ENTREVISTA COM ANDRÁ JAKURSKI
Assisti, ontem, o vídeo no qual o sócio fundador da gestora de investimentos JGP, André Jakurski, fala sobre o FUTURO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL, na ótima entrevista que concedeu, no dia 30 de junho, à editora-chefe do Infomoney, Giuliana Napolitano, e ao apresentador do Stock Pickers, Thiago Salomão.
COMPETITIVIDADE
Pois, na medida em que Jakurski discorria sobre oportunidades de investimentos no nosso país, tratei de fazer as seguintes anotações, começando pela VANTAGEM COMPARATIVA. Neste particular, mais do que sabido, o Brasil se destaca mundialmente, de forma altamente positiva e com sobra, nas áreas da MINERAÇÃO e do AGRONEGÓCIO. Entretanto, da mesma forma, porém em sentido contrário, na área INDÚSTRIAL o Brasil não é COMPETITIVO. E provavelmente NUNCA SERÁ, a não ser que mude RADICALMENTE. Isto porque a economia brasileira, infelizmente, figura como uma das MAIS FECHADAS DO MUNDO.
LIQUIDEZ
Uma coisa que deve ser levada em conta, segundo informa corretamente André Jakurski, é que estamos no PICO DA EXPANSÃO FISCAL, NO PICO DA EXPANSÃO MONETÁRIA E NO PICO DO CRESCIMENTO. Este extraordinário GASTO FISCAL, provocado por uma mudança de parâmetros definidos pela Pandemia, com total certeza não tem como permanecer por muito tempo. Neste contexto, quem tem mais chances de aproveitar as oportunidades que o momento oferece são aqueles que estão mais líquidos, ou com o CAIXA MAIS ROBUSTO.
EMPRESAS CONSOLIDADORAS
Assim, quem aparece na dianteira são as EMPRESAS CONSOLIDADORAS, que além de estarem MAIS CAPITALIZADAS ainda têm nos seus quadros os MELHORES GESTORES. Isto facilita sobremaneira o aceso às AQUISIÇÕES ou mesmo ao CRESCIMENTO ORGÂNICO, com foco nos mercados mais rentáveis.
OFERTA E DEMANDA
Entretanto, a grande preocupação que ronda o mercado e a economia diz respeito ao ENDIVIDAMENTO DAS PESSOAS FÍSICAS. Neste particular, Jakurski aponta para o MERCADO HIPOTECÁRIO. Mesmo assim, o gestor afasta momentaneamente, um alto RISCO INFLACIONÁRIO no futuro. Isto porque a atual FORTE DEMANDA por produtos, combinada com uma circunstancial BAIXA OFERTA deve se acomodar e com isso o equilíbrio das duas forças acabará segurando os preços.
IMPOSTOS SOBRE A INDÚSTRIA
Voltando ao AGRONEGÓCIO, que é tido e havido como uma consagradora VANTAGEM COMPETITIVA, e a INDÚSTRIA, que pouco ou nada tem de COMPETITIVA, vale registrar o que disse recentemente, com total razão, o presidente da FIERGS, Gilberto Petry: -Se a INDÚSTRIA tivesse a mesma CARGA TRIBUTÁRIA e o mesmo volume de crédito que são concedidos ao AGRONEGÓCIO, o Brasil poderia CRESCER MUITO. Atualmente, de cada R$ 100 que a INDÚSTRIA produz, R$ 45 são recolhidos à título de IMPOSTOS. Enquanto isso, o COMÉRCIO paga R$ 37 e o SETOR PRIMÁRIO paga R$ 7. Que tal?
ELEIÇÕES 2022
Há quem prefira dizer que ainda é muito cedo para se preocupar com as ELEIÇÕES 2022. O argumento para tanto é que, a rigor, ninguém sabe ao certo aqueles que vão se candidatar aos cargos de presidente, deputado federal ou senador. Pois, ainda assim, para SALVAR O BRASIL, é preciso alertar os eleitores para que desde já tratem de começar a RISCAR DO MAPA os nomes daqueles que buscam mandatos com o propósito da obtenção de vantagens próprias, de impedir o exercício da liberdade e/ou mostrar vocação para o atraso, como é o caso dos socialistas/comunistas.
