DUELO SEM LIMITES
Enquanto o POVO, dentro de suas parcas possibilidades, se mostra pronto e muito disposto a dar o GRITO DE APOIO às reais e -pretensas- ações do governo, as FORÇAS CONTRÁRIAS, -DO MAL-, de forma organizada, seguem firmes e fortes com o seu nítido propósito de inviabilizar e/ou enfraquecer ao máximo tudo aquilo que Brasil precisa para, enfim, ganhar a possibilidade de poder respirar sem o uso de aparelhos.
ARBITRAGEM
Pois, ainda que ambas as partes se mostrem bastante dispostas, o fato é que neste momento o placar da GUERRA DE PROPÓSITOS mostra que o -POVO- está sendo DERROTADO pelas fortes -FORÇAS DO MAL-. De novo: a GUERRA está em curso, mas neste momento, gostem ou não, o fato é que o placar mostra que as FORÇAS DO MAL estão na frente. Isto, graças à forte e determinada ação dos ÁRBITROS, que sem o menor constrangimento, aprovam a todo momento, tudo aquilo que dá pontos preciosos às FORÇAS DO MAL.
ESCORE FAVORÁVEL ÀS FORÇAS DO MAL
Na semana passada, mesmo com a incrível, mas nada surpreendente, má vontade da MÍDIA ABUTRE, que desde sempre se mostra como fiel aliada das FORÇAS DO MAL, o POVO foi as ruas acreditando que poderia ressuscitar o que se entende como SOBERANIA. Entretanto, na medida em que os brasileiros DE BEM se mostravam esperançosos de que a tão sonhada DEMOCRACIA estava , enfim, mostrando a sua bela cara, eis que as FORÇAS DO MAL foram agraciadas através de decisões que, inescrupulosamente, favorecem ainda mais os bandidos que mais roubaram o nosso empobrecido Brasil.
RESPEITO À CARTA
Esta, aliás, foi a pronta e nojenta resposta que os ÁRBITROS deram ao POVO, depois que leram a CARTA DO PRESIDENTE, cujo conteúdo, a rigor, além de ensejar um distensionamento é um apelo para que a Constituição seja respeitada. Até porque é a inegável e total FALTA DE RESPEITO À CARTA que tem se mostrado como claro motivo para as manifestações, tanto por parte do presidente quanto do POVO, que só quer o cumprimento das REGRAS DO JOGO.
SÓ ONTEM, POR EXEMPLO...
Ontem, por exemplo, duas poderosas FORÇAS DO MAL - o STF e o SENADO- se juntaram com o mesmo propósito: dar um fim absoluto à MEDIDA PROVISÓRIA DAS FAKE NEWS que havia sido editada pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada, às vésperas dos atos governistas de 7 de setembro, a qual limitava a remoção de contas, perfis e conteúdos. Como se não bastasse, o iluministro Ricardo Lewandowski também entrou em cena e resolveu suspender as ações restantes da Lava Jato contra Lula. Que tal?
FORA DA CASINHA
A informação de que o plenário da Câmara Federal, atendendo ao requerimento apresentado pelo deputado Danilo Forte, PSDB-CE, se reuniu nesta manhã com o presidente da Petrobrás, Joaquim Silva e Luna, com o propósito de debater sobre o PREÇO DOS COMBUSTÍVIES, é mais uma de tantas provas do quanto muitos dos nossos deputados, por questões puramente ideológicas, se revelam despreparados, mal-informados, mal-intencionados, ou, como diz o velho jargão, totalmente -FORA DA CASINHA-.
TUDO CARO
Ainda assim, o que mais impressiona é a afirmação do presidente da Câmara, Arthur Lira, ao dizer que está TUDO CARO: GASOLINA, DIESEL, GÁS DE COZINHA! Como se não soubesse, ou como se fosse alguém de outro mundo, Lira fez uma pergunta pra lá de curiosa: - O que a Petrobrás tem a ver com isso? A Petrobrás deve ser lembrada que os brasileiros são seus ACIONISTAS. Que tal?
