Artigos

10 jun 2021

AINDA SOBRE O -DESPIORAR-, OU -DESMELHORAR-


O BRASIL DO MENOS PIOR

Diante da forte repercussão -negativa- que causou o lamentável uso do termo -DESPIORA- utilizado por um dos péssimos colunistas do jornaleco -Folha de São Paulo- com o firme propósito de DESQUALIFICAR o inegável bom desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano, volto ao tema. E, por oportuno, faço uso do ótimo e esclarecedor artigo -O BRASIL DO MENOS PIOR-, escrito pelo colunista do Diário de Petrópolis, Gastão dos Reis. Eis:


FHC E LULA

A foto de FHC e Lula juntos publicada nos jornais de sábado, 22.05.2021, é emblemática. Reflete bem a que ponto a mediocridade e a falta de rumos nos atingiram em cheio. Tem ainda um lado simbólico revelado pelo ato falho das mãos fechadas encostadas uma à outra que nos relembram de troca de socos. Aliás, bem mais revelador do que foi a vida pública de ambos. FHC parece ter esquecido o que ocorreu após a transmissão do cargo de presidente. Lula o levou até o elevador e lhe disse: “Você deixa aqui um amigo”.


HERANÇA MALDITA

Pouco depois, o amigo (da onça, claro!) deu início ao discurso da herança maldita de FHC. Na verdade, poucos presidentes receberam do antecessor o país em condições tão boas. Herança maldita teria sido aquela pela qual o PT vinha lutando: o Plano Real seria mais uma enganação do povo; as privatizações, apenas a venda a preço vil das estatais; e as demais reformas necessárias, em especial a trabalhista, um esbulho do trabalhador. Ou seja, tudo aquilo que o País necessitava para entrar nos eixos e partir para o crescimento sustentado. Era o PT apostando num projeto tipo Venezuela. No momento, ser contra a privatização da Eletrobrás mostra que Lula não mudou.


CARÁTER

Há ainda, em Lula, a questão do caráter. Eu me recordo bem do episódio ocorrido quando ele era presidente. Em 2004, um faxineiro do aeroporto de Brasília achou no banheiro uma maleta com dez mil dólares.  Procurou o dono pelo autofalante, o achou e devolveu o dinheiro. O exemplo de honestidade foi celebrado pela mídia, em especial por se tratar de uma pessoa humilde. Recebido por Lula no Alvorada, foi indagado, mais de uma vez, no relato que li, por que devolveu o dinheiro achado, deixando no ar a insinuação que deveria ter sido mais imaginativo. Curto e grosso: ter enfiado o dinheiro no bolso.


VISTA GROSSA

Permite ainda entender o comportamento de Lula em fazer vista grossa aos companheiros envolvidos no Mensalão, no Petrolão e até em relação aos que pilharam os fundos de pensão das estatais. Eles meteram a mão no bolso dos próprios trabalhadores que o PT dizia representar. Lula pediu ainda ao diretor da Infraero que aumentasse o salário do faxineiro, colocando-o no quadro permanente. O episódio ilustra bem o custo do serviço público para fazer a mesma coisa: o salário do faxineiro dobrou. Instituições internacionais hoje criticam o custo astronômico do nosso setor público face ao privado para realizar tarefa idêntica. Sugerem congelamento temporário de salários para reduzir essa discrepância a favor ao setor público, única por padrões internacionais.


RACIONALIDADE

Merval Pereira, em um de seus últimos artigo em O Globo, relembrou aquele comentário do Tim Maia de que o Brasil é o país onde prostituta chega ao orgasmo, traficante se vicia e cáften se apaixona. A verdade é que tais desvios não são exclusividade nossa. Filmes estrangeiros nos apresentam situações semelhantes em vários roteiros. Mas essa é uma visão comandada pelo peso do emocional. O mais grave é que no plano da fria racionalidade, o Brasil virou-se pelo avesso: militares fazem política; políticos não estão nem aí para o bem comum (corrupção sistêmica); o judiciário extrapola em muito o teto constitucional de remuneração do servidor público. Em suma: viramos um povo (indignado) que serve a uma burocracia ao invés de ser servido por ela.


PARLAMENTARISMO

Nos meus tempos de Universidade da Pensilvânia (1977-1980), eu me lembro de ter notado, em função do número de artigos publicados, o interesse despertado entre estudiosos americanos quanto ao efeito dos sistemas políticos sobre o desempenho dos países. Um deles analisava até mesmo em que medida o presidencialismo latino-americano poderia ser responsabilizado pelas frequentes crises que afetavam a região. Naquela época, eu me recordo que era um tema pouquíssimo analisado no Brasil. E, não obstante, o Brasil foi uma ilustre exceção no século XIX com seu regime parlamentarista. Os países de língua espanhola já nasceram sob o malfadado regime presidencialista.     

