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14 jun 2011

O 1º VÔO DA TAP


AVALIAÇÃO

Considero o vôo inaugural da TAP, direto de Porto Alegre a Lisboa, como muito bom em dois quesitos importantes: o de respeito ao horário, uma vez que o avião saiu e chegou no tempo previsto; e que durante o trajeto não houve qualquer turbulência. Para estes itens a nota é 10.

CHECK-IN

Entretanto, algumas coisas ainda precisam melhorar. A começar pelo tempo que a TAP levou para fazer o check-in. A morosidade ficou por conta do nervosismo e do baixo treinamento do pessoal do atendimento, provocando grande desconforto aos passageiros. Neste quesito a nota é 5.

INFRAESTRUTURA

Como o aeroporto Salgado Filho é um desastre em termos de infraestrutura, a aeronave inicialmente definida para o vôo inaugural (A340) precisou ser substituída por outra menor (A330). Isto fez com que alguns assentos que já estavam marcados (meu caso) precisassem ser remanejados. Como fui premiado com a má notícia, a poltrona que me restou foi a pior de todas: a última da aeronave, onde a reclinação é limitada e o toalete fica encostado ao assento. Nota 1.

SERVIÇO DE BORDO

Quanto ao serviço de bordo confesso que não imaginava haver tantos problemas, uma vez que há mais de um mês o voo inaugural já estava com lotação completa. Pois, mesmo assim alguns imprevistos desagradáveis aconteceram quando o jantar a bordo foi servido:1- em algumas bandejas não havia talheres; e2- mesmo que o menu entregue pelas comissárias informasse que os passageiros poderiam optar por um de dois pratos, lá pela metade do serviço acabou a escolha. Era lasanha ou lasanha. Pode? Nota 5.

MARKETING

A empresa TAP, no meu entender, falhou no marketing do primeiro voo. Além de não ter feito uma menção à data de 12 de junho, Dia dos Namorados, também não providenciou qualquer pequena lembrança para registrar o voo inaugural, direto. Nota 4.

CARINHO

Quando uma empresa aérea não consegue cumprir o que combinou com o seu cliente, por exclusiva culpa sua como é o caso do remanejamento dos assentos, no mínimo deveria compensar os mais prejudicados.Exemplo: havendo lugares disponíveis na classe executiva, como ocorreu neste voo, o certo seria compensar dando algum carinho os mais sacrificados.

ÚLTIMOS

Aos passageiros que ocupam os últimos lugares do avião já está provado, com todas as letras, que os últimos nunca serão os primeiros, como diz o ditado. Aí, os últimos sempre serão os últimos. Últimos a receber o serviço de bordo e últimos a sair da aeronave. Nota 1.Ah, antes de tudo faço questão de frisar que a minha passagem foi paga, o que me dá pleno direito de fazer críticas publicamente.

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13 jun 2011

TENHO PENA DO PERU


PRONUNCIAMENTO

Enquanto me adapto com o fuso europeu aproveito para manifestar o que extraí do pronunciamento feito por Ollanta Humala, quando chegou ao Brasil na semana passada, já eleito como mais novo presidente do Peru.

MODELO

Pois o mais novo presidente-bolivariano latino, Humala, declaradamente um amante declarado de Fidel Castro, Hugo Chávez e Lula, assim como de seus programas de governo, disse que o Brasil é o modelo que o Peru deve seguir. Maravilha, não?

MODELO POLÍTICO

Ora, para bom entendedor, é preciso admitir o seguinte:Se o modelo que Humala se refere está relacionado ao nosso ambiente político, aí já é importante adiantar que a corrupção no Peru será fantástica.

MODELO FISCAL E TRIBUTÁRIO

Se Humala se referiu ao nosso modelo fiscal e tributário, isto significa que o Peru vai elevar brutalmente as despesas de governo. E como consequência disto, a carga tributária vai ser equivalente ao gasto público.