REUNIÃO COM A PESSOA ERRADA
Como se vê, ao invés de se reunir com os GOVERNADORES de todos os ESTADOS, ou mesmo com os DEPUTADOS ESTADUAIS, que sabidamente são os verdadeiros e únicos responsáveis pelo elevado PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS praticado por todos os cantos do nosso empobrecido Brasil, a Câmara Federal preferiu se reunir com a PESSOA ERRADA. Com isso, muitos deputados se fizeram presentes com o propósito claro de emplacar o presidente da Petrobrás com o rótulo de grande e implacável VILÃO desta triste história.
CUSTO DA PETROBRÁS
Pois, durante o questionamento o presidente da Petrobrás, Joaquim Silva e Luna, disse, mais uma vez, que há uma série de incidências sobre o preço da gasolina que
não tem a ver com o CUSTO DA PETROBRÁS. Para bom e mau entendedor, o que impõe o alto preço dos combustíveis é apenas e tão somente o ICMS. É isto!!!!
CONTEÚDO ESCLARECEDOR
A propósito: quem estiver pronto para entender definitivamente o PROBLEMA DA PRODUÇÃO E DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS, recomendo a leitura deste esclarecedor coteúdo (https://www.cnnbrasil.com.br/business/por-que-a-petrobras-quase-nao-tem-concorrentes-na-producao-de-combustivel/) publicado recentemente pela CNN. Ali, os leitores e todos aqueles com os quais compartilham suas mensagens, poderão ter uma clara visão do assunto. Se acharem por bem, mesmo sabendo que pouco ou nada resolve, sugiro que compartilhem com os socialistas, que preferem viver no MUNDO DA DESINFORMAÇÃO.
ESPAÇO PENSAR +
Leia no ESPAÇO PENSAR+ de hoje: BRASILIA E AS LUZES DA RIBALTA, por Mateus Bandeira. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar.
MANIFESTAÇÕES DE SETEMBRO
Concluídas as DUAS MANIFESTAÇÕES que estavam programadas para acontecer neste mês, uma realizada no feriado de 7 DE SETEMBRO e outra que -aconteceu-, ou deveria acontecer ontem, 12 DE SETEMBRO, a expectativa agora é que os representantes -que foram ELEITOS PELO POVO- e, principalmente, aqueles que estão à frente do PODER JUDICIÁRIO, que deveriam julgar e/ou tomar decisões com base no que está definido na CONSTITUIÇÃO, entendam o real significado de uma DEMOCRACIA.
VONTADE DO POVO
Antes de tudo é importante esclarecer que por mais que queiramos, o fato é que estamos longe, mas muito longe, da sonhada SOBERANIA DO POVO. Entretanto, a considerar a multidão que foi às ruas no dia 7 DE SETEMBRO, e a quase inexpressiva presença de público na manifestação de ontem, 12 DE SETEMBRO, é inquestionável reconhecer que 90% do POVO BRASILEIRO quer o BEM DO BRASIL, enquanto que 10%, se tanto, quer por que quer o MAL DO BRASIL.
O POVO É ADMINISTRADO
Pois, mesmo levando em conta que, por lei, o POVO BRASILEIRO jamais desempenhou o papel de ADMINISTRADOR, mas apenas e tão somente de mero ADMINISTRADO, o que comprova que a SOBERANIA DO POVO não passa de um sonho, uma coisa ficou bem clara: os políticos e/ou autoridades do nosso empobrecido Brasil, depois das DUAS MANIFESTAÇÕES, já tem sobradas razões para enterrar as eventuais e possíveis dúvidas quanto aquilo que o POVO REALMENTE QUER, E EXIGE, de seus representantes.
PODER LEGISLATIVO
Como a economia brasileira está pedindo água, o que os brasileiros DE BEM esperam é que a VOZ ROUCA que foi ouvida nas ruas produza os efeitos desejados. Como tal exigem que o PODER LEGISLATIVO dê efetiva tramitação aos PROJETOS que estão mofando nas DUAS CASAS, como é o caso das REFORMAS -TRIBUTÁRIA E ADMINISTRATIVA, dos novos MARCOS LEGAIS das FERROVIAS e do CÂMBIO, do PL que institui a BR DO MAR e da privatização dos Correios, e outros mais.