O sistema parlamentarista, que nos deu décadas de estabilidade no passado monárquico, dispõe de dispositivos contra crises que nos fazem muita falta ainda hoje. Um gabinete (governo) só se mantém se gozar do voto de confiança do Parlamento. Diferentemente do presidencialismo, a confiança do eleitor no governo é o fiel da balança. Ao faltar, em qualquer momento, um governo pode cair e ser substituído por outro em novas eleições. Não há que esperar quatro ou cinco anos até a data fixa da próxima eleição presidencial, salvo quando se recorre ao complicado e demorado processo de impeachment.  

O parlamentarismo, no passado (e poderá fazê-lo no futuro), foi um regime que nos livrou também da síndrome do transitado em julgado. Em especial, aquela situação de políticos que se apropriam impunemente de dinheiro público, e perpetuam-se na vida pública interpondo recursos protelatórios na Justiça. No regime parlamentar, a vida pública de um político depende de sua credibilidade junto à opinião pública. E não de malabarismos jurídicos como ocorre, em especial, no nosso presidencialismo.     

A primeira reação nossa é que o político acusado só poderia pagar pelo seu crime após ser verificada a culpa consumada. No fundo, perdemos a noção de que dinheiro público deveria ser algo sagrado. No parlamentarismo, a simples quebra de confiança é motivo cabal para afastar um político da vida pública.  

Neste cenário, o caso Lula já estaria morto e sepultado. Mas os absurdos com que convivemos lhe permitem ser novamente candidato à presidência. Alegou-se(!), anos depois, e após condenação por unanimidade por um colegiado se juízes, que o foro correto deveria ter sido Brasília e não Curitiba. E foi assim que o Brasil se conformou em conviver com o menos pior não só na política como em inúmeras outras situações. A tolerância com o menos pior por décadas abriu as portas para o pior do Brasil. Tarda a hora de dar um basta!



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09 jun 2021

A ECONOMIA -DESPIORA-, SEGUNDO A FOLHA. QUE TAL?


A ECONOMIA BRASILEIRA MELHORA

Nos últimos editoriais tenho me dedicado a apresentar dados inquestionáveis que dão a entender, claramente, que a ECONOMIA BRASILEIRA, ainda que muito enfraquecida por tantas e severas intervenções governamentais ao longo dos últimos 50 anos (mais precisamente a partir de 1974 quando Ernesto Geisel assumiu a presidência do Brasil) já começa a dar sinais de efetiva MELHORA. 


BONS EFEITOS

Vejam que após a divulgação do crescimento de 1,2% do PIB BRASILEIRO do primeiro trimestre de 2021, os BOLETINS que são assinados e divulgados por analistas do mundo todo estão dizendo, categoricamente, que as DOSES DE LIBERDADE ECONÔMICA que vem sendo ministradas pelo atual governo começam a produzir bons efeitos. Isto, vale lembrar, à despeito das lamentáveis alterações impostas pelas FORÇAS DO MAL, que se recusam a aprovar as medidas que poderiam acelerar a recuperação do País. 


POSITIVO, NÃO!

Pois, dentro deste ambiente, onde a ESPERANÇA começa a dar sinais de vida, a MÍDIA ABUTRE, sempre focada na aposta do -QUANTO PIOR MELHOR-, não admite, em hipótese alguma, que seus leitores, ouvintes e telespectadores saibam que a economia brasileira possa dar sinais de MELHORA . Aí, mesmo diante de números absolutamente inquestionáveis, a ordem é seguir usando termos e palavras que escondam a existência de algo POSITIVO. 


DESPIORA

Vejam, por exemplo, o caso da FOLHA DE SÃO PAULO, integrante de primeira hora do Consórcio formado pelos membros da MÍDIA ABUTRE. Ontem, 8/6, através de seus colunistas, evitando dizer que o Brasil está apresentando uma efetiva MELHORA econômica, o péssimo jornaleco achou por bem usar o termo DESPIORA. Que tal?  