O CHEFE
Como o nome do ex-presidente e ex-condenado Lula figura, neste momento, como um dos fortes candidatos à presidente, mesmo que o seu passado político seja pra lá de conhecido por todos os cantos do nosso imenso país, antes que alguém possa, eventualmente, admitir que ele é vítima de perseguição política sugiro a leitura urgente do livro -O CHEFE-, obra escrita pelo jornalista Ivo Patarra em forma de DOCUMENTÁRIO (que se utiliza de impressionantes depoimentos que foram obtidos nas confissões espontâneas de vários integrantes e próximos do GOVERNO MAIS CORRUPTO DA NOSSA HISTÓRIA.
DISPONÍVEL GRATUITAMENTE EM PDF
Para facilitar o acesso à imperdível obra -O CHEFE-, o autor, o jornalista Ivo Patarra, resolveu liberar o livro GRATUITAMENTE, PELA INTERNET. O documento mostra, em 455 páginas, grande parte da triste história da CORRUPÇÃO QUE MARCOU O GOVERNO LULA. Neste final de semana comecei a ler a obra de Patarra, e por várias vezes fui obrigado a interromper a leitura por força de terríveis ânsias de vômito causadas pelo tipo de -MECANISMO- adotado pelos bandidos. https://we.tl/t-IcRFgzKD1i (disponível por 1 semana)
EX-PETISTA
É importante ressaltar que o jornalista Ivo Patarra, que hoje se declara como EX-PETISTA, compilou, organizou e editou todo o material produzido sobre o PT durante os 13 meses do ESCÂNDALO DO MENSALÃO, o maior esquema de corrupção governamental de que se tem notícia no Brasil. Este notável trabalho de PESQUISA, que traz os INQUÉRITOS, RELATÓRIOS, SINDICÂNCIAS, INVESTIGAÇÕES E REPORTAGENS da época, resultou na obra -O CHEFE-.
CAPÍTULO 1 -
Com o propósito de chamar a atenção para a leitura, uma vez que o ex-condenado Lula deve se apresentar como forte candidato à eleição para presidente, eis aí o que está posto no Capítulo 1: "O governo Lula é o mais corrupto de nossa história"
Qual a justificativa para o presidente da República nomear como ministro e integrante de seu primeiro escalão de auxiliares o homem que publicara, num dos jornais mais importantes do País, que ele, o presidente, era o chefe do governo "mais corrupto de nossa história"?
Pois Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, nomeou o filósofo Roberto Mangabeira Unger no primeiro semestre de seu segundo mandato, em 2007, ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, especialmente constituída para abrigá-lo. E não adiantou nem o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) inviabilizá-la tempos depois, durante uma rebelião para obter mais cargos no governo e proteção para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o então presidente do Senado, acusado de corrupção. Apesar de o PMDB derrotar a Medida Provisória que criara o posto para Roberto Mangabeira Unger, Lula deu um jeito na situação, nomeando-o novamente, desta vez como ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos. A posição do detrator estava garantida.
"Pôr fim ao governo Lula" é o título do artigo de Roberto Mangabeira Unger publicado na Folha de S.Paulo em 15 de novembro de 2005, no sugestivo dia da Proclamação da República. O ano de 2005 havia sido marcado pela eclosão do escândalo do mensalão. Este é o parágrafo de abertura do artigo:
"Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos."
O que poderia ter levado o presidente da República a nomear como ministro o autor dessas acusações? E Roberto Mangabeira Unger não estava brincado, a julgar pela defesa que fez do impeachment de Lula. Ao denunciar "a gravidade dos crimes de responsabilidade" supostamente cometidos pelo presidente, o então futuro ministro afirmou em seu artigo que Lula "comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos".
Alguém poderia argumentar que a nomeação de Roberto Mangabeira Unger seria um mal necessário. Coisa da política. E tentar explicá-la pela importância do filósofo, um professor da prestigiada Universidade de Harvard, das mais importantes dos Estados Unidos, por quase 40 anos. O Brasil, portanto, não poderia prescindir da experiência e do prestígio de Roberto Mangabeira Unger, que teria muito a contribuir com o País.
Será mesmo? A cerimônia de posse do filósofo não demonstrou isso. Poucos ministros, cadeiras vazias, menos de uma hora de solenidade. E mesmo antes da criticada viagem de Roberto Mangabeira Unger à Amazônia, em 2008, na qual defendeu o desvio de águas da região para abastecer o Nordeste, sem considerar que centenas de milhares de amazonenses ainda não dispunham de água encanada, o ministro já era considerado, em âmbito do governo, "café-com-leite". Ou seja, não lhe era atribuída importância, nem de seu trabalho haveria algo para se aproveitar.
Outro trecho do artigo de Roberto Mangabeira Unger: "Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados".
