DOS PÉS À CABEÇA
Enquanto a economia do país se encaminha rapidamente para a breca, o povo babaca-brasileiro, fortemente influenciado pela mídia que calça chuteiras dos pés à cabeça, só tem olhos, ouvidos e mentes para o futebol.BOQUIABERTOS
Aliás, esta fantástica influência que a mídia provoca na cabeça dos brasileiros é de tal ordem que deixou boa parte dos jornalistas estrangeiros que chegaram ao Brasil para cobrir a Copa das Confederações, simplesmente boquiabertos.TREINOS AO VIVO
Alguns deles se declararam ainda mais impressionados com o nível de estupidez alcançado pelo povo brasileiro, quando tomaram conhecimento de que até os treinos da Seleção são transmitidos -AO VIVO- por diversos canais de televisão.AFUNDAR
Pois é, gente, o povo do nosso pobre Brasil, país que já teve a oportunidade de DECOLAR (como sugeriu a revista The Economist, em 2009), mas por vontade da maioria de seus eleitores está preferindo AFUNDAR, só tem duas preocupações: a Copa das Confederações (que inicia neste final de semana) e para o Mundial, de 2014.MADE IN BRAZIL NA VITRINE
Diante deste triste cenário é óbvio que os jornalistas de fora vão noticiar muita coisa do Brasil aos seus leitores, ouvintes e telespectadores, além do futebol. Vão dizer, por exemplo, que nas vitrines do país o governo Dilma disponibiliza vários produtos -MADE IN BRAZIL-, que podem ser vistos, de forma abundante por qualquer turista, como: INSEGURANÇA, CORRUPÇÃO, INTERVENÇÃO, INFLAÇÃO, MUITA MENTIRA E BAIXÍSSIMO DESENVOLVIMENTO.THE ECONOMIST
Ah, já que a The Economist foi mencionada aí acima, devo destacar que esta mesma revista, que por diversas vezes teceu muitos elogios à economia brasileira, na última edição (da semana anterior), como que arrependida e/ou revoltada pelo blefe que levou, fez várias críticas a economia brasileira e ainda por cima ironizou o ministro Guido Mantega.REPORTAGEM RESPONSÁVEL
De qualquer forma, gostando ou não, o fato é que em nenhum momento a revista foi irresponsável, ao expor a situação econômica do Brasil. Até porque a publicação destaca só o que já é pra lá de sabido por aqui, como: 1- que o Brasil vive um momento difícil, com crescimento abaixo das expectativas e inflação em alta; 2- que o governo Dilma vem descuidando dos pilares macroeconômicos construídos durante o governo FHC; 3- que o Brasil abdicou do controle da inflação em busca do crescimento, tomando medidas erradas, caso da redução dos juros, apesar de uma subida dos preços; 4- que os gastos públicos aumentaram extraordinariamente. É DURO, NÃO? POIS É. ESTE É O BRASIL, GENTE! O PAÍS DO FUTEBOL!INDISCUTÍVEL
Para aqueles que já leram um pouco de história econômica mundial, e se debruçaram somente sobre fatos acontecidos nos últimos dois mil anos (para não ir muito mais atrás no tempo), entre tantas conclusões que possam ter tirado uma delas é indiscutível: todos os países que foram regidos pelo comunismo resultaram em fracasso.DESENVOLVIMENTO
Portanto, independente da simpatia por regimes e ideologias, o fato é que em nenhum lugar do mundo o comunismo promoveu desenvolvimento. Casos mais recentes, vividos nos últimos cem anos, como é o caso da União Soviética, Coreia do Norte e Cuba, por exemplo, dizem bem o tamanho da catástrofe. A única que escapou foi a China, cujo desenvolvimento só aconteceu depois que o governo resolveu abrir a sua economia para livre mercado.ROTA DO INFERNO
Pois, mesmo depois de razões claras e inquestionáveis para evitar o caminho do caos, todas provadas de A a Z, alguns países liderados por legítimos facínoras estão sendo jogados para o fundo do abismo social e econômico. O curioso é que nem a queda do Muro de Berlim parece ter sido suficiente para impedir que certos países latinoamericanos entrem na ROTA DO INFERNO. De novo: mesmo diante do resultado catastrófico promovido pelo destruidor regime comunista.BÍBLIA