MODELO SOCIAL

Caso o líder peruano adote como modelo o nosso projeto social, aí também não há dúvida de que a marca registrada do governo Humala será o assistencialismo. O que, de antemão não surpreende face ao seu lado ideológico equivocado.

MODELO PREVIDENCIÁRIO

Se o falido modelo previdenciário brasileiro for copiado pelo governo do Peru confesso que fico com muita pena dos pobres peruanos. Vão curtir rombos e mais rombos colocando em xeque a economia do país.

BOLSA DE LIMA

Não sei quantos peruanos lêem o Ponto Critico, mas se os modelos que Humala se refere são estes aí acima creio que a Bolsa de Valores de Lima ainda tem muito para cair. Isto que não falei de infra-estrutura. Se o Peru copiar a nossa calamitosa infraestrutura, aí o caos está garantido.

ESTE É O MODELO?

Se me permitem os peruanos, os brasileiros e todos aqueles que não enxergam corretamente os males que atingem o Brasil, aí vai uma informação que reputo útil e esclarecedora:O que pode reduzir os juros é uma situação fiscal equilibrada. Com juros baixos, o câmbio deixa de ser pressionado. Com isso a competitividade não é comprometida. Ou seja: tudo que o Brasil se recusa a fazer o Peru quer usar como modelo? Este não é um modelo vencedor.

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10 jun 2011

A CAMINHO DA VINEXPO 2011


FEIRAS

Nesses mais de vinte anos que atuo na área da comunicação são incontáveis as minhas participações em feiras nacionais e internacionais. Mesmo que os segmentos tenham sido muito variados, as feiras de alimentação foram em número bem maior.

VINITALY

Nos eventos internacionais, entre tantas que me deram grande prazer, além de me proporcionar bons ensinamentos, destaco a Vinitaly. O motivo? Simples, gente: trata-se de uma enorme feira de vinhos, que acontece anualmente em Verona, Itália. Para quem aprecia vinhos está justificado, não?

VINEXPO

Pois, com essa mesma expectativa, de 19 a 23 de junho estarei em Bordeaux, França, participando da VINEXPO ? Le Salon International Du Vin et des Spiritueux -, considerada a maior feira de vinhos do mundo. Como o vinho é uma bebida fascinante tenho certeza que os leitores/assinantes do Ponto Crítico vão querer receber o máximo de informações.Segundo nota dos organizadores, a Vinexpo é uma feira destinada, exclusivamente, a profissionais do vinho e bebidas espirituosas, assim como às atividades associadas (refeições, duty free, etc.) e jornalistas.

VÔO DA TAP

Como o universo de apreciadores do bom vinho aumenta a cada ano, já imagino o quanto deixa muitos leitores com água na boca. Assim, o melhor que posso fazer é tentar ser completo nos comentários. Para poder participar do vôo inaugural da TAP, neste domingo, 12 (dia dos namorados), que liga Porto Alegre-Lisboa direto, sem escalas, chego na Europa uma semana antes do início da Vinexpo.

SACRIFÍCIO

Este -sacrifício- se justifica porque os gaúchos, mais do que sabido, são muito penalizados nas viagens que fazem a Europa e EUA (destinos mais procurados). Sim, porque precisam trocar de aeronave em São Paulo ou Rio para chegar ao destino escolhido.

ESCALA-MARTÍRIO

Esta escala-martírio, só para esclarecer àqueles que não vivem no RS, nunca acontece em prazo inferior a 3 horas, chegando muitas vezes a 6 ou 7 horas. E, no retorno, o inferno volta a se repetir.

PROVINCIANISMO

Portanto, antes de escrever sobre a Vinexpo, além daquilo que acontece no nosso país e do que vejo em Lisboa, Paris e Bordeaux, não posso deixar escapar o sentimento dos passageiros pela existência de um vôo direto Porto Alegre/ Lisboa. Sei que isto é muito provinciano, mas o nosso país gosta de provincianismo, não?Ah, de antemão já rezo para que esta facilidade oferecida pela TAP aos gaúchos seja mantida por todo o sempre. E copiada por outras companhias aéreas. Amém.

