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27 mai 2016

O TERMÔMETRO E A FEBRE


AGENTES VOLUNTÁRIOS

Ainda que sérios problemas políticos estejam dificultando e complicando a vida do governo Temer, as iniciativas econômicas estão servindo para melhorar o ânimo dos agentes -voluntários- (iniciativa privada) que realmente produzem. 


ESPETÁCULO ECONÔMICO

Pois, tal qual um Circo, que ao se apresentar numa cidade faz um desfile pelas principais ruas, mostrando o que de bom será exibido sob as lonas, o novo governo resolveu:

1- mostrar a cruel realidade das contas;

2- manifestar que o espetáculo econômico só terá êxito caso as boas intenções sejam implementadas.  


CAUSAS DOS PROBLEMAS

Poucos brasileiros, pelas atitudes que tomam, são capazes de discernir e enxergar onde estão as CAUSAS dos nossos PROBLEMAS econômicos. A maioria, tanto absoluta quanto relativa vê através apenas das CONSEQUÊNCIAS os responsáveis diretos pelos nossos fracassos.

 


FALTA DE DISCERNIMENTO

Vejam, por exemplo, o caso da INFLAÇÃO, do DESEMPREGO, das TAXAS DE JUROS, da TAXA DE CRESCIMENTO, como bem lembra e informa o pensador Ricardo Bergamini.

Os brasileiros, por demonstrarem total desconhecimento quanto à relação CAUSA/EFEITO desses grandes problemas, exigem que os males sejam debelados mexendo nas CONSEQUÊNCIAS. Pode?  


FEBRE

É importante lembrar a todo momento que TAXA DE CRESCIMENTO DO PIB , DE CÂMBIO, DE JUROS, DE INFLAÇÃO, DE DESEMPPREGO, DA CARGA TRIBUTÁRIA, A POLÍTICA FISCAL E TRIBUTÁRIA, etc., são TERMÔMETROS e não a FEBRE.
 
 


RESPONSÁVEIS DIRETOS

Portanto, nos governos e nas empresas os responsáveis diretos pelos INDICADORES RELATIVOS AOS TERMÔMETROS são os tesoureiros com seus FLUXOS DE CAIXA, cabendo à Diretoria e ao Conselho de Administração a responsabilidade por cuidar da FEBRE. 
 


ANÁLISE

Fazendo uma ANÁLISE DOS TERMÔMETROS ECONÔMICOS E DA FEBRE, temos: 
 
TAXA DE CRESCIMENTO - Somente ocorre de forma robusta e sadia por dois fatores: descoberta de novas tecnologias e consequente aumento de produtividade, ou aumento de poupança.
 
A FEBRE é a farsa usada pelo governo do PT de produzir crescimento econômico pela ilusão monetária, com base no aumento da moeda a vista e a prazo.  
 
TAXA DE CÂMBIO - É um indicador que mostra desequilíbrio nas relações exógenas do Brasil com o resto do mundo.
 
A FEBRE ocorre por desequilíbrio na carga tributária entre as nações, gerando contrabando, ou desconfiança, risco jurídico, provocando fuga de capital.
 
TAXA DE JUROS - É o termômetro que mostra apenas o preço do dinheiro, que da mesma forma que qualquer outro produto ou serviço, se tiver em abundância o preço desce e caso contrário sobe. Mera aplicação da lei da oferta e da procura.
 
A FEBRE é o descontrole imoral e criminoso de gastos públicos, gerando déficits monstruosos, tendo que serem cobertos com vultosos empréstimos, que os investidores nacionais e internacionais agradecem calorosamente por essa prática criminosa dos governos.
 
TAXA DE INFLAÇÃO - É um termômetro que indica que a economia está em desequilíbrio entre a oferta monetária e a quantidade de produtos ofertados.
 
A FEBRE é que somente o governo federal tem poder de combater com a política monetária e cortes de gastos público.
 
CARGA TRIBUTÁRIA - É um termômetro que tem como únicos e exclusivos responsáveis os governos (Federal, Estaduais e Municipais).
 
A FEBRE é que da mesma forma que nos condomínios, aumentou as despesas, aumenta o rateio da taxa condominial.
 
POLITICA FISCAL - É um termômetro para apuração das despesas do governo.
 
A FEBRE é o imoral, criminoso e injusto -GASTO PÚBLICO-, principalmente com pessoal e, mais principalmente ainda a PREVIDÊNCIA SOCIAL (soma da conta dos brasileiros de SEGUNDA CLASSE, ou INSS) e brasileiros de PRIMEIRA CLASSE, ou funcionários públicos.) 
 



