CIRCO
Mais do que sabido, percebido e pra lá de esperado, o -CIRCO- formado pela maioria dos ministros do STF e pelo Procurador Geral da República, com apoio declarado do -CONSÓRCIO FORMADO PELA MÍDIA ABUTRE-, foi montado com o indisfarçável e escandaloso propósito de -PLANTAR- NA CONSCIÊNCIA DOS MENOS AVISADOS- a -FALSA IDEIA- de que o "JULGAMENTO" do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais -SETE GOLPISTAS-, cumpre -ipsis literis- o que manda a -LEI e o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO-.
APARÊNCIA
Na real, como ficou claro na SESSÃO DE ABERTURA, ocorrida na 3ª feira, 02/09, ficou mais do que evidente de que o tal CIRCO, ou TEATRO, fosse cercado de uma enganosa APARÊNCIA de que o -FALSO- JULGAMENTO seja percebido pelo MUNDO TODO como algo absolutamente compromissado com o -LEGÍTIMO CUMPRIMENTO DA LEI-.
CONDENAÇÃO EXPLÍCITA
Pois, como já era mais do que esperado, embora a MÍDIA ABUTRE permaneça absolutamente silenciosa, os próprios ministros da PRIMEIRA TURMA, formada por -Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Carmem Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino; além do Procurador Geral, Paulo Gonet, não conseguiram esconder que os RÉUS não estão sendo JULGADOS, mas alvos de -CONDENAÇÃO EXPLÍCITA e IRREVERSÍVEL. Ou seja, o CIRCO, ou TEATRO, escancarou que pouco ou nada importam os argumentos e provas apresentadas pelos advogados de defesa. A DECISÃO, portanto, desde sempre, é apenas e tão somente PRISÃO DOS OITO RÉUS.
SHOW DE AUTORITARISMO
A propósito, ao se referir à ministra Carmem Lúcia, o pensador Rodrigo Constantino, no seu texto publicado na Gazeta do Povo, aponta que numa DEMOCRACIA DE VERDADE, todos os cidadãos têm direito de questionar o PROCESSO ELEITORAL. No Brasil isso virou coisa de GOLPISTA. Ontem, Carmen Lúcia, ao dar o seu -SHOW DE AUTORITARISMO- resolveu dar um "pito" no advogado para ele entender de uma vez por todas que não pode ousar questionar nossas urnas "auditáveis". E se alguém do povo reclamar, a ministra já tem a resposta na ponta da língua: -SÃO 213 MILHÕES DE -PEQUENOS TIRANOS que precisam conhecer seu lugar no regime instaurado pelo consórcio PT-STF. Que tal?
DEVEDOR CONTUMAZ
Como se sabe, ontem, 2/9, por 71 VOTOS A FAVOR E ZERO CONTRÁRIOS, o Senado aprovou o relatório do projeto de lei que institui o Código de Defesa do Contribuinte e estabelece regras mais duras contra o chamado -DEVEDOR CONTUMAZ- tipo EMPRESAS E PESSOAS FÍSICAS que deixam de pagar impostos de maneira planejada e repetida para FRAUDAR O FISCO. Este importante projeto, vale lembrar, foi retirado da gaveta após a megaoperação - CARBONO OCULTO-, deflagrada na semana passada pela Receita e Polícia Federal. Tudo leva a crer que face à acachapante votação obtida no Senado, o Projeto também será aprovado por unanimidade, ou muito perto disso, na Câmara Federal.
LEGALIZAÇÃO DO CALOTE DE PRECATÓRIOS
O que chama muito a atenção, é que logo após APROVAR -REGRAS MAIS DURAS AOS DEVEDORES CONTUMAZES-, no que diz respeito às EMPRESAS E PESSOAS-, os senadores aprovaram -EM DEFINITIVO-, por 72 VOTOS A FAVOR E 2 CONTRÁRIOS, uma PEC - (Projeto de Emenda Constitucional)- que simplesmente -LEGALIZA o CALOTE DE PRECATÓRIOS- e com isso -ABRE AS PORTAS PARA NOVOS GASTOS DO GOVERNO-. Pode? Em síntese, o Senado, aprovou o parcelamento e a ROLAGEM INDEFINIDA DE PRECATÓRIOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS, RETIRA OS FEDERAIS DA REGRA FISCAL A PARTIR DE 2026 E AINDA REDUZ O ÍNDICE DE REAJUSTE DOS VALORES DEVIDOS.