PODER JUDICIÁRIO
E quanto ao PODER JUDICIÁRIO, o recado das ruas deixou bem claro que não admite qualquer tipo de INVASÃO DE COMPETÊNCIA. Os PODERES DA REPÚBLICA, como determina, com total clareza, a Constituição Federal, devem ser INDEPENDENTES E HARMÔMICOS. E quem não está disposto a respeitar esta regra está deixando bem claro que não está capacitado para viver em DEMOCRACIA. Como tal, portanto, deve ser banido do SETOR PÚBLICO.
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR + de hoje: INDISCUTIVELMENTE UM FIASCO, por Percival Puggina. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
NOTA OFICIAL
Ontem, tão logo foi tornada pública a Nota Oficial do Presidente Jair Bolsonaro, muita gente ficou confusa. Enquanto uma parcela de -afobados- se declarou imediatamente FRUSTRADA, convencida de que a atitude do presidente significou um claro sinal de fraqueza, uma outra, mais calculista e, portanto, com -menor afobação-, preferiu entender melhor o estava por trás da atitude -nada bélica- do até então destemido presidente.
EFEITOS INICIAIS
Pois, no meu entender, diante do imenso APOIO POPULAR ÀS AÇÕES DO GOVERNO e, principalmente, do REPÚDIO ÀS AÇÕES NADA CONSTITUCIONAIS DO STF, como ficou absolutamente comprovado e registrado neste histórico SETE DE SETEMBRO, tudo que aconteceu ontem se desenha como uma ESTRATÉGIA para que alguma coisa realmente mude neste nosso imenso e empobrecido Brasil. Ou seja, deixando de lado o OTIMISMO EXAGERADO, que cabe aos mais ingênuos, o fato é que a VOZ ROUCA dá a entender que começa a fazer efeito.
MORRENDO NA PRAIA
Portanto, antes de entrar para o BLOCO DOS FRUSTRADOS, prefiro me manter como VIGILANTE CRÍTICO, atento às movimentações das pedras que estão postas no complicado TABULEIRO POLÍTICO do nosso País, que ao longo de seus 199 anos de INDEPENDÊNCIA se notabilizou como PAÍS DO QUASE. Algo do tipo que, infelizmente, sempre acaba MORRENDO NA PRAIA.
ESTRATÉGIA
Antes de tudo, por mais que devemos respeitar todos aqueles que entendem que o presidente jamais deveria se desculpar e/ou recuar nas suas intenções de colocar no seu devido lugar quem ouse promover qualquer tipo de INVASÃO DE COMPETÊNCIA, ainda assim prefiro GANHAR o jogo, mesmo que seja por um escore menor. Este é o ponto. E para GANHAR JOGOS é preciso ter uma boa ESTRATÉGIA.
O BICHO VAI PEGAR
O povo brasileiro, vale lembrar, deixou bem claro que está disposto a VOLTAR ÀS RUAS caso não seja atendido. As autoridades, se não entenderam o recado, sugiro que revejam suas atitudes. A paciência, pelo que se vê, já não é mais a mesma. Ou seja, anotem aí: se nada for feito, aí não tem jeito: o BICHO VAI PEGAR.
RAZÕES PARA RESISTIR
Durante a SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, de tantas e importantes razões que levaram os bravos COMBATENTES VOLUNTÁRIOS FRANCESES a criar a histórica -LA RESISTENCE- duas ganharam maior RELEVÂNCIA:
1- uma reação nacional contra a ocupação estrangeira e de luta pela independência nacional, que é a principal ou uma das principais motivações para a maioria dos resistentes;
2- uma luta política e moral contra o NAZISMO, contra a DITADURA, contra o RACISMO e contra a DEPORTAÇÃO.