Dos países latinos que adotaram o programa de Antonio Grasmci, uma espécie de Bíblia seguida pelos membros do Foro de São Paulo, como está escrito na sua obras - Cadernos do Cárcere (modelo comunista cubano), a Venezuela e Argentina estão em estado mais adiantados de destruição. A seguir vem Bolívia, Equador e Brasil, que embora mais atrasados do que os primeiros estão cumprindo tudo à risca para também chegar lá.CAMINHO PARA O CAOS
Ora, diante de tudo que estamos vendo, lendo e ouvindo nesses últimos meses, uma coisa parece bem clara: o governo brasileiro, ao contrário do que muita gente pensa, não está tomando medidas econômicas equivocadas. Está, isto sim, acertando na mosca, bem de acordo com sua lógica de raciocínio. Para quem busca o caos, sob o comando do governo Lula/Dilma o Brasil está no caminho certo.CRIME CULPOSO
Já para quem deplora o regime comunista, como é o caso deste editor e da maioria dos leitores do Ponto Crítico, o que está acontecendo no Brasil é a morte lenta, gradual e segura da economia de mercado. Ou seja, a economia do país está sendo vítima de um crime verdadeiramente CULPOSO, onde o governo está agindo com intenção de lesar e/ou matar.RESUMO DA ÓPERA
O resumo da Ópera é a seguinte: o Brasil resolveu sair do BRIC para entrar na BRECA. A prova maior desta vontade do governo Dilma é simples: 1- na ECONOMIA, que precisa de ampla liberdade para produzir e obter bom desempenho, o governo brasileiro intervem a todo momento; 2- na SEGURANÇA, que deveria haver forte intervenção governamental, para garantir o bem estar da sociedade, aí o governo deixa o crime correr solto. Que tal?FEIRÃO DE IMÓVEIS
A Caixa Econômica Federal, que de forma costumeira promove Feirões de Imóveis pelo Brasil afora, realizou um desses mega-eventos num recente final de semana de maio, em Porto Alegre.ATITUDE DA CAIXA
Sem ter nada para fazer resolvi conferir algumas coisas: 1- o que estava sendo colocado à venda; 2- os preços praticados; e, 3- qual a atitude da Caixa quanto ao financiamento dos imóveis ofertados.OPORTUNIDADE DE COMPRA
Pois, pela forma com que os corretores oferecem os mais diferentes imóveis, dizendo aos potenciais compradores que precisam se decidir rapidamente para não perder a oportunidade de compra, aí o que mais funciona é o impulso.COMPRA POR IMPULSO
Comprar um imóvel por impulso, mais do que sabido, já é uma temeridade. Mas, o pior de tudo vem a seguir: engana-se quem imagina que a Caixa Econômica estava lá para avaliar a condição financeira e econômica dos eventuais compradores.CRÉDITO ÀS CEGAS
A ordem, pasmem, era dar crédito a todos que foram até o local do evento. Para os funcionários da Caixa, pouco ou nada importava se havia interesse na compra de algum imóvel. Bastava encostar a barriga no balcão da Caixa para sair dali com crédito aprovado. Pode?OLHANDO O FUTURO
Depois dessa, como já havia obtido as respostas que precisava, resolvi cair fora do local do evento. Antes, porém, ainda dei uma olhada rápida em direção ao futuro, tipo uns dois anos à frente, na tentativa de enxergar o resultado da minha visita ao Feirão.DEVOLUÇÃO EM MASSA
Foi quando vi esses inúmeros compradores querendo devolver seus imóveis adquiridos por impulso. Como a fila que estava ao alcance dos meus olhos imaginários estava longa, me deu a entender que outros tantos estavam ali querendo renegociar suas dívidas para o dia de São Nunca. E a Caixa-Mãe concordava com tudo.... Pode?BOLHA IMOBILIÁRIA
Como se vê, o Brasil também está construindo a sua Bolha Imobiliária. A diferença em relação às demais é que o nosso sistema financeiro como um todo, diferente do que aconteceu nos EUA e na Europa, não será afetado. Aqui, quem vai se transformar numa enorme imobiliária será a Caixa Econômica Federal, que passará a ter a maior carteira de casas e apartamentos do mundo.ESCREVENDO A MESMA COISA
Os leitores/assinantes do Ponto Crítico são testemunhas do quanto eu gastei a ponta dos dedos escrevendo no teclado do meu computador, ao longo dos últimos dez anos, para dizer sempre a mesma coisa: que o Brasil não teria como apresentar crescimento econômico além de pífio. Como se vê acertei na mosca, mesmo a contragosto.CAIU A FICHA?