ESTÍMULO À JUDICIALIZAÇÃO EM MASSA
Pois, na avaliação do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), publicada na Gazeta do Povo de hoje, a aprovação da PEC DO CALOTE DO GOVERNO -dificultará o processo administrativo, estimulará a judicialização em massa e agravará a crise fiscal e social. “Trata-se de uma proposta que SACRIFICA A SEGURANÇA JURÍDICA, A RESPONSABILIDADE FISCAL DE LONGO PRAZO E A JUSTIÇA SOCIAL NO ALTAR DE UMA CONVENIÊNCIA ORÇAMENTÁRIA IMEDIATISTA E ILUSÓRIA, informa o relatório técnico do IBDP que analisa a medida.
ABRE CAMINHO PARA NOVOS GASTOS DO GOVERNO
Mais: como refere a matéria da Gazeta do Povo, ao retirar o pagamento dos precatórios do teto do arcabouço fiscal, a PEC ABRE ESPAÇO para o governo federal AMPLIAR GASTOS -sem comprometer a META-.
Como se vê, o Senado decidiu -PUNIR os DEVEDORES CONTUMAZES -PESSOAS JURÍDICAS E FÍSICAS- e praticamente com o mesmo número de votos achou por bem PREMIAR O GOVERNO LULA, que ganha o DIREITO DE SER O -DEVEDOR -OBSTINADO, INSISTENTE E, PORTANTO, CONTUMAZ-. Que tal?
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: O ESPETÁCULO DA ADULAÇÃO SERVIL, por Alex Pipkin. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
JAVALIS
Mais do que sabido, o JAVALI é considerado uma PRAGA devido ao seu status de espécie exótica invasora que causa DANOS SIGNIFICATIVOS à agricultura, destruindo lavouras e competindo com animais nativos por recursos. Como tal também promove impactos ambientais, como a erosão do solo, a degradação de nascentes e corpos d'água e a predação de animais e sementes nativas. Além disso, representa um risco sanitário ao transmitir doenças para a pecuária e seres humanos, e pode causar DANOS SOCIAIS como ataques a pessoas e animais domésticos. Mais: a -União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classifica o JAVALI entre as 100 PIORES ESPÉCIES DE ANIMAIS INVASORES de todo o planeta, ao lado de outras PRAGAS, como o RATO e os MOSQUITOS.
PROBLEMA IDEOLÓGICO
Como os governos petistas e/ou esquerdistas em geral veem e tratam os JAVALIS com um olhar absolutamente -IDEOLÓGICO,- aí pouco ou nada acontece no sentido de CONTER O DESCOMUNAL AVANÇO DA PRAGA. Assim, enquanto os gestores públicos (IBAMA) impõem prejuízos ao MEIO AMBIENTE e ao SETOR RURAL, os JAVALIS são poupados para que possam -VIVER EM PAZ -pisoteando ou escavando a terra em busca de alimentos; invadindo granjas de aves, em busca de comida; e como afirma a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), ainda são capazes de destruir, em apenas um dia, 10% de uma lavoura.
PRAGA HUMANA PETISTA
Pois, a exemplo da -PRAGA DO JAVALI-, os governos petistas têm como OBJETIVO o crescimento e o desenvolvimento de uma -PRAGA DESUMANA PETISTA- onde todos aqueles que se DEDICAM A CONSTRUIR E PROMOVER -ATOS DE CORRUPÇÃO, MÁ GESTÃO PÚBLICA, IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, PRODUÇÃO DE DÉFICITS NAS CONTAS PÚBLICAS, ROMBOS NAS ESTATAIS, e/ou ROUBALHEIRAS E FRAUDES DE TODOS OS TIPOS E TAMANHOS- devem ser considerados -INTOCÁVEIS- e como tal têm o sagrado direito de VIVER EM PAZ, causando sistematicamente -DANOS SIGNIFICATIVOS À SOCIEDADE BRASILEIRA COMO UM TODO-.