RESISTÊNCIA BRASILEIRA
Se compararmos de alguma forma os motivos que levaram um punhado de bravos franceses a organizar uma efetiva RESISTÊNCIA para conter as efetivas e inquestionáveis intenções e/ou pretensões da Alemanha Nazista, com a multidão de brasileiros que foi às ruas neste glorioso e já histórico SETE DE SETEMBRO, foi o mesmo sentimento, qual seja de RESISTIR aos nojentos ímpetos NADA CONSTITUCIONAIS que vem sendo promovidos pelos ministros do STF. Mais: a RESISTÊNCIA BRASILEIRA tem como propósito: LUTAR PELA LIBERDADE, PELA DEMOCRACIA, PELA JUSTIÇA, PELA DECÊNCIA, PELA SOBERANIA E PELAS ELEIÇÕES LIMPAS E TRANSPARENTES.
DAY AFTER
Pois, mesmo diante da clara MANIFESTAÇÃO DO POVO, o que se viu e assistiu ontem, no tão esperado DAY AFTER, foi algo que considero, além de muito NOJENTO, absolutamente DESAFIADOR. Ao invés de produzir um efetivo MEA CULPA por tanta DESCONSIDERAÇÃO, exagerada INJUSTIÇA e indevidas e criminosas INVASÕES DE COMPETÊNCIAS, o que impede de todas as formas que o PODER EXECUTIVO consiga GOVERNAR o país, como propõe o PLANO DE GOVERNO que elegeu o presidente da República, o presidente do STF conseguiu foi apenas não GARGALHAR enquanto fazia seu ridículo e provocador pronunciamento.
ERROS E ACERTOS
O pobre e medroso o Procurador Geral da República, por sua vez, não conseguiu esconder a sua portentosa covardia. E os presidentes da Câmara e do Senado, que deveriam levar em legítima e importante conta o claríssimo RECADO QUE O POVO DEU NAS RUAS , resolveram dizer tudo que ninguém estava disposto a ouvir. Ou seja, tudo que o presidente Bolsonaro fez até hoje é RUIM PARA O BRASIL e tudo que os chefes dos demais PODERES fizeram foi simplesmente MARAVILHOSO. Bolsonaro, portanto, foi dono exclusivo dos ERROS enquanto a Câmara, o Senado e, principalmente, o STF, só cometeram ACERTOS. Pode?
RESISTIR, SEMPRE! DESISTIR, JAMAIS!
Por duas vezes ouvi a frase que Ulisses Guimarães pronunciou na data da promulgação da Constituição: - A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca. - Pois, o que o Brasil está assistindo, infelizmente, é o mais puro DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO. Além de DESCUMPRI-LA , a nossa CARTA é constantemente AFRONTADA. E a culpa de tudo, segundo os REAIS DESCUMPRIDORES, é exatamente daquele que só EXIGE o seu CUMPRIMENTO. É dose! Depois de tudo isso, o que nos resta é RESISTIR. - RESISTIR, SEMPRE! DESISTIR, JAMAIS!
ESPAÇO PENSAR +
No ESPAÇO PENSAR + de hoje: SETE PERGUNTAS, por Percival Puggina. Confira no link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar
SOBERANIA
Ontem, graças às fantásticas imagens obtidas nas ruas, avenidas, praças e estradas espalhadas pelo nosso imenso país, a data do SETE DE SETEMBRO, que marcou a passagem do 199º aniversário da INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, serviu para demonstrar o quanto o POVO BRASILEIRO está disposto a lutar por DEMOCRACIA. Mais: deu a entender, claramente, que pretende, enfim, ser um POVO SOBERANO, o que configura a ABSOLUTA INEXISTÊNCIA DE UM OUTRO SUPERIOR A ELE.
CONSOLIDAÇÃO
Ainda assim é importante que todos levem em conta que tudo o que aconteceu ontem apenas marca o INÍCIO de um sonho. Os capítulos seguintes, caso a maioria do POVO BRASILEIRO se mantenha firme no propósito de se tornar, enfim, SOBERANO, serão determinantes para CONSOLIDAR AS PRETENSÕES que foram mostradas, de cabo a rabo, nas belas manifestações que ocorreram ontem durante o dia todo.