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09 jun 2011

CASA DO ASSISTENCIALISMO?


CRÉDITO

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ainda é pouco conhecida. Porém, tecnicamente, pelo que consta na sua ficha laboral e acadêmica, boa parte da mídia está lhe dando algum crédito.

CAUSA/EFEITO

Entretanto, pela importância que adquiriu nos últimos governos, a Casa Civil exige, além de bom conhecimento técnico, uma necessária competência política.Principalmente, porque precisa convencer deputados e senadores, notadamente portadores de baixo conhecimento da relação causa/efeito, sobre os projetos propostos pelo Executivo. Aí, portanto, só o tempo dirá se ministra tem topete para o cargo.

DONAS DE CASA

Por enquanto o que se sabe a respeito de Gleisi Hoffmann é que, na sua ainda curta jornada na política, a ministra se tornou conhecida por defender a aposentadoria das DONAS DE CASA. Imagino que Gleisi esteja se referindo às pessoas, de qualquer sexo, que administram suas residências, cujas tarefas compreendam os AFAZERES DOMÉSTICOS. AFAZERES DO LAR.

APOSENTADORIA

Ora, no meu entender, todos aqueles que cuidam dos seus (próprios) afazeres caseiros, sem fazer disso uma profissão, sempre tiveram direito à se jubilar. Basta que, para tanto, tenham contribuído para a Previdência Social ou para um Fundo de Aposentadoria à sua escolha. Pronto.

CARREIRA ENCERRADA?

Mesmo assim é difícil admitir, para casos assim, o uso do termo aposentadoria. Afinal, alguém vai deixar de continuar fazendo seus afazeres domésticos só porque se aposentou, ou passou a receber proventos de aposentadoria? Esta carreira estaria encerrada?

A CONTA PARA O INSS

Se não for como está posto aí acima, coisa que não precisaria de projeto algum, aí, pelo que estou entendendo, a ministra estaria querendo jogar a conta DONAS DE CASA para a Previdência (INSS). Da mesma forma como aconteceu com os trabalhadores rurais que acabaram sendo agraciados, a partir da Constituição de 1988.

CAPACIDADE COMPROMETIDA

Se a idéia que a ministra Gleisi Hoffmann defende é esta, a sua decantada capacidade técnica já fica comprometida. Comprometida pelo equívoco político, manchado com a tinta indelével do populismo, do assistencialismo.

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08 jun 2011

PASSANDO A RÉGUA


VOLTANDO ÀS ORIGENS

O Estado brasileiro, a exemplo de qualquer outro, deveria existir, ser constituído, para oferecer, basicamente: 1- uma educação capaz de qualificar os cidadãos;2- programas que consigam melhorar sistematicamente a saúde pública; e, 3- segurança capaz de inibir os infratores através de punições exemplares definidas por um Poder Judiciário competente e preocupado.

FOLHA DE PESSOAL

Pois, para desespero da sociedade, o Estado Brasileiro, salvo raríssimas exceções, não passa de um fantástico pagador (e mau administrador) de uma colossal folha de pessoal.

PRIVILÉGIOS

Como se isto não bastasse, o número de servidores públicos, cuja diferença na comparação com o restante da sociedade está na superioridade que conquistaram, por leis, através de fantásticos privilégios ao longo do tempo, é sempre crescente. Mesmo que não respondam com boa atuação.

QUALIDADE NULA

Assim, os nossos governantes gastam a maior parte dos seus mandatos tentando administrar a folha de pessoal que inclui ativos e inativos. Diante do problema monstruoso e injusto, o foco, que deveria estar concentrado na boa realização das tarefas para as quais o Estado foi constituído, fica perdido. Resultado: a qualidade dos serviços é nula ou insuficiente.

