Espaço Pensar +

QUEM VIVE DE EMENDAS NÃO SE EMENDA. NEM SE RECOMENDA - 17.10.24


Por Percival Puggina

 

Temos razões mais do que suficientes para entender o contrário quando os porta-vozes do lulopetismo dizem que seus péssimos resultados nas eleições municipais nada têm a ver com o pleito nacional de 2026. O grupo político que governa o país de modo cada vez menos compreensível nunca diz o que pensa. Sempre que se manifesta, conta uma narrativa montada em laboratório. Quando seus líderes afirmam: “Esses números de agora nada representam para 2026”, estão, na verdade, contando contos para burros tontos.
 
Mesmo com a força das redes sociais drasticamente reduzida pelas canetas do poder e pelo esquerdismo voluntário das plataformas, a maior força política brasileira não é a direita, mas o antipetismo onde esta se inclui. É ele, o antipetismo, que agrega a direita e boa parte do centro do arco ideológico. O centro a que me refiro não é o Centrão, esse grupo de siglas ocas e balofas que envergonham a simples ideia sobre o que seja partido político. Verdadeiras colchas de retalhos, parecem caleidoscópios sensíveis aos interesses de cada dia. São uma conversa contínua e nada meritória entre meios e fins. Corrijo-me: sobre meios sem fim. Quem vive de emendas não se emenda, nem se recomenda.
 
Quando falo do centro do arco ideológico, penso principalmente nos cidadãos que sabem o que não querem (a esquerda, seus métodos e objetivos), mas não receberam informação suficiente e fundamentada sobre os meios para livrar o Brasil de seus males atuais. Por isso, dediquei um quarto de século de minha atividade partidária aqui no Rio Grande do Sul à formação de lideranças jovens que hoje exercem papel relevante na vida municipal, estadual e nacional. Partido que não faça isso é cartório, clube, lojinha. Tudo, menos partido político. 


Leia mais  

DEU CENTRÃO NAS URNAS DE 2024... - 08.10.24


Por Percival Puggina

 

Poderia falar numa “vitória da direita” na eleição de ontem.  De fato, se compararmos o desempenho pífio do PT com o do PL, dois polos do confronto ideológico nacional, os resultados do PL foram muito superiores e se destacam, mesmo num contexto em que quase 30 partidos disputaram os votos municipais do país. No entanto, quem deve estar comemorando vitória com a voz das urnas são os partidos do Centrão.
 
É bom lembrar. Nas duas décadas subsequentes à Constituinte de 1988 o PMDB foi governo ininterruptamente, mas adotou um modo peculiar de ser – integrava o governo, saboreava os cargos e descartava os encargos quando incômodos. Abastecia-se nas emendas e atendia sua clientela.
 
A receita deu tão certo que novos partidos foram se juntando ao bloco que passou a responder pela maioria no plenário do Congresso Nacional. Partidos que compuseram durante bom tempo a base conservadora e liberal do país, como o extinto DEM (hoje União Brasil) e o PP (Progressistas), entraram de “mala e cuia”, no dizer gaúcho, para o clube das boas oportunidades e mandaram a ideologia às favas. Novos partidos surgiram e fizeram o mesmo. O PSD é um exemplo típico. Sem constrangimento algum, seu presidente, Gilberto Kassab, ao criá-lo, prometeu: “Não será de direita, nem de esquerda, nem de centro”.
 
Descaracterizados, os partidos chutaram seus programas e não promovem o menor esforço, seja em divulgá-los, seja em torná-los efetivos no exercício do poder de cujas sobras se nutrem. Sua atuação, dentro do Congresso, permite que vicejem e se tornem decisivos líderes como os atuais presidentes das duas Casas legislativas. Os fins explicam os meios.
 
Contados os votos de ontem, mediu-se o sucesso dessa mediocridade. A lista dos quatro partidos que elegeram maior número de prefeitos não inclui o partido do governo (PT), que é o 9º da lista, nem o que lidera a oposição, que é o 5º da lista. Os que beberam mais espumante, domingo à noite, foram PSD, MDB, PP e União Brasil. Também foram esses quatro partidos que elegeram maior número de vereadores, com inversão de ordem entre MDB e PSD. O PL é o quinto e o PT ficou em 11º lugar.
 
