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20 ago 2010

CENSURA E AUTOCENSURA


CENSURA DECLARADA

Na Venezuela, que de Cuba tudo copia, os meios de comunicação enfrentam uma censura descarada. O ditador Hugo Chávez, além de proibir a publicação de fotos e notícias que não fazem bem ao seu estômago, encerrou as atividades de várias emissoras de rádio e televisão e, não satisfeito, ainda mandou prender os mais resistentes.

DOCUMENTO ASSINADO

No Brasil, por enquanto, a censura ainda não chegou com a mesma força e determinação. Ontem, num ato de pura ludibriação, os candidatos José serra e Dilma Rousseff, até se comprometeram com a liberdade de imprensa. Isto é muito bom, ainda que o tal documento não vá impedir atos de censura.

EM LINHA COM O GOVERNO

O fato é que alguns meios de comunicação já estão se tornando muito conhecidos por não publicar notícias, nem aceitar comentários de seus colaboradores, que não estejam em linha com os interesses do governo.

AUTOCENSURA

Se a censura, explícita ou não, é algo extremamente lamentável, pior que isso é a autocensura. Que nada mais é do que a violência praticada pelo editor, colunista, comentarista, analista, crítico, enfim, contra si mesmo, por deixar de dizer o que pensa ou sabe sobre qualquer assunto.

COVARDIA

A autocensura se define, simplesmente, pela covardia declarada por quem escreve, ou fala, ao íntimo de sua consciência. Antes mesmo que venha a ser chamado de covarde pelo leitor/ouvinte de sua crônica, ele é fortemente punido por não poder escrever o que sabe ou pensa.

LINHA EDITORIAL

Quem trabalha numa empresa de comunicação sabe que a liberdade de expressão é do dono do jornal. Isto significa que linha editorial só pode ser contrariada com a devida permissão do proprietário do meio de comunicação.

SILÊNCIO

Quem não quer perder o emprego, ou a verba do anunciante do espaço que ocupa na mídia, já se sente como autocensurado. O suficiente para não se comprometer com coisa alguma. Como precisa do emprego, ou da verba da publicidade, simplesmente silencia. Ou muda de assunto.

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19 ago 2010

CAMPANHA ELEITORAL SEM COMPROMISSO


CANDIDATOS DESPREPARADOS

Mesmo sabendo que a campanha eleitoral está apenas começando no rádio e na televisão, uma coisa já é conhecida: os candidatos que aí estão, a exemplo de todas as campanhas que se sucederam desde a Proclamação da República, vão fazer a mesma coisa: abominar os planos que o Brasil necessita para tentar curar as graves doenças do nosso Brasil.

POUCO COMPETITIVO

Como se vê, os problemas que fazem do Brasil um país extremamente custoso para os cidadãos e, por consequência, pouco competitivo em comparação com outros do mesmo nível, têm mais de cem anos. Nada é novo, até porque o diagnóstico é muito velho e pra lá de conhecido. Assim, esta eleição de 2010 mostra, de forma muito clara, que mais uma vez os eleitores serão enganados, imaginando que as ações que estão sendo propostas são capazes de mudar para melhor o país e a vida dos brasileiros.

EQUÍVOCOS REPETIDOS

Todos os candidatos estão cometendo os mesmos equívocos: prometem atacar as consequências como se fosse isto possível sem bulir para valer nas causas. Observem, por exemplo, que o candidato José Serra vem dando grande destaque aos problemas da saúde, lembrando muito o período em que foi ministro da área.

DOENÇAS INTOCÁVEIS

Pasmem: até agora nenhum dos candidatos que aí estão se mostrou interessado em tratar das terríveis doenças que há mais de meio século vem atacando as contas públicas do país. As quais são as eternas responsáveis pela constante falta dos recursos necessários à saúde pública, além do prejuízo que causam à educação e à segurança.

ROMBOS

Esta debilidade (das nossas contas públicas) está claramente manifestada no crônico rombo da Previdência, por exemplo. As contas privadas, por sua vez, têm sido absurdamente oneradas pelo custo trabalhista e pela exagerada e indecente carga tributária, que precisam ser impostas para poder cumprir a exigência fiscal do governo. Os efeitos diretos e/ou colaterais deste mau remédio tributário estão manifestados na falta de competitividade das empresas brasileiras.

O IMPORTANTE É A COPA

No RS, só para se ter uma idéia do quanto tudo vai mal, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Giovani Cherini (tomem nota deste deputado para não votar nele nas próximas eleições), afirmou que fará de tudo para que o Parlamento do RS aprove com rapidez a isenção do ICMS sobre os materiais de construção para as obras que visam a Copa do Mundo de 2014.

PREVIDÊNCIA DO ESTADO

Melhor seria se o péssimo deputado se preocupasse com o projeto de reforma da previdência do IPÊ (setor público do Estado). Esta lei, que é muito, mas muito mais urgente, e que pode contribuir para aliviar o bolso dos contribuintes gaúchos, sequer é comentada. A razão? Previdência não entra em campo nem chuta bola.