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que até agora só desancou o pau em quem dizia que o país não cresceria acima de 4% ao ano, nos últimos anos, admitiu, finalmente, que vai reduzir a previsão de crescimento para o ano ? atualmente em 3,5%. Mesmo que a projeção seja revisada para baixo, o comunista não vai dar o braço a torcer: vai continuar dizendo que o PIB vai crescer mais do que o mercado acredita.ROTINA
Aliás, até parece que Mantega não lê nem mesmo o Boletim Focus, do Banco Central, que ao longo desse mesmo período só tem feito uma tarefa pra lá de rotineira: publicar, semanalmente, uma projeção de crescimento cada vez MENOR, do PIB; e um crescimento MAIOR da INFLAÇÃO.NOTÍCIAS DECEPCIONANTES
Assim, ao longo do tempo só tem saído notícias decepcionantes sobre o desempenho econômico do Brasil. E na semana passada, para confirmar este tristeza, o IBGE informou que no primeiro trimestre, o crescimento foi de apenas 0,6%. Com isso nem mesmo a expectativa de um crescimento de 3%, considerada a mais pessimista por parte do governo, pode se confirmar.SEM COMPETITIVIDADE
E para coroar a má administração deste governo petista-equivocado, o Brasil caiu para 51º lugar, entre 60 países, numa classificação anual de competitividade, publicado pelo Centro de Competitividade Mundial do IMD, uma das melhores escolas de gestão da Europa. Só no último ano foram cinco posições. E, desde 2010, quando ocupava a 38ª colocação, a queda foi abissal: 13 posições. Ou seja: é declínio puro.FELICIDADE E TRISTEZA
Por aí é possível entender o que faz um povo ser mais feliz e outro menos feliz. O ranking que compara os 34 membros da OCDE ? na maioria nações desenvolvidas ? e dois chamados de -parceiros-chave-, caso do Brasil e Rússia, diz tudo.INDEX DE VIDA
Austrália, Suécia, Canadá, Noruega e Suíça estão no topo da lista dos países com -Index da Vida Melhor. Felicidade, em outras palavras. A comparação foi feita com base em onze critérios, tais como renda, saúde, segurança e moradia. Pois, segundo a OCDE, o povo brasileiro é feliz. Sabem, no entanto, por quê? Porque desconhece o que acontece no Brasil. A ignorância faz do brasileiro um povo feliz. Que tal?PAPEL DE BOBO
Como os brasileiros são educados para cumprir e desempenhar o papel de bobo, por óbvio não seria nos Free Shops, ou lojas Tax Free, que existem nos aeroportos internacionais do Brasil que viriam a ser tratados de forma diferente.CARGA TRIBUTÁRIA
Diante das facilidades que se oferecem para fazer viagens ao exterior, os brasileiros que já experimentaram este prazer têm noção do quanto é elevada a nossa carga tributária. Sabendo disso, quando informados de que alguma mercadoria estrangeira pode ser adquirida, aqui no Brasil, com isenção de impostos, suas veias de consumo ficam estimuladas.SEM CONCORRÊNCIA
É aí, gente, que mora a inocência. Nos aeroportos brasileiros, os donos dos Free Shops do Brasil fazem os consumidores acreditarem que estão fazendo um grande negócio quando compram nos seus estabelecimentos. Como não têm concorrência, aumentam descaradamente o preço das mercadorias quase que na mesma proporção da redução do valor do imposto.GANÂNCIA EXPLÍCITA
De novo: como os Free Shops não têm concorrentes, fica ao gosto do dono do negócio a colocação do preço que bem entender nas mercadorias ofertadas. Com isso, o consumidor, ao se livrar da ganância tributária, mal sabe que está se submetendo à ganância do empreendedor monopolista.EUA E EUROPA