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25 mai 2016

DIAGNÓSTICO E PROGNÓSTICO


NOS TRILHOS

Nesta madrugada, depois de muitas discussões, o governo Temer obteve AUTORIZAÇÃO para instalar FREIOS na despesa pública federal. Com isto, a partir de agora a até então desgovernada máquina governamental passa a contar com uma ferramenta que propõe o conserto dos trilhos da economia brasileira, visando crescimento mais a frente.   


CONSERTAR PNEUS

Por mais que os pagadores de impostos devam ficar felizes com esta primeira iniciativa do governo Temer, que resultou na aprovação/compreensão da maioria dos congressistas, devo lembrar que ao passar neste primeiro teste, não torna o Brasil apto para ganhar a estrada. Conquistamos, apenas, o direito de consertar as rodas/pneus.   


PATINAR

Volto a esclarecer que a economia brasileira só terá condições de crescer, de forma realmente sustentável e saudável, depois que as pesadas caçambas e/ou vagões governamentais forem esvaziadas. Caso contrário o carro Brasil apenas vai patinar, sem conseguir sair do lugar. 


PREVIDÊNCIA SOCIAL

Mais: é preciso estancar a sangria da PREVIDÊNCIA SOCIAL, cujo ROMBO se destaca como o maior de todos que abalam as combalidas CONTAS PÚBLICAS. Sem esta providência, além de dar continuidade à maior INJUSTIÇA SOCIAL, o país permanecerá sem forças para produzir. 


DIAGNÓSTICO PARCIAL

A rigor, quando o governo Temer anunciou a previsão do ROMBO PRIMÁRIO para 2016, no valor de R$ 170,5 bilhões, o que aconteceu foi a divulgação de um DIAGNÓSTICO PARCIAL da péssima situação em que se encontram as finanças do nosso país. 


DIAGNÓSTICO TOTAL

O DIAGNÓSTICO TOTAL E CORRETO deveria contemplar o ROMBO NOMINAL, ou seja, a soma dos R$ 170 bilhões divulgados pelo governo com o valor dos juros da dívida, na ordem de R$ 500 bilhões para o ano de 2016, totalizando uma perspectiva de DÉFICIT FISCAL de R$ 670 bilhões para o corrente ano. 


PROGNÓSTICO

Com o DIAGNÓSTICO nas mãos, o novo governo precisa se concentrar no PROGNÓSTICO, com informações sobre as possibilidades terapêuticas que devem ser adotadas e empregadas para que o Brasil venha a ser um país saudável e curado. Ou seja, o povo quer que o governo emita, diariamente, Boletins Médicos com explicações sobre o comportamento das contas públicas. 



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24 mai 2016

REVOLUÇÃO SEMÂNTICA


CAPITALISMO DO POVO

Em 11 de agosto de 1985, ou seja, quase 31 anos atrás, o saudoso economista Roberto Campos escreveu um precioso artigo, com título -O CAPITALISMO DO POVO-, no qual inicia dizendo:  Para o começo de conversa precisamos de uma REVOLUÇÃO DE SEMÂNTICA. 


SETOR COERCITIVO E SETOR VOLUNTÁRIO

Campos, já naquela época, se referia à expressão “SETOR PRIVADO” dizendo que a mesma sempre inspirou uma conotação de egoísmo e apropriação, enquanto que a expressão “SETOR PÚBLICO” sempre transmitiu a ideia de generosidade.

Isso, segundo expôs didaticamente Roberto Campos, é injusto e inadequado. Mais correto seria, como sugere o economista paulista Rafael Vechiatti, chamarmos o setor público de “setor coercitivo”, e o privado de “setor voluntário”.

Eis o que mais disse Roberto Campos naquele primoroso artigo que me foi enviado ontem pelo pensador Ricardo Bergamini:


ORIGEM DOS RECURSOS

Sempre que se fala em desestatização, surge logo a indagação: de onde virão os recursos para o setor voluntário comprar as empresas do setor coercitivo? Uma resposta complexa é explicar que:

1) o governo não gera recursos e sim administra os recursos hauridos do setor voluntário por tributação ou tarifas;

2) que a poupança do governo é hoje negativa e que seu déficit é coberto mediante sucção da poupança privada;

3) que, na medida em que o Governo corte suas despesas, liberando a poupança privada, esta poderia comprar as empresas do “setor coercitivo”.

Estas, aliás, não nasceram do nada e sim de tributos pagos pelo “setor voluntário”. A velocidade de geração de recursos para a privatização dependeria assim apenas da velocidade da redução do déficit público e da liberação das poupanças do setor voluntário.  