O sinal está vermelho piscante para o PT. Especialmente em virtude do que se tem, numa primeira análise ao menos, como maus resultados para a sigla de Lula nas regiões Norte e Nordeste do país. Gostaria de ter visto um sinal verde mais luminoso, realmente comprometido com liberais e conservadores no rumo do pleito de 2026.


Leia mais  

CERTEIRA INDIGNAÇÃO - 03.10.24


O pensador Roberto Rachewsky, como eleitor de Porto Alegre, RS, carregado de certeira indignação, produziu o seguinte e oportuníssimo texto:

 

 O que devemos aprender com a lição que a RBS nos dá ao vetar a participação do jovem empreendedor Felipe Camozzato no debate de hoje, 03/10, no seu canal de televisão associado à Rede Globo?

   

Que as leis no Brasil, que dizem defender os mais humildes, os mais pobres, as minorias, são, na realidade, instrumentos para a concessão e manutenção de privilégios para a elite que já está no poder.

   

O Brasil está condenado a repetir seus erros porque há uma casta que se beneficia deles.

   

Jovens como o Felipe Camozzato, que concorre por um partido que não se deixa corromper, que já expulsou seu fundador quando este se mostrou indigno da instituição que criou, tem suas chances de prosperar ceifadas porque ele pode abalar o status quo com suas ideias de mais liberdade para os indivíduos, cidadãos brasileiros que sofrem há décadas nas mãos de políticos e burocratas que vivem de ganhos imerecidos obtidos com o uso da força pelo estado brasileiro.

   

 A lei diz quem deve participar obrigatoriamente. Não há lei que impeça Felipe Camozzato de participar. A RBS está interpretando a lei para fortalecer a casta e os candidatos que a servem. Felipe Camozzato é anti-establishment, ou seja, ele é pró-povo. Ele é o povo pelo povo.

   

Se você é a favor da liberdade e da justiça, se você é alguém que não tem medo de correr riscos, que se responsabiliza por suas ações, que acredita que o Brasil tem jeito, não apenas vote no 30 do Felipe Camozzato, vote também nos vereadores do partido.

   

Agora, desde já, além disso, ajude o Camozzato a furar a redoma na qual querem colocá-lo. Compartilhe o material do Camozzato pelas redes sociais. Se a mídia tradicional não quer que o Felipe Zortéa Camozzato, com suas ideias inovadoras para a política, prospere, temos que nos tornar seus agentes divulgando seu nome e número para o mundo.

   

O mundo ideal existe, ele está logo ali, no futuro, basta você lutar por ele que ele será seu. Felipe Camozzato não vai lhe obrigar a segui-lo, ele vai apenas mostrar o caminho a seguir.

 

A escolha é sua.


Leia mais  

O DESGOVERNO - 27.09.24


Por Alex Pipkin

 

