novos investimentos para manter e aumentar a oferta de combustíveis. Basta falar em reajuste de combustíveis para que todos se manifestem, cheios de razão, dizendo que são contra.

INTERVENCIONISMO

Ora, depois da super-intervenção do governo nas empresas de energia elétrica, através de Medida Provisória (470), já se percebe que o governo Dilma não está satisfeito em fazer INTERVENÇÕES EXPLÍCITAS. O telefonema de Mantega ao governador de SP, mostra que vai fazer INTERVENÇÕES INFORMAIS. Que tal?

POBREZA

Pensando bem, quando a presidente Dilma Rousseff afirmou, na última sexta-feira, 18, no Piauí, que seu governo pretende por fim à pobreza extrema antes do fim de seu mandato presidencial, uma coisa me parece certa: quem vai ficar pobre antes disso é o Brasil. Basta ver o comportamento do PIB: enquanto alguns se mostram felizes porque estão melhorando de vida (o que pode ser medido pelo aumento patrimonial), o Brasil não sai do mesmo lugar, uma vez que a economia como um todo não cresce. Assim, neste quadro, se alguém está ganhando, um outro alguém só pode estar perdendo. Simples assim.

Leia mais

17 jan 2013

O FOCO DO GOVERNO É OUTRO


REFORMAS

Ao invés de se comprometer, de corpo e alma, com as necessárias reformas constitucionais (previdenciária, trabalhista, política, fiscal e tributária), que, decididamente, destravariam o país, o governo está muito preocupado, e envolvido, com uma única REFORMA: a Reforma dos apartamentos funcionais dos deputados federais, em Brasília. Pode?

PRIVILÉGIO DO PRIVILÉGIO

Como bem escreveu o jornalista Janio de Freitas (Folha de São Paulo do dia 15/01), a Câmara dos Deputados se concedeu o privilégio (há três meses) de ter atividade propriamente parlamentar, ou a sua aparência melhorada, em apenas UM DIA NA SEMANA. Criou assim o privilégio do privilégio; este, o que permitia aos deputados chegar a Brasília na terça, para a sessão da tarde, e cair fora na quinta.

NOITE MUITO CARA

Para passar uma noite em Brasília, eventualmente duas, reformar os 463 apartamentos e modernizar-lhes os equipamentos domésticos é, para dizer o menos, desaforo com a população que paga impostos porque trabalha.

IMORALIDADE

Seja de R$ 280 milhões ou de R$ 680 milhões, o montante do gasto não altera a dimensão da imoralidade. E não há um só partido que se tenha levantado contra. Retrato ainda melhor: não consta haver, entre os 513 deputados, um só que adotasse alguma atitude contra o mal uso do dinheiro público.

INTERESSE PRÓPRIO

Pois é, gente. Como se vê, da mesma forma com que os nossos governantes excedem em atos de safadeza e falcatruas de todos os tipos, também batem recordes sucessivos de gastos públicos. Tudo para atender seus próprios e exclusivos interesses. Nunca da sociedade. Pode?

TESTE

O grau de indignação de qualquer povo do nosso planeta, com relação ao desperdício do dinheiro público e da concessão de privilégios, é medido pelo tamanho da passividade de quem financia os gastos, no caso os pagadores de impostos. Normalmente, quando o limite é atingido, as manifestações explodem e a festa é dada por encerrada.

ILIMITADO

O curioso, para não dizer lamentável, é que no Brasil não é assim. A tolerância do povo brasileiro é infinita. A aceitação de tudo que não pode nem deve existir em qualquer civilização, no Brasil faz parte da cultura e dos costumes. A ordem, portanto, é deixar assim como está e, se possível, não atrapalhar. Muito menos pensar em dar um basta. Se algo tiver que acontecer, esta tarefa cabe, exclusivamente, a Deus.O que falta, portanto, para que todos sejam felizes para sempre é acabar com o que está atrapalhando: A INDIGNAÇÃO. Ela é que é nociva e nos faz mal.