REVOLUÇÃO CONCEITUAL

Num sentido fundamental, entretanto, o problema é simples e não exige qualquer despesa. Basta uma revolução conceitual, que pode ser feita por definição legal. O importante, num primeiro estágio, é separarmos o conceito de propriedade, do direito de gestão, diferenciando-se “ações de propriedade” de “ações de gestão”. O Governo é gestor das despesas públicas. Mas não precisa ser seu proprietário. As empresas públicas devem ser do público.
 


OBJETIVO DO PROJETO

É esse o objetivo do projeto de lei número 139 que apresentei ao Senado Federal, em junho de 1983, e que há dois anos ali dorme o sono dos justos, pois as ideias simples são em princípio escandalosas. Nesse projeto se prevê que o governo devolva aos cidadãos a propriedade das poupanças deles arrecadadas, mediante a transferência gratuita de ações integralizadas – boas ou más – que sejam de propriedade da União, suas autarquias e entidade públicas, a um grande fundo de repartição de capital.

Todos nós, contribuintes do INPS ou IPASE ou Funrural receberíamos gratuitamente frações ideais desse fundo. Os dividendos eventualmente resultantes seriam creditados aos cotistas, vale dizer, ao universo dos contribuintes, cujos impostos financiaram originalmente a criação dos elefantes estatais. As ações ficariam em custódia num organismo central, que poderia ser a Caixa Econômica Federal, ou qualquer outro órgão suficientemente computadorizado, que manteria escrituração da carteira de ações dos beneficiários.

Enquanto mantidas em custódia, essas ações seriam de propriedade, porém não de gestão. O poder de voto e de gestão continuaria, como no presente, nas mãos dos administradores governamentais, até que essas ações doadas se transformassem em ações vendidas ou negociadas, através dos mecanismos normais de Bolsas de Valores ou de licitação de ações. O projeto de lei acima citado prevê que a alienação das ações ou a retirada da custódia se faça gradualmente (à razão de 5% ao ano), a fim de na se congestionar o mercado de valores.



 


PRIVATIZAÇÃO DA GESTÃO

Se a privatização da propriedade pode ser resolvida, resta o problema da privatização da gestão, indispensável para aumento da produtividade global do sistema. Esta continuaria a ser buscada através dos programas correntes de desestatização, por venda em bolsa ou licitação. O importante seria abandonarmos a ideia – usada pelos estatizantes para sabotar a desestatização – de que o Governo tem que reaver integralmente o capital investido. Em muitos casos, os investimentos foram superdimensionados, com custos financeiros tornados proibitivos pela lerda execução, de sorte que seria irrealista esperar vendê-las senão pela rentabilidade real ou esperada do patrimônio, aferida segundo as regras do mercado.

O programa de “repartição do capital” inauguraria imediatamente o capitalismo do povo. O programa de “desestatização” aumentaria gradualmente a eficiência de gestão, além de trazer receitas, que o Governo utilizaria para sanar aflitivas carências básicas – analfabetismo, endemias e epidemias, desnutrição e insuficiência dos serviços básicos de infraestrutura. Não faz sentido o governo ter postos de gasolina quando não tem postos de saúde, ou competir na fabricação de computadores quando não tem dinheiro para cuidar da malária...


FALÊNCIA DO ESTADO

Se há hoje ( de novo: 31 anos atrás) uma constatação universal é a da falência do Estado-empresário. Até mesmo os regimes socialistas estão sentindo a rigidez e o desperdício dos sistemas centralistas. No universo das estatais brasileiras, o julgamento da eficiência é dificultado porque, contrariamente ao previsto no Art. 170, Parágrafo 20 da Constituição Federal, elas desfrutam de privilégios de mercado ou vantagens fiscais inacessíveis às empresas privadas.

A Petrobras, por exemplo, é lucrativa, mas desfruta de um monopólio que impede a aferição de eficiência.

O Banco do Brasil é lucrativo, mas recebe recursos trilionários da Conta de Movimento do Tesouro a juros simbólicos, e coleta depósitos compulsórios de entidades públicas, sem ter que pagar os altos custos de captação.

A Vale do Rio Doce e Usiminas, que operam superavitariamente e sem subsídio, em mercados competitivos, figuram talvez entre as únicas empresas sobre cuja eficiência não pairam dúvidas.

Os grupos Telebrás e Eletrobrás não podem ser julgados porque operam em condições monopolísticas, caso em que o lucro pode resultar de manipulação tarifária e não eficiência competitiva.