ROMBOS
Pois, dentro desta -LÓGICA DE RACIOCÍNIO PETISTA- as ESTATAIS FEDERAIS apresentaram DÉFICIT de R$ 5,52 BILHÕES no acumulado de janeiro a julho. Esse foi o maior saldo negativo para o período da série histórica, iniciada em 2002, como aponta o relatório “Estatísticas Fiscais” divulgado pelo Banco Central na 6ª feira, 29. Nos 7 primeiros meses de 2024 o DÉFICIT havia sido de R$ 3,42 bilhões. Em 2025, o SALDO NEGATIVO AUMENTOU 61,1%. Que tal?
Detalhe: quando uma estatal apresenta necessidade de financiamento, o Tesouro Nacional entra em campo para cobrir o ROMBO, com mais dívida ou recursos arrecadados por impostos. Isto explica, em boa parte, as razões pela qual a Dívida Bruta do Governo Geral – que compreende o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos estaduais e municipais atingiu 77,6% do PIB (R$ 9,6 trilhões) no mês passado.
LOUCURA POLÍTICA
Para aqueles que buscam razões e explicações sobre o pensamento e o comportamento dos ESQUERDISTAS, me apresso em acompanhar a sugestão feita por um leitor atento o qual sugere a leitura do livro - A MENTE ESQUERDISTA -AS CAUSAS PSICOLÓGICAS DA LOUCURA POLÍTICA, do psiquiatra americano Dr. Lyle H. Rossiter, formado na Universidade de Chicago. Por conta da grande experiência adquirida no campo do diagnóstico e tratamento de DOENÇAS MENTAIS, Lyle passou a ser muito requisitado por inúmeros órgãos públicos, tribunais e advogados particulares como -PSIQUIATRA FORENSE- prestando consultoria em milhares de casos civis e criminais na Justiça dos EUA.
ATAQUES DO ESQUERDISMO
Na sua obra, Lyle H. Rossiter discorre sobre a -NATUREZA HUMANA E A LIBERDADE HUMANA E A RELAÇÃO ENTRE ELAS-. Resumidamente, é uma tentativa de conectar mecanismos da mente a certas condições econômicas, sociais e políticas, aquelas sob as quais a LIBERDADE E A ORDEM PODEM FLORESCER. Mais: em seus esforços "para formar uma União perfeita", os -FUNDADORES DA AMÉRICA- TINHAM A INTENÇÃO DE ESTABELECER A JUSTIÇA, ASSEGURAR A PAZ, GARANTIR A DEFESA DA NAÇÃO, PROMOVER SEU BEM-ESTAR GERAL E PROTEGER AS BENÇÃOS DA LIBERDADE-. Entretanto, ao longo do século XX inteiro e o início deste século (XXI), o que se viu foram -ATAQUES INCANSÁVEIS DO ESQUERDISMO A TODOS ESSE OBJETIVOS-. Embora contundentemente deficientes em termos de substância política, esses ataques têm sido bem-sucedidos na exploração da natureza psicológica do homem para propósitos socialistas. O enfrentamento desses destrutivos ataques, segundo Rossiter, exige uma compreensão clara da relação entre a psicologia humana e o processo social.
IMATURIDADE DE FUNDO - PAI PROTETOR
Em tese, para o psiquiatra, o ESQUERDISMO, mais do que uma escolha racional, nasce de traços psicológicos e emocionais. Para ele, há uma IMATURIDADE DE FUNDO que se revela através da tendência de esperar que o Estado assuma o papel de “pai protetor”, suprindo necessidades, resolvendo conflitos e anulando responsabilidades individuais. Eis aí os PRINCIPAIS TÓPICOS:
PRINCIPAIS TÓPICOS
1. PSICOLOGIA DA DEPENDÊNCIA - Lyle descreve o “progressista” como alguém que rejeita a autonomia adulta. Segundo ele, há uma dificuldade de lidar com a responsabilidade pessoal e com os limites impostos pela realidade. Essa postura leva a uma demanda constante por INTERVENÇÃO ESTATAL como se fosse um substituto da AUTORIDADE PARENTAL.