A confirmação dessa prática pode ser conferida, claramente, tanto nos Free Shops de aeroportos de outros países quanto nas lojas de rua, onde o imposto é cobrado. Na maioria das lojas americanas e europeias, por exemplo, (nem estou, portanto, comparando com lojas Tax Free), inúmeros produtos têm preços inferiores aos praticados nos nossos Free Shops.TRAUMA
Como se vê, o trauma dos IMPOSTOS ELEVADOS faz com que a existência dos Tax Free seja suficiente para deixar os consumidores brasileiros em Pé de Compra. Ou seja: aqui, produto isento de impostos só livra o consumidor de ser bobo do governo. Por falta de concorrência se tornam bobos dos donos dos Free Shops. Isto, para que fique bem entendido, se resolverem consumir nos seus estabelecimentos.CONSELHO
Portanto, o que resta é aconselhar: para diminuir o tamanho da babaquice, que já faz parte do DNA do brasileiro, o negócio é comprar o que se pode, tem direito e vontade, nos aeroportos do exterior, na hora do embarque para o Brasil. De novo: comprar aqui é fria.INTERNET
Mesmo que a internet esteja aí, disponível, para fazer com que pessoas do mundo todo (exceto, obviamente, dos países comunistas) possam tomar conhecimento de tudo que acontece em tempo real, não é bem assim que as coisas funcionam.CONHECIMENTO
Dependendo do interesse e da preferência que cada indivíduo mostra a respeito de determinado assunto, aí é que se estabelece a vontade pela obtenção do saber das coisas que acontecem a todo momento.FUTEBOL
No futebol, esporte que reúne um número cada vez maior de aficionados, o interesse pelo conhecimento do desempenho de cada clube ou seleção nas competições locais e/ou internacionais é, talvez, o melhor exemplo dessa vontade em saber de tudo imediatamente. É tudo ON LINE, praticamente.ECONOMIA
Já na economia não é assim. Como o tema não é muito sedutor, poucos se interessam pelo assunto de forma mais ampla. O interesse maior só se manifesta com relação ao comportamento dos preços (inflação), salários e empregos. O resto parece ser menos importante, principalmente para quem tem baixo nível de esclarecimento.EUROPA
Assim, a conscientização sobre o desempenho de um país se dá, ao longo do tempo, por camadas sociais e dependendo do tamanho dos problemas ali vividos. Vejo isto com grande nitidez aqui na Europa, onde passo alguns dias. Como o continente está mergulhado numa crise sem precedentes, a preocupação com a economia é assunto em todas as rodas.ITÁLIA
Na Itália (e não é diferente em Portugal, Espanha e Grécia, para ficar só com esses países) o povo que mais se comunica com os turistas, como é o caso daqueles que trabalham em hotéis, restaurantes e transporte (táxis), percebo que a tecla do computador, que ATUALIZA AS NOTÍCIAS- sobre outros países, simplesmente deixou de ser clicada.ILUSÃO
Assim, esse pessoal, movido por notícias ilusórias de 2008/2009, continua plenamente convencido de que o Brasil é uma potência. Vive, portanto, um momento econômico mágico, de franco crescimento por todos os poros.BRASIL POTÊNCIA
Impressionados, talvez, pelo enorme contingente de brasileiros que ocupam as ruas e hotéis de toda a Europa e dos EUA, principalmente, quem os recepciona imagina que o Brasil cresce mais do que a China ou Panamá.PERCEPÇÃO
Quando digo que a nossa situação é muito diferente, onde o PIB não cresce faz tempo, e que a inflação galopa sem parar, simplesmente não sou entendido. Esta percepção de que o Brasil está parado, ainda não foi percebida por aqui. E por aí também, certamente. Quase todos ainda se mostram convencidos de que o Lula é o melhor político do planeta. E que Dilma é uma mulher super-poderosa. Pode?