CUSTO

Uma vez que os serviços públicos (educação, saúde e segurança com justiça)- não conseguem ser prestados nem em quantidade necessária nem em qualidade mínima exigida (apesar do espantoso número de servidores), a única coisa que sobra para a sociedade é o custo disso tudo.

SEM CONTRAPARTIDA

Ora, diante da inexistência da contrapartida, do gozo do benefício da coisa comprada e paga, a sociedade, que não pode ficar sem educação, saúde e segurança, não tem outra saída senão bater na porta da iniciativa privada, pagando novamente.

IGUALDADE E JUSTIÇA

O curioso é que o governo, tomado por um ciúme doentio e por forte inveja, ao invés de efetivamente prestar os serviços para os quais cobra compulsoriamente, prefere se concentrar na fixação de regras para estabelecer como a iniciativa privada deve se comportar.Ora, se o governo ficasse restrito aos atos de regramento e fiscalização das atividades que já são executadas pela iniciativa privada, as despesas de governo seriam infinitamente menores. A consequência disso? Ora, uma carga tributária seria infinitamente menor. E, ao dispensar os servidores e encerrando as atividades pelas quais cobra da sociedade sem executar, o custo da folha de pessoal seria menor. Muito menor. E os privilégios acabariam imediatamente. Isto, por si só, torna a sociedade mais igual. E mais justa, obviamente.

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07 jun 2011

QUEM EMPREGA É SETOR SERVIÇOS


EQUIVOCADO

O presidente da FIESP, Paulo Skaf, não é de hoje, é um sujeito muito confuso. O líder empresarial é daqueles pobres empresários que ainda creem que só a indústria gera emprego.Pelo que Skaf afirma em cada entrevista que concede, esse seu convencimento, totalmente equivocado, vale para o Brasil e para o mundo todo.

EXPORTA EMPREGOS (?)

Na semana passada ao ser perguntado sobre o crescimento do PIB trimestral (1,3%) e a projeção para o ano todo (4%) Skaf repetiu, pela enésima vez, que quanto mais o Brasil importa produtos manufaturados, mais exporta empregos.

VERDADE PELA REPETIÇÃO

Francamente, gente, não lembro de qual primeira boca saiu esta grande asneira. Só sei que ela continua sendo repetida pelos espertos mercantilistas, a ponto de imaginarem que basta repetir a besteira para fazer dela uma verdade.

A INDÚSTRIA EMPREGA MENOS

Se ninguém contestar a afirmação, de nada adianta explicar que a indústria é hoje o setor que menos emprega, face ao avanço cada vez maior da tecnologia e da robótica. E pouco resolve dizer que o setor de serviços é aquele que mais contrata, porque aí a mão de obra é cada vez mais necessária.

IMPORTAÇÕES

Vejam, por exemplo, o que acontece com a importação de veículos: por ser muito robotizada, não é a indústria a grande geradora de empregos. Já as manutenções e consertos dos veículos, que não têm como serem importadas, dependem muito de mão de obra. Portanto, quanto mais importações, mais pessoas são necessárias para garantir o bem estar dos consumidores.

SUBPRODUTO

O curioso é que o presidente da FIESP, com a sua cabeça confusa, continua convencido de que o maior problema brasileiro está no câmbio. O segundo está na taxa de juros. Ora, ora, senhor Skaf, os reais e grandes problemas do país estão concentrados na elevada carga fiscal e na incapacidade de cortar despesas de governo. O resto é subproduto dos absurdos que assolam o nosso país.

MERCADO SENSATO

A Bolsa de Valores de Lima, assim como os títulos da dívida peruana, simplesmente despencaram depois que as urnas confirmaram a vitória do comunista/bolivariano Ollanta Humala para presidente. A leitura que o mercado fez, imediatamente, é de que Humala, por tudo que já fez e disse, fará enormes intervenções na economia do Peru. Alguém duvida?

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