2. O PAPEL DA VÍTIMA - Rossiter aponta que o discurso de esquerda se ancora fortemente na vitimização. Ao ver indivíduos e grupos como eternas vítimas de forças externas, cria-se justificativa para transferir poder e recursos ao Estado.
3. UTOPIA E NEGAÇÃO DA REALIDADE - O autor critica a crença em uma sociedade perfeita, livre de desigualdades, injustiças e sofrimentos. Ele associa isso à negação dos aspectos trágicos e imperfeitos da condição humana. Essa utopia, segundo Rossiter, leva a políticas inviáveis e destrutivas.
4. ATAQUES ÀS INSTITUIÇÕES TRADICIONAIS - O livro enfatiza que família, religião e livre iniciativa são alvos frequentes da esquerda. O motivo, para o autor, é que essas instituições reforçam independência e responsabilidade pessoal, em contraste com a dependência do Estado.
5. A LOUCURA POLÍTICA - Rossiter usa sua formação em psiquiatria para argumentar que o esquerdismo, em essência, é uma PATOLOGIA SOCIAL. Ele o descreve como uma forma de regressão psicológica que infantiliza o cidadão e enfraquece a sociedade.
CONCLUSÃO
Rossiter conclui que a mente esquerdista -busca segurança e proteção às custas da liberdade e da responsabilidade-. Para ele, isso leva inevitavelmente a GOVERNOS MAIS AUTORITÁRIOS E MENOS EFICIENTES. Em contraste, o CONSERVADORISMO valorizaria a MATURIDADE, a AUTODISCIPLINA e o REALISMO SOBRE A NATUREZA HUMANA.
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR + de hoje: A LINHA VERMELHA, por Percival Puggina. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
SINO DA DITADURA
As fortes badaladas do SINO DA DITADURA BRASILEIRA, conduzida pela -JUNTA GOVERNAMENTAL- composta pelo presidente LULA, pela maioria dos ministros do STF e pelos irrelevantes presidentes da Câmara e do Senado, dão por encerrado o mês de agosto com a PROMESSA, ou CERTEZA, de que nos próximos quatro meses que restam para o fechamento de 2025 a -TIRANIA- será ainda mais implacável com aqueles que insistem com a volta da DEMOCRACIA.
LEI MAGNITSKY E TARIFAÇO
Antes de tudo há que se admitir que o que menos faltou neste incrível mês foi EMOÇÃO. Ainda que Donald Trump tenha SANCIONADO o ministro Alexandre de Moraes com a LEI MAGNITSKY no dia 30 de JULHO, o FATO é que a REPERCUSSÃO, assim como o ESPERNEIO DO MINISTRO E SEUS APOIADORES, aconteceu pra valer ao longo do mês de AGOSTO. Além disso, VALE LEMBRAR, o SOBERANO -TARIFAÇO- imposto aos produtos e serviços que o Brasil exporta para os EUA, entrou em vigor no dia 6 DE AGOSTO, deixando milhares de empresários exportadores em MODO -DESESPERO-.
TANTAS EMOÇÕES...
Como se já não bastasse TANTAS EMOÇÕES, na terça-feira, 26, a COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA -que PROMETE INVESTIGAR as FRAUDES DO INSS-, deu início aos trabalhos. Ontem, quinta-feira, 28, a POLÍCIA FEDERAL e a Receita Federal entraram em cena para DEFLAGAR DUAS INUSITADAS OPERAÇÕES VOLTADAS AO COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, mais precisamente o PCC.
QUASAR E TANK
1- OPERAÇÃO -QUASAR- que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. A investigação identificou um esquema sofisticado que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.
2- OPERAÇÃO -TANK-, visando o desmantelamento de uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná. O grupo criminoso atuava desde 2019 e é suspeito de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.