Leia mais

16 jan 2013

O BRASIL NA ENCRUZILHADA


PENSAR!

Com o propósito de produzir conteúdos para tentar esclarecer os leitores sobre a relação CAUSA/EFEITO (ou Custo/Benefício) das medidas econômicas e políticas (ou a falta delas) que a cada momento são tomadas pelos nossos governantes, em 2009 resolvemos formar um grupo (informal) que recebeu o nome -PENSAR!

FUNDAMENTOS

Ao se interessar em produzir um ou mais estudos sobre a relação Causa/Efeito, quem faz parte do -PENSAR!- sabe que os textos devem ser acompanhados dos seus devidos fundamentos. Quanto mais conteúdo técnico, capaz de explicar e convencer, maior a credibilidade do estudo. Assim, mesmo o leitor que não goste do texto sabe que está diante de algo que precisa levar à sério.

IVES GANDRA MARTINS

Pois, um dos nossos Pensadores, que também é meu amigo pessoal, é o conhecido jurista Ives Gandra Martins. Na semana passada Ives me enviou o texto que foi publicado no Estadão de 14/12, com o título: O BRASIL NA ENCRUZILHADA. Para quem não teve a oportunidade de ler, me parece oportuno a sua publicação no Ponto Crítico. Eis o que Ives pensa:

ECONOMIA

A economia não é uma ciência ideológica, como quer certa corrente política. Nem uma ciência matemática, como pretendem os econometristas. É evidente que a matemática é um bom instrumental auxiliar, mas não mais que isto. Já a ideologia é um excelente complicador. A economia é, fundamentalmente, uma ciência psicossocial, que evolui de acordo com os impulsos dos interesses da sociedade, cabendo ao Estado garantir o desenvolvimento e o equilíbrio social, e não conduzi-la, pois, quando o faz, atrapalha.

TRIBUTO

Por outro lado, o interesse público, em todos os tempos históricos e períodos geográficos, se confunde, principalmente, com o interesse dos detentores do poder, políticos e burocratas, que, enquistados no aparato do Estado, querem estabilidade e bons proventos, sendo o serviço à sociedade um mero efeito colateral. Por esta razão, o tributo é o maior instrumento de domínio, sendo uma norma de rejeição social, porque todos sabem que o pagam mais para manter os privilégios dos governantes, do que para que o Estado preste serviços públicos. A carga tributária, para atender os dois objetivos, é sempre desmedida.

DÉFICIT PREVIDENCIÁRIO

Na super-elite nacional, representada pelos governantes, o déficit previdenciário gerado para atender menos de 1 milhão de servidores aposentados (considerados de 1ª categoria) foi superior a 50 bilhões de reais, em 2011; enquanto para os cidadãos comuns (de 2ª Categoria - o povo -), foi de pouco mais de 40 bilhões, para atender 24 milhões de brasileiros!!!

O PODER FASCINA!

O poder fascina! No Brasil, há 29 partidos políticos. Mesmo consultando os grandes filósofos políticos desde a antiguidade até o presente, não consegui encontrar 29 ideologias políticas diferentes, capazes de criar 29 sistemas políticos autênticos e diversos. Desde Sun Tzu, passando por indianos, pré-socráticos, a trindade áurea da filosofia grega (Sócrates, Platão e Aristóteles), pelos árabes Alfarabi, Avicena e Averróis e os patrísticos e autores medievais, entre eles Agostinho e São Tomas, e entrando por Hobbes, Locke, Montesquieu, Hegel até Proudhon, Marx, Hannah Arendt, Rawls, Lijphart, Schmitt e muitos outros, não encontrei 29 sistemas políticos distintos.Ora, 29 partidos políticos exigem de qualquer governo a acomodação de aliados e tal acomodação implica criação de Ministérios e encargos burocráticos e tributários para o contribuinte. O Brasil tem muito mais Ministérios que os Estados Unidos.Por esta razão suporta uma carga tributária indecente e uma carga burocrática caótica. Para tentar sustentar um Estado, em que a Presidente Dilma não conseguiu reduzir o peso da Administração sobre o sofrido cidadão.E os detentores do poder, num festival permanente de auto-outorga de benesses, insistem em aumentar seus privilégios, como ocorre neste fim de ano, com a pretendida contratação de mais 10.000 servidores e aumentos em cascata de seus vencimentos.Acresce-se a este quadro a ideológica postura de que os investidores no Brasil não devem ter lucro, ou devem tê-lo em níveis bem reduzidos. Resultado: México e Colômbia têm recebido investidores que viriam para o Brasil, pois tal preconceito ideológico inexiste nesses países.A consequência é que, no governo Dilma, jamais os prognósticos deram certo. Têm seus ministros econômicos a notável especialidade de sempre errarem seus prognósticos, o que dá insegurança aos agentes econômicos e desfigura o governo. Os 4,5% de crescimento do PIB para 2011 ficaram em 2,7%. Os 4,5% prometidos para 2012 ficarão ainda pior, ou seja, em torno de 1%. Que tal?