Em mais uma de suas nababescas e improdutivas viagens internacionais, o presidente do desgoverno, retoricamente afirmou que o Brasil possui estabilidade jurídica, fiscal, econômica e social. Piada, só que séria!
Não há qualquer rasgo de dúvida: rotundo embuste do exímio mentiroso contumaz. Aliás, os líderes internacionais o retribuem com “risos dissimulados”.
Qualquer estudante de Direito sabe - e sente - que inexiste estabilidade jurídica no país da injustiça e da impunidade.
Aqui se alteram normas jurídicas consolidadas em função dos interesses palacianos. Tal qual se troca de roupa íntima.
Nesta direção, o país ocupou a 83ª posição no índice do World Justice Project — Rule of Law Index, em 2023.
Claro que a instabilidade, a escassez de previsibilidade em relação às leis e normas, com o governo interferindo nas decisões judiciais, a fim de manipular a constituição, objetiva angariar vantagens políticas.
Tais abusos do Estado de Direito, impactam negativamente na imagem do país e, por consequência, fazem-o menos atrativo e seguro para os vitais investimentos.
Esse governo perdulário e irresponsável, não tem qualquer compromisso sério - e moral - com o precioso ajuste fiscal.
O desgoverno Lula, exterminou a regra do teto de gastos, e ainda aprovou a PEC da transição que permitiu gastos adicionais superiores a R$ 180 bilhões no Orçamento. A dívida pública deve chegar a quase 80% do PIB até o final de 2024.
Quanto a suposta “estabilidade econômica”, é trivial verificar a percepção do setor empresarial. Pesquisas apontam que mais da metade do empresariado nacional, têm a expectativa de que o PIB crescerá bem menos do que o projetado pelo desgoverno, ficando na faixa dos pífios 2%. Em relação à inflação, a percepção é de que fechará 2024 acima da faixa dos 4%.
Neste sentido, a “estabilidade social”, retoricamente referida pelo presidente comedor de “s”, é completamente disparatada.
Mesmo com o recorde de arrecadação tributária desse desgoverno, da ideia fixa de arrecadar, tais tributos escorchantes inibem os investimentos e penalizam severamente os cidadãos, especialmente o bolso dos mais pobres. Não há contrapartidas em nível de serviços públicos de efetiva qualidade.
Esse governo coletivista, de fato, quer mesmo aprofundar as benesses para sua deselite, em especial, para a casta do funcionalismo público.
Todo esse contexto apavorante, internamente, como sempre fazem os coletivistas, é reputado a culpa de outros, sempre “os outros”. Evidente que o grande culpado, para a turma petista incompetente, é do governo anterior de Bolsonaro.
Enfim, tragédia anunciada, de um governo irresponsável, corrupto e incompetente.
O que se enxerga a olhos nus é a farra com o dinheiro público, explicitada no trenzinho da alegria, que foi gozar das benesses capitalistas em Nova York, além, é claro, dos transparentes casos de corrupção, tais como o evidenciado na tentativa do “leilão do arrozal”.
O presidente colorado, mentiroso contumaz, incapaz de ficar “corado”, incompetente, perdulário e corrupto, não demonstra nenhuma preocupação com os cidadãos brasileiros e, muito menos ainda, com sua doentia rejeição dos fatos e da verdade.
Catástrofe apregoada. A realidade objetiva, desafortunadamente, é completamente distinta das narrativas e dos embustes do presidente ex-presidiário.
Muito tempo - e desenvolvimento - desperdiçado…
Aludo Thomas Sowell. Ele é cirúrgico quando se trata de analisar contextos coletivistas. Neste caso, de irresponsáveis, de mentirosos, e de corruptos “campeões nacionais”.
Afirma Sowell: “Quando as pessoas querem o impossível, somente os mentirosos podem satisfazê-las”. Bingo.


Leia mais  

A VACA, O BREJO, A MISSÃO - 17.09.24


Por Percival Puggina
 
         Com frequência me perguntam o que se pode fazer para dar um jeito no Brasil antes da vaca ir para o brejo. Alegam, com razão, que o tempo é curto e o bicho parece ter pressa.
 
O fato é que não existe solução vapt-vupt. Aliás, existe, sim, mas muitos daqueles que a podem adotar no Congresso Nacional têm estranhas motivações para não o fazer. Nos parlamentos, não deliberar é uma deliberação. 
 
Independentemente dessas condicionantes, impostas pelo lado esquerdo do estado de direito que cuida de si e dos seus, há algo que podemos fazer já agora, durante as próximas três semanas. Se tal passo não for dado nestes dias, se ficarmos parados sobre o pé canhoto, o passo consecutivo, com o pé direito, só poderá ser dado daqui a quatro anos.
 
Explico. Dentro de três semanas, no dia 6 de outubro, o Brasil elege 5.570 prefeitos e 60.300 vereadores. A escolha dos prefeitos se faz por eleição majoritária (vence o mais votado) dentro de um número pequeno de opções. Nesse caso, o primeiro filtro é o do caráter, da honradez; o  segundo nos  leva a votar em quem for mais capaz de derrotar o lulopetismo, o candidato do sistema de poder instalado no país. Ponto. Obviedades dispensam explicações: uma administração municipal nas mãos da esquerda é um aparelho a serviço dos adversários da nossa liberdade.
 