Talvez, então, a razão para a nomeação de Roberto Mangabeira Unger tenha sido de ordem político-partidária. Ou seja, o filósofo traria para o governo a base social representada por seu partido, ampliando o número de legendas que davam sustentação à administração Lula no Congresso. Como vimos, no entanto, Roberto Mangabeira Unger passou a maior parte da vida nos Estados Unidos, o que o forte sotaque não deixava desmentir. Não possuía qualquer base social, nem traria consigo qualquer força orgânica da sociedade.
Quanto a seu partido, o minúsculo PRB (Partido Republicano Brasileiro) tinha menos de 8 mil filiados quando Roberto Mangabeira Unger se tornou ministro e era um dos menores partidos políticos do País. Não agregava praticamente nada à base aliada de Lula. Por apoio político-partidário não faria sentido nomear Roberto Mangabeira Unger. Afinal, o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, possuía apenas três deputados federais, um senador e o vice-presidente da República, José Alencar (MG), que saíra do PL (Partido Liberal) em decorrência do escândalo do mensalão e foi o grande incentivador da nomeação do filósofo.
Em outro trecho do famoso artigo, Roberto Mangabeira Unger afirmou que "Lula fraudou a vontade dos brasileiros", ameaçava a democracia "com o veneno do cinismo" e tinha um projeto de governo que "impôs mediocridade". E mais: "Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou".
Para fazer a vontade de seu vice José Alencar, um homem leal e doente, Lula só precisaria ter dito que gostaria muito de nomear alguém indicado por ele, mas não poderia ser o homem que o acusara de chefiar o governo mais corrupto da história. Poderia ser qualquer um, menos aquele que conclamara o Congresso a derrubá-lo da Presidência da República, por corrupção. Por que Lula nomeou Roberto Mangabeira Unger, autor de acusação tão séria? Nas páginas deste livro, o leitor será convidado a encontrar a resposta.
ESPAÇO PENSAR +
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MISTURA EXPLOSIVA
Por tudo que li e ouvi, nesta semana a respeito da proposta de REFORMA TRIBUTÁRIA que o Ministério da Economia encaminhou à Câmara dos Deputados, boa parte da sociedade -organizada-, ao invés de estudar o assunto e a partir daí propor as devidas e compreensíveis correções no projeto, resolveu enveredar pelo triste caminho da mais pura indignação com forte negação, cuja mistura -explosiva-, além de não produzir soluções adequadas, deixa as cabeças dos nossos limitados deputados e senadores ainda mais confusas.
QUEM DECIDE
Mais do que sabido, todos os projetos que o EXECUTIVO pretende colocar em prática dependem da aprovação do LEGISLATIVO, que tem o real PODER de MODIFICAR, MUTILAR, DESFIGURAR e DECIDIR, ao seu bel prazer, tudo aquilo que os presidentes das DUAS CASAS entendem como úteis e necessários para dar início às TRAMITAÇÕES. Mais: depois destas longas e cansativas etapas as propostas são levadas à VOTAÇÃO EM PLENÁRIO, correndo o risco de serem ou não APROVADAS.
UM BRASIL A MAIS
Pois, mesmo convencido de que o alcance da minha voz é bastante limitado, ainda assim me proponho a ajudar os nossos deputados e senadores com esclarecimentos que possam produzir bons efeitos ao longo da TRAMITAÇÃO da REFORMA TRIBUTÁRIA. Assim, antes de tudo, ainda que seja acaciano, é preciso frisar que -COM MENOS IMPOSTOS TEREMOS UM BRASIL A MAIS-, como referiu, em maio de 2010 (11 anos atrás), o economista e pensador Paulo Rabello de Castro. Lá atrás; Rabello de Castro dizia, com total e irrefutável propriedade, que a REDUCÃO DE IMPOSTOS seria FUNDAMENTAL para que, no espaço de 20 ANOS, viéssemos a ter um BRASIL A MAIS em termos de EXPANSÃO DO PIB.
EXÉRCITO BRANCALEONE
O que sempre dificultou o emplacamento de uma NECESSÁRIA -REFORMA FISCAL- é que os poucos brasileiros que se mostram prontos e dispostos a enfrentar a já célebre GASTANÇA PÚBLICA mais parecem soldados de um exército -BRANCALEONE- que se propõe a lutar contra um INIMIGO APARENTEMENTE INVENCÍVEL.