LIBERDADE
Quem se dispõe a fazer uma leitura das manifestações que aconteceram em todo o país, muito provavelmente dirá que a palavra LIBERDADE foi aquela que foi mais lida e pronunciada. Um RECADO DIRETO para o DITADOR SUPREMO, Alexandre de Moraes, que tem se mostrado incansável, e determinado, em calar todas as vozes que exigem apenas e tão somente a LIBERDADE PARA OPINAR, PARA SE EXPRESSAR, PARA IR E VIR, PARA TRABALHAR, etc.
E AGORA, O QUE FAZER?
Pois, depois de ler e assistir tudo que foi possível até agora, o texto - E AGORA, O QUE FAZER?-, de autoria de Alex Fiúza de Mello, professor titular (aposentado) de Ciência Política da Universidade Federal do Pará; Mestre em Ciência Política (UFMG) e Doutor em Ciências Sociais (UNICAMP), com Pós-doutorado em Paris e em Madrid (Cátedra UNESCO/Universidade Politécnica), Reitor da UFPA (2001-2009), membro do Conselho Nacional de Educação (2004-2008) e Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Pará (2011-2018), publicado no Jornal da Cidade Online, me chamou a atenção. Eis:
O POVO É O SENHOR LEGÍTIMO
O 7 de setembro se consumou. Foi uma manifestação jamais vista na história da república! Um momento épico! O povo, expressamente, país inteiro, ao vivo e a cores, de todas as classes e idades, externalizou para o mundo todo, de forma translúcida e inquestionável, a sua vontade soberana, muito além da expectativa de seus mais otimistas apoiadores e/ou sanhosos antagonistas – inclusive indicando as medidas a serem cumpridas por quem, na condição de delegados eleitos (e, portanto, de subordinados), tem esse dever!
Foi uma demonstração genuinamente democrática, de supremo civismo e autodeterminação popular, pautada no cumprimento, à risca, do célebre axioma cunhado pelo principal autor da Declaração de Independência dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, um dos principais ícones do pensamento republicano moderno:
QUANDO A INJUSTIÇA SE TORNA LEI, A RESISTÊNCIA TORNA-SE UM DEVER.
A democracia, na sua mais radical e límpida acepção, é exatamente isso: a vontade popular manifesta; o governo direto do povo, sempre que possível – como reza, aliás, o parágrafo único, do artigo primeiro da Constituição de 1988. As instituições são apenas a representação formal e a tradução oficial do estado de direito pactuado, não podendo substituir-se jamais (como pretendem os falsos “iluministas”) ao soberano originário.
Assim posto, ato contínuo à marcante e histórica efeméride, eis que surge a mesma pergunta de cem anos atrás, ironicamente formulada nos dias que se sucederam à eclosão da afamada Revolução Russa, de 1917, tão logo ultimada a derrubada do regime czarista:
No caso brasileiro, contudo, ao avesso do episódio russo, toda a mobilização nacional se direcionou, justo, contra a ruptura institucional patrocinada pelos arautos da “velha ordem” (com o STF no comando); contra o golpe de Estado, por esses, promulgado; contra o fato de a Constituição e o ordenamento jurídico terem sido, notória e paradoxalmente, rompidos por aqueles que deveriam, na exata medida (inclusive por dever constitucional), ser os seus máximos guardiões.
Ao fim e ao cabo, fato é que se rompeu o Pacto Social, com o retorno, ao menos temporariamente, à situação de vulnerabilidade generalizada que o filósofo contratualista moderno Thomas Hobbes (séc. XVI/XVII) comparou à de um “estado de natureza” – em que a “lei” deixa de ser a razão, para ser a força.