É principalmente sobre a escolha dos vereadores que desejo falar. Essa é uma eleição proporcional. Um quarto de século de intensa vida partidária até o ano de 2013, me ensinou que as comunidades não atribuem o devido valor a tão importantes mandatos num país que precisa desesperadamente de lideranças (ditas assim, no plural). Em eleições municipais, a nação tem deixado à margem líderes de verdade, líderes positivos, capazes de propagar as boas ideias e combater as más, cumprindo uma função pedagógica em suas comunidades.


Leia mais  

BOMBA-RELÓGIO COM CANETA E CHEFE DE GABINETE - 13.09.24


Por Percival Puggina
 
         No Brasil, quando se diz que alguém é dotado de espírito público, o que se está afirmando, comumente, é que essa pessoa tem sensibilidade para os reclamos da opinião pública. No exercício do poder, fará o que o povo quer. Eis aí o nascedouro de problemas que podem transformar tão sensitivo cidadão num perigo à solta, numa bomba-relógio com caneta e chefe de gabinete. Os motivos são vários, mas destaco dois.

O primeiro diz respeito à enorme diversidade contida no conceito de “povo”. Embora seja designado por uma palavra no singular, o povo é absolutamente plural em tudo, inclusive em aspirações e carências. Portanto, sendo sensível aos reclamos do povo, o tal cidadão, se dotado de espírito público à moda da terra, pode estar ouvindo e atendendo demandas excessivas e quase sempre contraditórias entre si e com o interesse público. É uma realidade pela qual já passamos inúmeras vezes na história. Além de arrasar o país sob o ponto de vista financeiro, ainda deforma a nação sob o ponto de vista da cultura política.

O segundo ponto, diz respeito às consequências. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nasceu no ano 2000 para conter os malefícios desse tipo de “espírito público”, que outra coisa não é que gestão irresponsável dos recursos alheios, muito frequente nas esferas de Estado ou onde o dinheiro não é de quem gasta. Se dinheiro na mão é vendaval, dinheiro sem dono é furacão. O PT se opôs à LRF, mandou-a às favas quando chegou ao poder (2003) e encontrou admiradores em número suficiente para lhe garantir três reeleições sucessivas. Até que a inevitável consequência explodiu na vida de todos. A gastança gera uma conta amarga, a ser paga no curto, no médio e no longo prazo.

No curto prazo, os impostos sobem, no médio prazo a inflação se eleva e, no longo prazo o endividamento compromete as gerações futuras. Foi assim que Lula começou a quebrar o Brasil e que Dilma achou possível continuar governando. Lembre-se de que quando não tinha mais de onde tirar dinheiro, ela começou a distribuir, em concorridas solenidades, até o que ainda não existia – os royalties do pré-sal. Tudo seria canalizado para a Educação e para a Saúde. As duas áreas vivem as carências que se conhece e sequer cabe alegar boas intenções.

Sob o ponto de vista da cultura política, esse conceito de “espírito público” estabelece, na sociedade, de modo extensivo, uma dependência em relação ao Estado, convertido no mais cobiçado empregador e no almoxarifado provedor compulsório de todas as necessidades. Pelo viés oposto, o verdadeiro espírito público, onde o bem está disponível entre as possibilidades, sabe escolher o bem maior; onde o bem não estiver disponível, escolherá o mal menor.

O verdadeiro espírito público é animado por um senso real de justiça e por um sentido de história. Distingue direito de privilégio. Sabe elencar prioridades. Pessoas assim são estadistas e não demagogos vulgares, rastaqueras, como é grande parte de nossos políticos animados por esse falso “espírito público”, tão ao gosto dos formadores de opinião e do eleitorado brasileiro.

De volta ao poder, o Lula investiu novamente contra a LRF, criou o tal “Arcabouço fiscal” para repetir a dose, gastar mais do que pode e desencadear as forças destrutivas dessas bombas de efeito retardado.


Leia mais