DESPESA COM PESSOAL
Observem, com total atenção, que a REFORMA TRIBUTÁRIA está sendo usada e implementada como forma possível de atender ao descomunal GASTO PÚBLICO. Para quem ainda não acordou, o fato é que, infelizmente, a Constituição Federal não permite que o item maior da GASTANÇA PÚBLICA, qual seja a DEPESA DE PESSOAL, tanto ATIVOS quanto, principalmente, INATIVOS, possa sofrer REDUÇÃO. Por incrível que possa parecer, o GASTO COM PESSOAL só tem a garantia de CRESCIMENTO, jamais de uma REDUÇÃO.
ROUQUIDÃO
De novo: os políticos em geral são movidos pela OPINIÃO PÚBLICA. Quanto mais esclarecimentos e propostas levarmos para os nossos representantes, maiores as chances de fazer com que as REFORMAS atinjam os resultados desejados. Fazer barulho é importante, desde que os sons produzam bons efeitos. Volto, portanto, a afirmar: a CAUSA DE TODAS AS CAUSAS é a CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Sem uma NOVA CONSTITUIÇÃO o que restará aos brasileiros que preferem gritar é uma ROUQUIDÃO.
DÚVIDA CRUCIAL
Quem se dispõe a analisar um pouco daquilo que se passa no complicado AMBIENTE POLÍTICO do nosso empobrecido Brasil, por certo não sairá convencido de que a DEMOCRACIA é o regime que realmente interessa e/ou está no horizonte do povo brasileiro em geral. O momento atual, por tudo que se ouve, lê e assiste, serve para aumentar ainda mais esta dúvida, que deverá persistir até o encerramento da contagem dos votos das Eleições do próximo ano de 2022.
OS LADOS
O fato, que estimula sobremaneira esta imensa dúvida, é a seguinte: de um lado há um número expressivo de brasileiros ocupando ruas e redes sociais com o propósito de manifestar constantemente um total apoio ao presidente -DEMOCRÁTICO-; e, de outro há um poderoso AGRUPAMENTO formado por inúmeras organizações e/ou instituições com PODER INCOMENSURÁVEL, com apoio total e irrestrito de boa parte da mídia, com dois claros PROPÓSITOS: 1- DERRUBAR O PRESIDENTE a qualquer custo; e, 2 - emplacar triunfalmente a volta do SOCIALISMO, que sabidamente jogou o nosso país no mais puro arcaísmo.
FORÇAS PODEROSAS A FAVOR DO SOCIALISMO
Pois, neste ambiente pra lá de complicado, ainda que ambos os lados se mostrem confiantes na obtenção da pretendida vitória, uma coisa está mais do que evidente: a poderosa FRENTE DE OPOSIÇÃO conta com as mais variadas decisões da maioria dos celestiais ministros do STF, que, sabidamente, estão acima da Constituição. Com esta FORÇA PODEROSA a favor do SOCIALISMO, o POVO ORDEIRO e DEMOCRÁTICO, se não se rebelar exemplarmente, acabará sendo derrotado.
TABULEIRO MONTADO
Atenção: sem a menor pretensão de aumentar ainda mais a preocupação daqueles que estão confiantes de que o ideário LIBERAL/CONSERVADOR vai lograr êxito nas próximas eleições, uma coisa o AGRUPAMENTO DE OPOSITORES, que não suportam a presença, nem mesmo tímida, do LIBERALISMO, já está com o tabuleiro montado, cujo escancarado propósito se propõe pela volta imediata do SOCIALISMO.
VITÓRIA A QUALQUER PREÇO
Vejam que, além da CPI da Covid, que sabidamente foi montada com o exclusivo propósito de enfraquecer e, se possível, derrubar o presidente do país, o TSE, com o apoio do AGRUPAMENTO DE OPOSITORES já deixou bem claro que não admite a mínima possibilidade de haver VOTO AUDITÁVEL. Ou seja, os SOCIALISTAS estão focados: o que interessa é a vitória. VITÓRIA A QUALQUER PREÇO.
ESPAÇO PENSAR +
Leia no ESPAÇO PENSAR + de hoje: POR FALAR EM PASSAR PANO, por Percival Puggina. Acesse o link e confira! https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
TEMA ANTIGO
O tema -REFORMA TRIBUTÁRIA-, além de antigo já deixou bem claro, através dos intermináveis debates que se sucederam nesses últimos 27 anos, para ficar só neste intervalo de tempo, que o seu grande propósito foi o de AUMENTAR A RECEITA TRIBUTÁRIA PARA PODER ATENDER AOS GASTOS -SEMPRE CRESCENTES- DA DESPESA PÚBLICA.