 


PATRIMÔMIO DO POVO?

O importante é acentuar que o Ministro Dornelles e Roberto Gusmão, que pregam a privatização por sentirem na carne os abusos dos elefantes enlouquecidos do setor coercitivo, não precisam se preocupar inicialmente com a carência de recursos para a privatização. Podemos privatizar imediatamente a propriedade por transferência gratuita, e, mais gradualmente, o voto e a gestão, pela venda convencional das ações à medida que o mercado as absorva.

Mas, mesmo o primeiro passo tem consequências psicológicas importantes. Sentindo-se proprietário, ainda que em frações minúsculas, das empresas públicas, os contribuintes se interessariam em fiscalizá-las, na esperança de algum dividendo, e para isso se organizariam em associações civis, a fim de se manifestarem nas assembleias gerais. Os gestores, sentindo-se também coproprietários, ainda que microscópios, talvez deixassem de considerar os dinheiros públicos um bem de ninguém. E o lucro da empresa passaria a ser considerado o que realmente é, um prêmio do desempenho e não uma secreção de cupidez capitalista.

É uma perfeita imbecilidade dizer-se que não se pode privatizar as estatais porque elas são “patrimônio do povo”. Precisamente por isso é que devem ser privatizadas, na forma indicada no projeto de lei número 139. Para que sejam do povo. Hoje são dos tecnocratas, que às vezes delas abusam, ou dos políticos, que as desfiguram. O povo não tem vez....

 



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23 mai 2016

VISTA PANORÂMICA


FOTO PANORÂMICA

Na última sexta-feira, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá, com caras bem assustadas, vieram a público para mostrar aos brasileiros e estrangeiros a FOTO PANORÂMICA do caos das Contas Públicas do nosso país, na qual, sem qualquer retoque, se destaca um horripilante DÉFICT DE R$ 170,5 BILHÕES.
 


PROBLEMAS CARDÍACOS

Como as imagens da PANORÂMICA são muito fortes, a minha recomendação às pessoas que têm problemas cardíacos e/ou sofrem de vertigem, é que tomem muito cuidado, pois podem ter sérias convulsões ao tomar conhecimento do tamanho dos estragos.
 


DIGITAIS DE DILMA

Já àqueles que não conseguem se segurar pela curiosidade, ou apesar de tudo se manifestam interessados no assunto, faço aqui uma advertência: nas imagens tétricas do CRIME DE RESPONSABILIDADE FISCAL aparecem, claramente, as digitais da indecente e criminosa ex-presidente Dilma Rousseff por todos os cantos e papéis assinados. Simplesmente CHOCANTE.
 


ENGENHARIA DO CAOS

Em todos os sentidos e por todos os ângulos percebe-se que estamos diante de um VERDADEIRO GOLPE NAS CONTAS PÚBLICAS DO PAÍS. Mais: fica claro que a -ENGENHARIA DO CAOS- é fruto do mais puro interesse, vontade e consciência petista, que até a data do Impeachment de Dilma concorria, pau a pau, com a Venezuela, para ver qual dos governantes bolivarianos levaria o troféu EXTERMINADOR DA ECONOMIA.
 


BARRAGEM DE MARIANA

O estrago nas CONTAS PÚBLICAS DO PAÍS é de tal monta que, se comparado com o rompimento da barragem de Mariana, em novembro de 2015, considerado como o maior desastre ambiental do gênero da história mundial nos últimos 100 anos, é, algo, no mínimo, mil vezes mais devastador. Um verdadeiro arrasa QUARTEIRÕES E QUARTEIRÕES.
 


A PARTIR DE 2017

É importante destacar que o estrago só tem condições de ser revertido com grandes e certeiras reformas. Detalhe: caso impostas medidas realmente eficazes, coisa que ainda depende da vontade do Executivo e, principalmente, do Legislativo, os resultados só poderão aparecer no longo prazo. A partir de 2017, se formos otimistas. 
 


RELAÇÃO PESO/POTÊNCIA

Atenção: para este ano, 2016, queiram ou não, a crise já está contratada e será entregue. Na íntegra. Ou seja, o PIB será altamente negativo, na ordem de 3,8 a 4,3%. Isto, por enquanto.

Também deve ser levado em conta a força inercial do veículo desgovernado, o que significa que mesmo depois de acionados os freios, a relação velocidade/peso faz com que o estrago contido na carga petista anterior seja projetado para frente.