De uma forma ou de outra, a realidade é que, diante de um quadro de ameaça frontal à liberdade e à justiça, não há mais espaço e tempo para titubeios ou postergações: por bem ou por mal (pela força do direito ou pelo direito à força), conforme já autorizado pelo povo – e em vista da recomposição do próprio estado democrático de direito –, “intervenções cirúrgicas” (mesmo que dolorosas) terão de acontecer, incontinenti, no tecido político necrosado, sob pena da instalação, em definitivo, do estado de arbítrio, violência e barbárie – com atingimento irreparável da medula óssea que alimenta todo o organismo social.
O “câncer primário”, como é de conhecimento comum, já está diagnosticado e precisa ser urgentemente extirpado do corpo político letalmente combalido: localiza-se no STF – não a instituição em si (necessária e insubstituível), mas os seus atuais (e patógenos) componentes. Os “tumores secundários”, à sua vez, com suas “células” corrompidas, encontram-se disseminados nos principais órgãos do Congresso Nacional e em outras partes mais tópicas da restante contextura político-institucional – a merecer, igualmente, intervenções cirúrgicas pontuais ou tratamento quimioterápico condizente, conforme o caso.
Não haverá outra oportunidade para tão ansiada (e necessária) profilaxia. Ou se conclui, passo seguinte, a complexa (e inadiável) cirurgia – com bisturi apropriado à retirada das melindrosas “lesões” –, ou a metástase da corrupção e do totalitarismo levará, inevitavelmente, a óbito (e sem redenção futura) o que resta da república e da democracia no Brasil.
O momento propício para se eliminar os principais “nódulos” da maligna oligarquia cleptocrática enraizada no poder, com foco em seus notórios e repulsivos representantes, é agora: ou vai, ou racha!
Se rachar – isto é, se se recuar ou contemporizar diante de velhacos –, tudo estará terminantemente perdido e irremediavelmente desmoralizado: as mobilizações populares (que deixarão de existir), o Presidente da República (que confirmará a suspeita de sua apregoada debilidade) e as Forças Armadas (no que concerne ao seu papel constitucional de agente moderador e garantidor da ordem e do equilíbrio entre os Poderes). Todos, sem exceção, cairão no descrédito duradouro e no limbo da desonra.
O povo, humilhado e traído, recolher-se-á à própria casa, terminando por ficar, daqui em diante (quiçá, pelos próximos cem anos), condenado ao calabouço da apatia volitiva e da passividade servil, à mercê de seus circunstanciais opressores. As fracassadas lideranças, a seu turno, restarão condenadas e judiadas pelos tiranetes de plantão, sem dó, nem piedade. Já o episódio em si, apesar de sua inesquecível e simbólica eloquência, entrará para a história como um retumbante fracasso – uma “aventura” que não teve, à altura, os pretendidos e meritórios protagonistas.
Sim, não se desenha outra alternativa no horizonte: ou se aproveita o auspicioso momento e se instaura, de uma vez por todas, a genuína república e a verdadeira democracia – salvando-se a autoestima popular e a plena liberdade de expressão (com garantias institucionais à realização da vontade soberana por meio do voto impresso e auditável) –, ou tempos tenebrosos se abaterão, inexoravelmente, sobre a sofrida pátria tupiniquim, com a institucionalização inapelável da tirania, do despotismo e da opressão – em que haverá choro e ranger de dentes.
Já dizia o grande democrata e célebre presidente norte-americano, Abraham Lincoln (1861 - 1865), para não deixar nenhuma sombra de dúvida aos seus contemporâneos (e à posteridade) quanto ao fundamento pétreo mais determinante (e pragmático) de toda verdadeira democracia: “O POVO É O SENHOR LEGÍTIMO, TANTO DO CONGRESSO QUANTO DOS TRIBUNAIS. NÃO PARA DERRUBAR A CONSTITUIÇÃO, MAS PARA DERRUBAR OS HOMENS QUE A PERVERTEM".
Sim: não há melhor tradução – e explicação – para os últimos acontecimentos e sua justificação. Resta tão somente, agora, a FINALIZAÇÃO DO ANUNCIADO DESÍGNIO.