INTENÇÃO FAJUTA
Para tornar esta tarefa mais palatável e/ou ganhar a confiança necessária de parte dos sempre enganados -PAGADORES DE IMPOSTOS-, os políticos em geral, que atuam nos PODERES EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO passaram a acenar, com lenços de esperança, com a fajuta intenção de que a melhor saída para uma REFORMA CONSIDERADA TRIBUTÁRIA, seria partir para uma efetiva SIMPLIFICAÇÃO QUANTO AO PAGAMENTO DOS INÚMEROS IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS.
NADA DE SIMPLIFICAÇÃO, MAS DE REMANEJO TRIBUTÁRIO
Como os leitores sabem, perfeitamente, não foram poucos os editoriais que dediquei mostrando o quando o estudo produzido pelo MBE - Movimento Brasil Eficiente - dava um ótimo tratamento para o estabelecimento de uma exemplar SIMPLIFICAÇÃO TRIBUTÁRIA, que deveria resumir a tal REFORMA TRIBUTÁRIA pretendida. Pois, neste momento em que o governo torna pública a sua proposta de REFORMA, que nada tem a ver com SIMPLIFICAÇÃO, mas com REMANEJO TRIBUTÁRIO, eis o texto do fundador do site MONEY REPORT, Aluizio Falcão Filho, publicado na EXAME.COM de hoje, com o título ARREMEDO DE REFORMA:
QUEM VAI PAGAR A CONTA
Toda mudança nos parâmetros de tributação pune alguém. E as empresas e seus acionistas foram, mais uma vez, chamados a pagar a conta. A novidade que o Fisco brinda os acionistas é um imposto sobre os dividendos de 20 % (uma alíquota “moderada”, segundo Guedes). Em inúmeros países, há uma taxação sobre a distribuição de lucro via dividendos e o Leão nada cobrava aos acionistas brasileiros nessa modalidade. Sob essa ótica, assim, o governo estaria corrigindo uma lacuna.
JABUTICABAS
Ocorre, no entanto, que as empresas dos demais países têm alíquotas de impostos substancialmente menores que as desembolsadas aqui. Temos, por exemplo, jabuticabas tributárias como a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, um achaque tributário criado no governo FHC, que morde de 9 % a 20 % do resultado das empresas antes da cobrança do Imposto de Renda.
Assim, somando o peso fiscal que já tínhamos no país à última invenção do Executivo, a carga tributária efetiva sobre as empresas vai subir. Ocorre que os acionistas não retiram seus lucros apenas sob a forma de dividendos. Existe também o mecanismo dos juros sobre capital próprio (JCP), uma despesa dedutível pelas regras atuais.
CURVA DE LAFFER
O governo propõe uma queda de 5 pontos percentuais nas alíquotas de IR. Mas essa redução não é suficiente para compensar a combinação entre o fim da dedutibilidade do JCP aliado à criação de uma alíquota sobre dividendos. Ou seja, a carga final vai aumentar.
Os estudiosos da chamada Curva de Laffer (que mostra a queda da arrecadação toda vez que os impostos são elevados além da capacidade de pagamento dos contribuintes) já levantam as sobrancelhas quando percebem que os empresários vão desembolsar mais em impostos, tirando recursos do caixa.
E o que dizer das pequenas empresas que trabalham sob a égide do lucro presumido? O imposto de renda, nestes casos, também vai aumentar substancialmente. Trata-se de uma punição à atividade empresarial como um todo, alcançando grandes, médias e pequenas.
No caso dos bancos, que já registram um recorde mundial em termos de tributação, a coisa ficará pior. O setor financeiro não desfruta de isonomia fiscal em relação aos demais segmentos da economia e possui alíquotas maiores. E o efeito do fim da dedutibilidade do JCP e da taxação de dividendos é bem mais intenso no aumento da carga tributária que atinge os bancos.
TRIBUTA DESCARADAMENTE O CAPITAL
O governo, com essa proposta fiscal, se afasta cada vez mais de suas promessas de campanha. Muitos votaram em Jair Bolsonaro seduzidos pelo discurso anticorrupção e de conservadorismo no campo dos costumes. Mas há uma parte significativa dos eleitores que aceitaram sufragar Bolsonaro por causa das ideias de Paulo Guedes, acreditando que o ministro iria implementar uma agenda liberal no país. Esse quadro foi resumido pelo ministro através da frase “quando a ordem encontra o progresso”.