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08 jun 2021

A BOA FORMA DA LOGÍSTICA


PREFIRO FICAR AFASTADO DESTA ENERGIA MÓRBIDA

Enquanto a CPI da Covid, com apoio total e irrestrito dos meios de comunicação que integram o CONSÓRCIO DA MÍDIA ABUTRE, segue firme na sua sanha de responsabilizar a todo e qualquer custo o atual governo por TODAS as mortes, independente das causas, tanto registradas quanto a registrar, neste nosso imenso Brasil, prefiro ficar afastado desta lamentável ENERGIA MÓRBIDA prestando informações e opiniões sobre o bom momento que VIVE a nossa ECONOMIA, onde vários setores dão sinais de boa recuperação. 


EDITORIAIS RECENTES

Em recentes editoriais, como os leitores perceberam, escrevi sobre o importante crescimento de 1,2% do PIB BRASILEIRO no primeiro trimestre deste ano (2021). Da mesma forma apontei para o excelente crescimento do índice de FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO, indicador que define o INVESTIMENTO que está sendo feito pelo SETOR PRIVADO no sentido de aumentar a OFERTA DE BENS E SERVIÇOS em níveis capazes de atender a DEMANDA que está se mostrando aquecida. 


LOGÍSTICA

Ora, se algum leitor, por alguma razão, ainda se mostra reticente e/ou com pouca crença neste claro bom desempenho da ECONOMIA BRASILEIRA, proponho que veja, com olhos bem abertos, o que diz o SETOR LOGÍSTICO, que consiste no processo de planejar, executar e controlar a MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS destinadas aos mais variados INSUMIDORES E CONSUMIDORES espalhados por todos os cantos do nosso imenso País. 


ÍNDICE DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS

Pois, para esses ainda meio descrentes peço que atentem para o que está posto no relatório “Índice da Movimentação de Cargas do Brasil” desenvolvido pela AT&M, empresa líder no processo de averbação eletrônica para seguros de transporte de cargas, empresa pioneira na criação da averbação eletrônica para o transporte de cargas. Diz ali que no PRIMEIRO QUADRIMESTRE de 2021 foram registrados R$ 2,9 trilhões em movimentação de cargas no País. Um aumento de 38,63% sobre o mesmo período de 2020, quando foram contabilizados R$2,1 trilhões. Atenção: a base de dados do relatório é formada por mais de 25 mil empresas, entre transportadoras, operadores logísticos e embarcadores. No primeiro quadrimestre de 2021 foram 327 milhões de documentos -averbados- que representam os pedidos de transportes realizados, sendo que no mesmo período do ano passado foram 185 milhões documentos averbados. 


DOCUMENTOS AVERBADOS

O relatório também aponta que em 2020 foram registrados R$ 7,5 trilhões em movimentação de cargas, sendo que em 2019, foram contabilizados R$6,8 trilhões, um aumento de 10%. Ao todo foram 792 milhões de documentos averbados que representam os pedidos de transportes realizados no período. Em 2020, cerca de 52% das movimentações de cargas registraram origem de embarque no estado de SP. Na sequência, temos MG (11,20%) e RS (5,16%). No primeiro quadrimestre de 2021, 54,40% dos embarques tiveram origem também no estado de SP. Na sequência, aparecem no relatório os estados de MG (10,32%), PR (5,35%) e RS (4,77%).


NOTAS FISCAIS E CONHECIMENTOS DE TRANSPORTES

METODOLOGIA  

Segundo Thiago Marques, CEO DA AC&M, os indicadores não são construídos com base em pesquisa ou percepções de mercado. Ele explica que são contabilizados a partir de notas fiscais e Conhecimentos de Transportes (CT-es) eletrônicos informados diariamente no momento do embarque pelo transportador, ou seja, revelam com exatidão os valores das cargas movimentadas no território nacional. Mais: Desde 2018, os dados de movimentação de cargas que são informados oficialmente ao mercado pela AT&M refletem com segurança, o termômetro do transporte de cargas do Brasil. Para a contabilização diária, sem interrupções, sete vezes por semana, 24 horas por dia, a empresa mantém infraestrutura tecnológica formada por servidores instalados em um dos maiores data centers do mundo.   


ESPAÇO PENSAR +

Leia no ESPAÇO PENSAR + de hoje: FUTEBOL E ESQUERDA SE MERECEM- por J.R.Guzzo (publicado na Gazeta do Povo - 07.06.21). https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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07 jun 2021

AINDA SOBRE O CRESCIMENTO DE 1,2% DO PIB BRASILEIRO


BOLA DE CRISTAL DO MERCADO

Na semana passada, o tema dominante para aqueles que se preocupam com saúde da nossa economia foi, sem a menor dúvida, a divulgação da taxa de crescimento, de 1,2%, do PIB. O assunto ganhou um destaque maior porque os ANALISTAS DE ARAQUE, como referi no editorial do dia 2 de junho, projetavam um percentual de crescimento bem menor, na ordem de 0,8%. Como se vê, a taxa informada pelo IBGE ficou 50% maior do que mostrava a trincada BOLA DE CRISTAL DO MERCADO. 


FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO

Entretanto, o que me faz voltar ao tema é o FATO RELEVANTE, que pouco ou nada foi explorado e/ou informado aos interessados, o qual diz respeito à FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO  (FBCF), que avançou 4,6% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao período anterior, somando R$ 397,5 bilhões, acumulando assim TRÊS TRIMESTRES SEGUIDOS DE ALTA.

 


DETALHE IMPORTANTE

Um detalhe muito importante, que precisa ser levado em conta, é que a FBCF, - na comparação com igual período do ano passado, disparou fantásticos 17,0%. Mais: este importante índice, que (repito) mede os investimentos dentro do PIB, já havia crescido 20% no quarto trimestre de 2020, em relação aos três meses antecedentes, a MAIOR TAXA para este tipo de comparação desde o início da série histórica, em 1996, como foi divulgado pelo IBGE.

 

 


PRODUÇÃO DE BENS

Vale lembrar que esse indicador -FBCF-, calculado trimestralmente pelo IBGE, mede O QUANTO AS EMPRESAS AUMENTARAM OS SEUS BENS DE CAPITAL, ou seja, aqueles bens que são utilizados para a produção de outros bens, como máquinas, equipamentos e material de construção. Ele é pra lá de importante porque indica se a CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DO PAÍS está crescendo e também se os empresários estão confiantes no futuro.


OFERTA, DEMANDA E INVESTIMENTOS

Faço esta observação com destaque porque quem realmente faz a RODA DA ECONOMIA GIRAR é a OFERTA. E, para que a OFERTA aconteça de tal forma que possa suprir a não menos importante DEMANDA, só existe um combustível: INVESTIMENTOS. Para tanto, o ambiente exige CONFIANÇA. Pois, pelo que informam as seguidas e consistentes altas do crescimento da FORMAÇÃO BRUTA DE CAPITAL FIXO, tudo leva a crer que o Brasil voltou a entusiasmar os INVESTIDORES.   


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR + de hoje:  O PETISMO ENRUSTIDO DE FHC - por PERCIVAL PUGGINA. Para ler acesse: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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04 jun 2021

POVO ORDEIRO OU CORDEIRO??


DNA DO SER HUMANO

Em 1975, um professor e uma aluna da UCLA -Universidade da Califórnia- publicaram um artigo na revista científica -Science- anunciando que o DNA do SER HUMANO seria 99% idêntico ao de um chimpanzé. Outros cientistas, por sua vez, seguem afirmando que homens e cachorros compartilham 84% do mesmo material genético. 


CORDEIROS E LOBOS

Entretanto, no que diz respeito ao COMPORTAMENTO, notadamente no nosso imenso Brasil, não é preciso ser iniciado em Ciência para admitir que, EM GERAL, o povo brasileiro guarde enorme semelhança com os CORDEIROS. Já no PARTICULAR, aqueles que fazem parte da nojenta -ELITE DO SETOR PÚBLICO-, têm tudo a ver com os LOBOS, ainda que usem peles de CORDEIROS para disfarçar. 


REBANHO E ALCATEIA

Vale lembrar que, a exemplo dos HUMANOS, os CORDEIROS têm temperamento calmo e manifestam menor reatividade. Mais: os CORDEIROS também são animais gregários, ou seja, vivem em REBANHO, se assustam constantemente. Detalhe: algumas espécies são criadas com a finalidade de produzir LÃ; enquanto outras se mostram como boas produtoras de CARNE. Já os LOBOS, cujo coletivo é ALCATEIA, são animais carnívoros do tipo que veem os CORDEIROS como uma bela refeição. 


COVID-19 ESCANCAROU O COMPORTAMENTO

Esta comparação comportamental de BRASILEIROS com CORDEIROS e/ou LOBOS ficou ainda mais clara depois que a COVID-19 foi declarada como PANDEMIA. A partir daí, a maioria do POVO fez questão de mostrar que tem comportamento idêntico ao do CORDEIRO. Da mesma forma, a ELITE DO SETOR PÚBLICO, assim como a MÍDIA ABUTRE, mostraram o quanto têm afinidade com o comportamento dos LOBOS. LOBOS FEROZES, para ser mais preciso. 


COMPORTAMENTO ORDEIRO OU COMPORTAMENTO DE CORDEIRO?