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18 ago 2010

MODELO MERCANTILISTA


O ULTRANACIONALISTA

Nesta semana, o presidente da FIESP, Benjamim Steinbruch, vestindo o seu terno tipicamente nacionalista, cujo tecido revela cores que definem o seu gosto pelo mais puro mercantilismo, fez uma declaração lamentável.

DECLARAÇÃO LAMENTÁVEL

Em tese, Steinbruch defendeu que o Brasil deve seguir o exemplo da China. Para tanto deve brecar as importações por um certo prazo até que se possa desenvolver tecnologia própria.

REPRESENTANTE EMPRESARIAL

Como o líder empresarial fala em nome da entidade e, por consequência, em nome da maioria dos empresários paulistas, a revelação prova: 1- o quanto o Brasil está longe do capitalismo; e, 2- o quanto estamos cada vez mais inseridos no socialismo.

REFORMAS

Ora, a tecnologia pode e deve avançar independente das importações, gente. O que o Brasil precisa, na verdade, para conquistar a importante competitividade internacional, que se encontra altamente comprometida, passa pela realização das reformas previdenciária, trabalhista, fiscal e tributária.

SOCIALISMO PREFERIDO

Aí está o nó górdio das nossas dificuldades, que infelizmente o líder empresarial silenciou. Declarações do tipo que o presidente da FIESP emitiu fazem com que muita gente deteste o capitalismo. E, por consequência, dê preferência ao socialismo.

MESMA COISA

A verdade, nua e crua, é que o capitalismo ainda não foi experimentado no Brasil. Desde o tempo do Império, só o mercantilismo teve vez por aqui. Como a sociedade brasileira não sabe diferenciar capitalismo do mercantilismo imagina que se trata da mesma coisa.

TRAVESTIDO

Diante desta triste realidade, por não suportar este conchavo (governo e empresários) e acreditar que isto é capitalismo, o que o povo mais quer é cair fora desse mau sistema. Pelas pesquisas eleitorais, o povo mostra claramente o quanto está preferindo o socialismo. Este sistema passou a ser um instrumento de defesa contra as maldades do mercantilismo, até hoje travestido de capitalismo.

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17 ago 2010

ESTAVA ESCRITO NO PROGRAMA


CONDENADAS AO DESAPARECIMENTO

Tão logo Lula foi eleito para o seu primeiro mandato, antes mesmo de tomar posse, lá em 2002, uma de tantas decisões catastróficas já estava pronta para ser implementada: as agências reguladoras dos serviços públicos concedidos estavam condenadas a desaparecer no tempo.

COMPROVADO

Como não podiam deixar de existir de uma hora para outra, uma vez que muitos serviços são prestados por empresas privadas (telecomunicações, energia e estradas, principalmente) o esvaziamento deveria acontecer aos poucos. Isto, nos dias de hoje, já está plenamente comprovado.

SÓ AGORA?

O que estranhei bastante é que a mídia só entendeu o recado que foi dado pelo governo Lula, lá em 2002, somente neste final de semana. Incrível esta surpresa, depois de tudo que já aconteceu. Não é possível que não tenham lido o programa do PT, cuja estratégia já informava a clara intenção de reestatizar as empresas que hoje cuidam dos serviços públicos concedidos.

DELÍRIO

Quando escrevi sobre isto, os apaixonados pelo governo não levaram a sério. Não deram a mínima pelota para a minha observação, na certeza de que a vitória do PT havia me deixado em estado febril. Partindo desse diagnóstico, tudo aquilo que saia da minha cabeça não passava do mais puro delírio.

IMPRENSA CEGA

Pois só agora que estamos às portas de mais uma eleição, onde o PT já está com uma vitória praticamente assegurada, quiçá ainda no primeiro turno, a imprensa brasileira passou a ver as coisas com mais clareza. Isto explica que o estado de miopia das empresas de comunicação é preocupante. Em breve vão perceber que a liberdade de expressão está no mesmo nível das Agências Reguladoras: totalmente sufocada.

A PASSOS LARGOS

Esta minha observação, por mais incontestável e concreta, não me deixa feliz só porque enxerguei o avanço do neo-comunismo no Brasil com certa antecedência. Ao contrário: fico muito triste pelo estado de coisas que a cada dia se agrava, e que no próximo governo petista será ainda mais rápido e decisivo.

OS DONOS

Antes que as cortinas sejam tomadas pelas labaredas do bolivarianismo, ainda que novamente não seja levado à sério, faço um registro: enquanto o PT bate nas privatizações, nesta campanha eleitoral, o povo brasileiro não percebe que aquilo que deveria ser público, na realidade já foi privatizado: está nas mãos das corporações.

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16 ago 2010

A NOSSA DEMOCRACIA É UMA FANTASIA


DESDE O DESCOBRIMENTO

O Brasil, infelizmente, desde o seu descobrimento, lá no ano de 1500, é um país extremamente injusto socialmente. Essa injustiça social, resultante da mais pura falta de democracia, foi trazida pra cá devidamente acomodada nos porões das caravelas portuguesas que aqui chegaram.

INTACTA

Passados 510 anos do desembarque, a injustiça social permanece intacta. Uma espécie de cláusula pétrea, que não admite mudanças em hipótese alguma. Diante desta irretocável realidade, nada mais lógico do que afirmar que o Brasil continuará sendo um país socialmente injusto por todo o sempre.