Hoje, vê-se que este sonho liberal não passou de um devaneio fugaz. Guedes preparou uma reforma do Bolsa Família, cogitou distribuir bônus decorrentes das eventuais receitas com a venda de estatais e agora tributa descaradamente o capital.
Anos atrás, o presidente Fernando Henrique Cardoso, um sociólogo de esquerda que implementou privatizações e intimou os empresários a exportar para que o país gerasse saldos líquidos de balança comercial, pediu à sociedade para que esquecesse o que ele havia escrito.
Paulo Guedes poderia repetir o gesto de FHC e sugerir que apagássemos da memória todos os seus anos de briga pelo Liberalismo, incluindo várias obras escritas a respeito do tema. A tônica por trás do texto enviado por ele ao Congresso é muito simples: elevar a arrecadação do governo sem diminuir seus custos. Neste verdadeiro desrespeito a quem de fato gera a riqueza do país, o ministro quer tirar dinheiro do setor produtivo e jogar no saco sem fundo que virou o déficit público.
Em todo o mundo, a principal fonte de financiamento das empresas é o lucro. Quando eleva a carga tributária dessa forma, o projeto está indiretamente reduzindo os investimentos privados. Ou seja, gera o desestímulo ao investimento pelo aumento puro e simples de impostos.
Essa proposta não sofreu um crivo do ponto de vista econômico. Seu único objetivo é aumentar a arrecadação. O resultado, caso o texto seja aprovado em sua forma atual, será uma reação do mundo corporativo, que pode reduzir investimentos importantes para o país. Trata-se de uma temeridade deixar algo tão importante apenas na mão dos técnicos da Receita Federal, como ocorreu na elaboração do documento enviado ao Parlamento.
SISTEMA DE GOVERNO
Voltando ao tema -REFORMA TRIBUTÁRIA-, que está mais para -FISCAL-, ou AMBAS, o que precisa ser muito bem entendido é que é ao PODER EXECUTIVO, que o povo chama de GOVERNO, cabe enviar ao PODER LEGISLATIVO as propostas e/ou projetos que, após devidamente aprovados, pretende fazer valer. O que pouca gente sabe é que o nosso SISTEMA DE GOVERNO não é, infelizmente, PARLAMENTARISTA, cujo CHEFE DE GOVERNO é o PRIMEIRO-MINISTRO, enquanto o CHEFE DE ESTADO é o PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
PRESIDENCIALISMO
Esta observação se faz necessária porque a maioria dos eleitores brasileiros, ao escolher o presidente do país, tem como líquido e certo que o eleito ganha o direito de fazer o que bem entende, sem precisar do consentimento de quem quer que seja. Este farto desconhecimento faz com que boa parte dos eleitores não percebam que no SISTEMA PRESIDENCIALISTA o PODER do CHEFE DO EXECUTIVO é LIMITADO.
DERROTADO
Daí o fato de que muita gente, muito influenciada pela mídia em geral, geralmente lança críticas ferozes contra o PRESIDENTE, deixando livre, solto e intacto o PODER LEGISLATIVO, composto pela maioria dos deputados e senadores, os quais, movidos por questões ideológicas, ou pura má vontade, DESTROEM e/ou MUTILAM barbaramente os projetos que resultam aprovados. Mais: quando resolvem recusar ou reprovar, a mídia estampa, enfaticamente, que o DERROTADO foi o GOVERNO, quando, na real, o perdedor é apenas e tão somente o POVO, que se viu privado do que constava na proposta original.
REFORMA TRIBUTÁRIA
Ora, uma vez satisfeitos estes importantes esclarecimentos, o que nos resta, nesta questão que envolve a REFORMA TRIBUTÁRIA, e nas demais que estão TRAMITANDO (?) no Congresso Nacional, é entrar em contato com os deputados e senadores para que MELHOREM os projetos enviados pelo PODER EXECUTIVO, ao invés de PIORAREM, como têm acontecido com frequência. De novo: quem DECIDE, para o bem e para o mal, é o LEGISLATIVO. Ao EXECUTIVO cabe apenas produzir propostas e projetos e, a partir daí, tentar convencer os deputados e senadores para que votem pela aprovação.
CONGRESSO REFORMISTA?
Ah, não entrem nessa de acreditar que o CONGRESSO atual é REFORMISTA. Caso fosse, a PREVIDÊNCIA teria sido alvo de uma verdadeira REFORMA e não de um REMENDO, como resultou aprovada. Idem no que diz respeito à MP da PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS, cujas modificações impostas pela maioria dos deputados e senadores resultaram em encarecimento futuro do custo de energia.