Leia mais

15 jan 2013

MODELO LATINO


PERU

No Peru, um dos poucos países (junto com o Chile, Colômbia e México) que não está contaminado pela ideologia comunista e/ou bolivariana, a autoridade econômica tem se mostrado discreta e responsável, ao subestimar o crescimento do PIB.

BRASIL

Aqui no nosso pobre Brasil, de forma corriqueiramente irresponsável a equipe econômica do governo Dilma continua absolutamente coerente: além de mentir muito, quando o assunto é economia, a taxa projetada de crescimento é sempre superestimada. Muito superestimada.

2012

Ainda mantendo o olho em 2012, cujos números oficias estão sendo processados e tabulados, o Peru deve registrar um crescimento de 6,5% do PIB. Ou seja, bem acima das expectativas do mercado e do próprio governo, como informa o relatório do INEI (o IBGE peruano), que estimava um crescimento de 5%.

BRASIL 4,5

No Brasil, infelizmente, entra ano e sai ano e a dupla Dilma/Mantega toca e canta SEMPRE a mesma e insuportável música, cuja letra diz, de forma repetitiva e em forma de juramento, que o crescimento do PIB será sempre de 4,5%.

DEFICIENTE EDUCACIONAL

Como o brasileiro em geral é incapaz, um deficiente educacional, no final de cada período a maioria do povo acaba aceitando as desculpas mais esfarrapadas para o não atingimento do superestimado número que a dupla governamental do barulho adora prometer. Ou seja, no Brasil o governo se aproveita do sentimento de otimismo (sem causa) da sociedade para superestimar, estupidamente, o crescimento econômico.

LISTA DE CULPADOS

De novo: no início de 2012, o governo peruano projetou um crescimento de 5%. Porém, como estamos vendo agora, deve entregar uma alta de 6,5%. Enquanto isso, o Brasil prometeu, para o mesmo período, um crescimento de 4,5% e, se tudo der certo, vai entregar uma ridícula alta de 1% (ou menos). Ah, junto com o mau resultado o relatório vai indicar uma centena de culpados, onde os nomes da equipe econômica jamais aparecem.

2013

Como 2012 já é passado (embora falte fechar os números oficiais) vejam como Peru e Brasil projetam a economia para 2013, que hoje completa a sua primeira quinzena: 1- as autoridades peruanas, por exemplo, estão menos otimistas. Projetam crescer 6,2% no ano (menos do que os 6,5% praticamente definidos para 2012); 2- Já as autoridades brasileiras pouco ou nada sérias, voltaram a projetar o mesmo número mágico de 4,5% de crescimento do PIB. O curioso é que, da mesma forma como ocorreu no início de 2012, ao completar os primeiros 15 dias de janeiro o próprio Banco Central, através do Boletim Focus (órgão governamental), já está corrigindo a taxa que já projeta 3,2%. Pode?Pois é, gente. No Peru, o pessoal é responsavelmente comedido; no Brasil, o pessoal é dominado pela irresponsabilidade, pela soberba e pelo narcisismo. Viva!

Leia mais