ATITUDE POLÍTICA

Só existe injustiça social quando a democracia é falha ou inexistente. A Independência do Brasil, que deveria dar início a um sistema democrático, não passou de uma atitude meramente política, pois manteve os nojentos privilégios existentes no período Imperial.

CARTAS CONSTITUCIONAIS

Ora, que tipo de democracia é esta, que estabelece vantagens para alguns em detrimento da maioria? Pois é, gente. Inúmeras Cartas Constitucionais já foram escritas e ninguém se atreveu a mexer nos privilégios. Falam em direitos adquiridos, como se isto bastasse e fosse algo justo.

POVO ALEGRE

Como o brasileiro é muito alegre, e adora ouvir isto, a maioria imagina que este sentimento significa a mais pura felicidade. Impregnada pela fantasia fica ainda mais feliz quando dizem que no Brasil as discriminações praticamente inexistem. Como assim? A prova da forte discriminação social existente começa pelos privilégios irremovíveis. Que além de tratamento diferente representa um custo elevadíssimo para todas as classes socais.

VONTADE DA MAIORIA

Pergunto: É possível imaginar que uma democracia, regime que vontade da maioria, o povo decida pela concessão de privilégios para alguns? Democracia significa dar a alguns poucos cidadãos aquilo que jamais pode ser concedido à totalidade da população? E que, para manter os fantásticos direitos concedidos a uma minoria privilegiada, o preço a ser pago, na forma de impostos, precisa ser alto e indecente?

PALAVRAS MÁGICAS

Ora, se fossemos começar a montagem de uma nova sociedade, de um país, alguém aceitaria que alguns cidadãos viessem a receber privilégios? Deveria haver discriminação, traduzida por tratamento diferenciado nas questões sociais, como a aposentadoria, por exemplo? Pois é, gente, no Brasil é assim que funciona o regime que, de forma equivocada, chamam de democracia. Mas que não passa de uma grande fantasia.

ATÉ PARA QUEM NÃO EXISTE

Para garantir, e admitir, que a coisa precisa ser exatamente assim, escandalosa, desonesta e injusta, duas palavras mágicas bastam: direito adquirido. Aquele que ainda não nasceu, por incrível que pareça, já tem assegurado um direito esperando por ele. De novo: a democracia brasileira assegura privilégios até para quem não existe, gente.

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13 ago 2010

FALTA DE TRANSPARÊNCIA E LIBERDADE


MARCAS REGISTRADAS

A falta de liberdade e de transparência, entre tantas coisas deploráveis, são as marcas registradas dos países comunistas. Daí a razão para que muita gente nunca leve a sério o que dizem as estatísticas e indicadores de governos centralizadores que só informam o que interessa.

MANIPULAÇÃO DE DADOS

Vários países da América Latina, infelizmente, já vivem esta nefasta realidade. Os índices de inflação, por exemplo, são os primeiros a sofrer manipulação, assim como acontece com o preço da moeda. Como é praticamente impossível impedir o funcionamento do câmbio paralelo, esta importante janela, junto com o risco-país, acaba dizendo qual o estado de saúde ou de doença das economias centralizadas.

LIBERDADE E TRANSPARÊNCIA

País sem transparência não atrai investimento. Sem investimento não há emprego, não há imposto e não há bem estar. País sem liberdade, e fortemente controlado através das milícias, impede a sociedade de se manifestar. E um povo silencioso, medroso de dizer o que pensa, faz com que muita gente equivocada pense que ali está um povo feliz e triunfante.

POR ENQUANTO

A bem da verdade é preciso dizer que ainda não chegamos a este estágio aqui no Brasil. Por enquanto. Mas é fato que o governo que aí está, e que está com tudo para seguir em frente, comunga da mesma idéia dos países que não gostam da liberdade.

MAIORES AMIGOS

Afinal, os maiores amigos de Lula são lideres de países comunistas. Começando por vários da América Latina até chegar ao Irã, por exemplo. Isto, como se sabe, é um passo e tanto para que a falta de transparência nas informações controladas pelo governo aconteça por aqui.

EXEMPLO ATUAL

Vejam, por exemplo, a falta de transparência que já está acontecendo com relação ao Programa MINHA CASA, MINHA VIDA, que é fortemente explorado na campanha da candidata Dilma Rousseff:O balanço de junho, segundo informa a Folha de São Paulo, traz dados negativos ao governo que, no entanto, são omitidos pela Caixa Econômica Federal. O documento mostra que, para o grupo de renda de até três salários mínimos, só 565 das 240,5 mil casas foram entregues. Inicialmente, a Caixa afirmou que os dados não existiam. Depois, sustentou que não havia informações consolidadas. Que tal?

CACOETE

Como se vê, o cacoete comunista, a marca registrada, já começa a se fazer presente. Aos poucos, sem que a sociedade perceba com clareza, a liberdade vai sendo suprimida da mesma forma com que as informações vão sendo sonegadas. É uma pena que poucos, pouquíssimos, estão se dando conta do que vem por aí.

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