 



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20 mai 2016

MURAL PENSAR+


NOVA SÉRIE

Como a série -CONTAGEM REGRESSIVA-, que contou com textos produzidos por pensadores que integram o PENSAR+, teve grande repercussão junto aos leitores/assinantes do Ponto Critico, a partir de hoje dou início a uma nova série de publicações, agora em caráter permanente, batizada como MURAL PENSAR+.

 


PROPÓSITO

Por óbvio, o propósito do MURAL PENSAR+ é o mesmo: além de dar espaço para conteúdos produzidos pelos pensadores, o Ponto Critico brinda os leitores com mais opiniões e comentários quanto às propostas e decisões tomadas e/ou não tomadas por nossos governantes.

 


CAUSA/EFEITO

Como de praxe, é sempre importante lembrar, todos textos devem estar comprometidos com a relação CAUSA/EFEITO, coisa que o PENSAR+ entende, desde que foi criado, como fator indispensável para proporcionar um melhor esclarecimento sobre os temas abordados.

 

 


FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO

Como o fim do Ministério da Cultura provocou uma enorme histeria junto a diversos artistas e muitos de seus fãs, o pensador, cientista político e professor Fábio Ostermann se ofereceu para inaugurar o MURAL PENSAR+ com o texto abaixo, que leva o título -FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO-. Eis:

 

 

 


FALTA DE SENSO

A celeuma pública criada em torno do fim de um "Ministério da Cultura" é apenas mais um sintoma da falta de senso de prioridades e de proporção que permeia o debate público hoje no Brasil.

Não vivêssemos em um país onde 50% da população não tem acesso a saneamento básico e 75% são analfabetos funcionais - sem falar, claro, nos 60 mil homicídios por ano - até poderíamos tentar levar esta discussão a sério. Mas não. 

 

 


FINANCIAMENTO PÚBLICO

O fato é que quando se olha para um país de cultura rica e pujante se percebe que esta se desenvolveu, via de regra, pela conjunção de dois fatores: presença de excedentes materiais privados e liberdade.

O financiamento público da cultura em um país pobre e quebrado como o Brasil é a exata antítese disso. Mas, como dizem, "farinha pouca, meu pirão primeiro". O grande problema, no entanto, é que, seguindo nesse ritmo, em breve não sobrará mais farinha - e nem pirão - pra ninguém. 



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19 mai 2016

SER CELESTIAL


GRAVES PROBLEMAS

Aos poucos os brasileiros em geral vão se dando conta de que são incontáveis e dramáticos os graves problemas que levaram à lona a nossa empobrecida economia , que neste momento só consegue respirar com a ajuda de aparelhos.

 


AJUDA DE TODOS

Entre tantas e enormes pedras que os governos petistas (Lula/Dilma) colocaram no caminho do país, que precisa se reerguer da tragédia econômica, a dramática situação das contas (ROMBOS) da Previdência Social desponta como aquela que, pelo tamanho e peso, só pode ser removida com a ajuda de todos.  


 


SITUAÇÕES ANÁLOGAS

Quando nos deparamos em situações análogas é normal que muita gente, na tentativa de colaborar, apareça para dar os mais variados palpites. Todos eles, certamente, olhando para o seu próprio umbigo, numa evidente tentativa de tentar transferir a parte do seu esforço para os demais atingidos pelo problema.


IRONIAS E DESABAFOS

Saindo da metáfora e entrando na realidade dos fatos, o que acontece é que poucos estão contribuindo com propostas racionais. A maioria, infelizmente, trata deste importante tema com total desconhecimento, elevada dose de ironia e desabafos infundados.
 


HECATOMBE

Os leitores certamente estão lembrados de que poucos anos atrás a PREVIDÊNCIA era tratada como uma BOMBA que acabaria explodindo mais a frente, se nada fosse feito. Pois, o fato é que as explosões já estão acontecendo, com estragos impressionantes e severos nas Contas Públicas. Trata-se de uma verdadeira hecatombe. 
 


EDITORIAIS A RESPEITO

Os leitores também sabem muito bem, que foram muitos os editoriais  que escrevi, de forma insistente e, para muitos, até irritante sobre este importante tema. A maioria deles, inclusive, contando com textos muito explicativos, produzidos com todo cuidado pelo  pensador Ricardo Bergamini.
 


SER CELESTIAL

Pois, ainda que o som das explosões já esteja deixando muita gente surda, percebe-se uma enorme resistência quanto às reformas da Previdência. Ora, como a exposição de números claros e incontestáveis não basta para convencer de que a situação da Previdência é dramática, creio que esta tarefa só terá êxito se for entregue a algum SER CELESTIAL. Não um SER CELESTIAL qualquer, mas aquele que o povo crente acredite. 
 



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