DÚVIDA CRUCIAL
Por mais importantes que sejam as EMOÇÕES vividas (até agora, faltando poucas horas para o encerramento do mês de AGOSTO), a grande e crucial dúvida que, infelizmente, paira na cabeça dos brasileiros dotados de discernimento é a seguinte:
1- o STF vai validar tudo aquilo que a CPMI DA FRAUDE DO INSS promete desnudar?
2- o PCC, que Lula garante não ser uma ORGANIZAÇÃO TERRORISTA e/ou CRIMINOSA, vai aceitar tudo aquilo que as DUAS OPERAÇÕES DEFLAGRADAS PELA POLÍCIA FEDERAL E PELA RECEITA FEDERAL devem revelar?
Confesso que tenho muita dificuldade para acreditar que algo de bom vai acontecer...
ESPAÇO PENSAR+
No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: A TEORIA E A PRÁTICA DA DESFAÇATEZ, por Alex Pipkin. Confira aqui: https://pontocritico.com/espaco-pensar
RAINHA DE COPAS
Na medida em que o ministro -SEM FREIOS-, Alexandre de Moraes, passou a tomar decisões absurdas sobre qualquer coisa, ignorando por completo o que reza e determina a nossa Constituição, mais e mais textos contendo críticas e comentários passaram a ser produzidos e compartilhados por cidadãos que prezam a LIBERDADE, a DEMOCRACIA e o ESTADO DE DIREITO. Pois, de tantos textos que recebo a todo momento, esse aí, com o título - CORTEM-LHE A PALAVRA-, escrito pelo advogado Leonardo Corrêa, no qual compara Moraes com a RAINHA DE COPAS, merece ser repassado. Eis:
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
“Em Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll nos apresenta uma figura tão excêntrica quanto tirânica: a Rainha de Copas. Soberana de um reino sem lógica, ela governa por impulsos, irrita-se com perguntas e sente prazer em ordenar, a cada contrariedade, a execução sumária de seus súditos. Seu grito de guerra — “Cortem-lhe a cabeça!” — não depende de CULPA, de PROVAS, nem mesmo de CONTEXTO. Bastam um olhar enviesado, uma palavra mal colocada ou um simples gesto de autonomia para que a sentença seja proferida antes mesmo do julgamento. O processo, ali, é uma encenação. A rainha não ouve: ela DECRETA.
CORTEM-LHE A CABEÇA
A RAINHA DE COPAS não é má apenas por ser cruel. Ela é perigosa porque transforma a autoridade em capricho. A lei, em sua corte, não é um limite — é um enfeite. O ritual da justiça serve apenas para legitimar o comando que já foi emitido antes da audiência começar. “Cortem-lhe a cabeça!” substitui o veredito. E o veredito, como tudo em seu reino, é proferido com a leviandade de quem nunca foi contestado.
DEPOIMENTO DE ALDO REBELO
Foi impossível não evocar essa figura ao ler a matéria publicada pelo G1, em 23 de maio de 2025, sobre o depoimento do ex-ministro Aldo Rebelo na ação que apura a suposta tentativa de golpe de Estado. Segundo o jornal, o ministro Alexandre de Moraes interrompeu a oitiva e ameaçou prender a testemunha por desacato, caso ela “não se comportasse”. Nenhuma ofensa foi registrada. Nenhum desrespeito à ordem. Apenas uma divergência interpretativa. Rebelo, como é de seu perfil público, expôs uma leitura crítica sobre os fatos do 8 de janeiro, sugerindo que foram superdimensionados por conveniência política.
RESPOSTA REVELADORA
A resposta do ministro foi imediata — e reveladora:
Alexandre de Moraes: “O senhor está aqui como testemunha, e não como comentarista político. Se não se comportar como testemunha, será preso por desacato. O senhor está aqui para responder objetivamente ao que for perguntado.”
Aldo Rebelo: “Ministro, estou respondendo com objetividade.”
Alexandre de Moraes: “Não está. Está fazendo ilações e comentários. A audiência não é o lugar para isso.”