O curioso, ou lamentável, é que muita gente confunde COMPORTAMENTO ORDEIRO com COMPORTAMENTO DE CORDEIRO. Daí o fato de vingar apenas uma velha INDIGNAÇÃO quando o povo se sente injustiçado com as atitudes cruéis dos LOBOS, onde a ALCATEIA formada pelos ministros do STF se destaca pela sua fantástica FEROCIDADE. 


MINISTRO PERPLEXO

Ontem, por exemplo, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, disse estar "perplexo" com a decisão do Exército em isentar o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello de punição por participar de um ato político com o presidente Jair Bolsonaro. Pois, quem ficou realmente PERPLEXO com o ministro foi o POVO CORDEIRO quando o mesmo, entre tantas decisões estúpidas que tomou, mandou soltar o traficante André Oliveira Macedo, o André do Rap, um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo. Detalhe: o traficante fugiu no mesmo dia e nunca mais foi encontrado.


CPI DA COVID

Ontem, os 27 Conselhos Regionais de Medicina assinaram a nota do Conselho Federal de Medicina (CFM), que saiu em defesa das médicas Nise Yamaguchi e Mayra Pinheiro, que foram insultadas e censuradas pelos péssimos senadores da estúpida CPI da COVID. Para este comportamento cruel, o ministro Marco Aurélio não manifestou qualquer PERPLEXIDADE. A rigor, nenhum ministro se manifestou. Pode?



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02 jun 2021

ANALISTAS DE ARAQUE


ANALISTAS FORA DO FOCO

Ontem, tão logo o IBGE tornou público o índice que apontou para um crescimento de 1,2% do PIB BRASILEIRO do primeiro trimestre de 2021, fiquei imaginando o que fariam, a seguir, os diretores e conselheiros das instituições financeiras com os analistas que deixaram passar batido nos seus exaustivos e equivocados relatórios, a perspectiva de que a economia brasileira oferecia boa possibilidade de crescimento bem acima da taxa de 0,8% que estava sendo projetada de forma insistente.  


PAGAR PELOS SEUS ERROS

Considerando que a grande maioria das instituições financeiras atua na área de ASSET MANAGEMENT, especializada, portanto, em Gestão de Patrimônios -empresariais e pessoais-, o fato de errarem tanto nas suas projeções certamente vai fazer com que muitos analistas sejam afastados. Afinal, da mesma forma como, eventualmente, fazem críticas à condução da política econômica do atual governo, também devem pagar pelos seus erros. Mais ainda quando são grosseiros. 


PROJEÇÕES MAIS PERTO DOS RESULTADOS

Vejam que a grande maioria dos investidores, antes de colocar seus ativos para serem administrados por gestores de patrimônios precisam se cercar da importante confiança de que os profissionais são sérios, atentos estudiosos e capazes. Isto não significa, em hipótese alguma, que a variável RISCO deixe de existir. Mas, no mínimo, o que todos esperam é que os analistas saibam fazer projeções que fiquem o mais perto possível do resultado.


BANK OF AMERICA

Pois, quem saiu na frente com o propósito de pedir desculpas pelo erro grosseiro de avaliação do comportamento da economia brasileira foi o chefe de Economia e Estratégia do Bank of America (BofA) no Brasil, David Beker. Ontem, em entrevista que concedeu a Broadcast, Beker disse que FOI UM ERRO ACHAR QUE RETOMADA NO BRASIL FICARIA MUITO AQUÉM DO MUNDO.


MUITO AQUÉM DO RESTO DO MUNDO

Beker iniciou a sua avaliação dizendo que - o crescimento de 1,20% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre mostrou que houve muito pessimismo na avaliação do cenário para 2021 devido à redução do auxílio emergencial e às preocupações com a segunda onda de covid-19. "Vimos as economias se recuperando basicamente de uma desaceleração muito importante no ano passado por conta do choque da pandemia. O que estamos vendo no Brasil é similar ao que está acontecendo nos outros países. Talvez o nosso erro foi imaginar que o Brasil teria um comportamento diferente, muito aquém do resto".


CLASSIFICAÇÃO PARA UMA NOVA ETAPA

Não sejamos ingênuos a ponto de imaginar que já está tudo bem com o nosso empobrecido Brasil. No entanto, depois do anúncio de ontem, a impressão que o Brasil está passando para o mundo é que ganhamos um jogo importante onde a vitória garantiu a classificação para uma etapa reservada para países que gozam de maior visibilidade e atenção de parte dos grandes investidores.  



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