O que se vê aqui não é a preservação da ordem processual — é a domesticação da palavra. A testemunha é tolerada enquanto confirma a versão oficial. Quando ousa pensar, transforma-se em ameaça. E como no reino da Rainha de Copas, o veredito vem antes da escuta. A sentença é prévia: “Comporte-se ou será preso.” A divergência já é suspeita. A consciência crítica, quase subversiva.
JOGO DE COPAS
Não houve quebra de decoro. Houve, sim, quebra de narrativa. E é isso que não se perdoa no reino das copas togadas. No mundo jurídico que se desenha, onde o processo tornou-se rito de confirmação, o dissenso é tratado como disfunção. A testemunha que ousa falar fora do script institucional é imediatamente chamada à ordem — não à ordem da lei, mas à ordem da submissão. “Comporte-se ou será preso” é apenas a versão jurídica de um velho brado: Cortem-lhe a palavra!.
A Constituição brasileira, no entanto, não foi escrita para agradar soberanos de temperamento instável. O artigo 5º, inciso LIV, estabelece o devido processo legal como pedra angular da República. Isso implica respeito à imparcialidade do juiz, à liberdade das partes — inclusive das testemunhas — e à distinção entre julgar e acusar. O juiz que ameaça prender uma testemunha por expressar uma leitura divergente dos fatos, sem provocação do Ministério Público, não atua como garantidor: atua como parte. Mais que isso: atua como dono da sala, do processo e da verdade. Há decisões que protegem o Estado de Direito. E há decisões que protegem o Estado contra o Direito. Saber distingui-las não é rebeldia — é responsabilidade republicana.
O silêncio do Ministério Público, se confirmado, é cúmplice por omissão. Quando o órgão acusador abdica da sua função, e o juiz assume o comando do espetáculo, o processo penal deixa de ser instrumento de Justiça e passa a ser ritual de domesticação. Testemunhas passam a ser personagens. E o julgamento, uma peça escrita para legitimar o desfecho previamente desejado.
Essa fusão entre o Estado que acusa e o Estado que julga não é nova — é, na verdade, uma das fórmulas clássicas dos regimes autoritários. Nos sistemas em que o poder se fecha sobre si mesmo, a distinção entre quem investiga, quem denuncia e quem condena desaparece. O processo se torna teatro. E o juiz, longe de ser árbitro, torna-se diretor e protagonista da narrativa de poder.
A ameaça de prisão não foi jurídica — foi pedagógica. Serviu de aviso a todas as futuras testemunhas: digam o que esperamos ouvir ou preparem-se para sanções. O que se exige, agora, não é apenas que se respondam às perguntas — é que se confirmem as teses. A verdade já não é o objetivo. Ela é o obstáculo.
Contra isso, a resposta não pode vir da teatralidade ou da indignação performática. Ela precisa vir do texto, da Constituição, dos princípios do Constitucionalismo Republicano. Porque juiz não é rei, nem rainha. A toga não confere infalibilidade, mas responsabilidade. O poder de punir não autoriza o poder de intimidar. E quando o Estado passa a tratar a divergência como insubordinação, ele rompe com os fundamentos da República e abraça, com pompa e sem remorso, a lógica das cartas marcadas.
No mundo real, não há “CORTEM-LHE A CABEÇA”. Mas há algo talvez mais cruel: o “CORTEM-LHE O MICROFONE, o CORTEM-LHE O SENTIDO, o CORTEM-LHE A LIBERDADE. E nesse JOGO DE COPAS, quem perde não é a testemunha — é a JUSTIÇA.
Mas talvez nos reste uma pergunta incômoda, quase imprópria: e nós? Que papel nos cabe nesse tribunal onde a palavra é vigiada e o silêncio é conveniente? Não seríamos, por acaso, os súditos discretos da Rainha de Copas, tão habituados à encenação que já confundimos justiça com espetáculo? Talvez o grito não seja mais “cortem-lhe a palavra”, mas algo mais manso — e mais eficaz: “sigam assistindo”. Sem cabeças rolando — mas com o Estado de Direito, lentamente, sendo cortado pela raiz.”